A geotrilheira Rita de Cássia participou como convidada das instituições de ensino
Início da trilha
No dia 17 de julho de 2010, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José Américo de Medeiros e a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Mariana Nóbrega de Sousa, localizadas na Fazenda Flores, município de São José de Espinharas – PB, realizaram, a exemplo de alguns anos, um passeio ecológico à Serra Bonita, localizada no mesmo município de São José de Espinharas. O passeio teve como objetivo observar como está sendo tratada a fauna e flora local, já que a serra é visitada, frequentemente, por muitos caçadores que, além de sacrificar os animais nativos da região, agridem diretamente a fauna com queimadas e lixo jogados por vários pontos da serra; informar aos alunos um pouco mais sobre a história local e a importância da preservação e valorização do meio ambiente, mostrando as conseqüências drásticas que as agressões ao meio ambiente provocam e, sem falar de está prestigiando uma paisagem belíssima que a subida proporciona. A serra tem 666 metros de altitude e chegando ao seu topo se tem uma visão maravilhosa a sua volta, que dá orgulho a qualquer pessoa que ali presente.
Vista do alto
Vale ressaltar que a data foi escolhida de propósito, pois dia 17 de julho é comemorado o dia de proteção às florestas e não poderia haver uma ocasião melhor para ser realizado um passeio dessa dimensão. Marcou presença alunos do ensino fundamental e médio, professores e demais funcionários das escolas, além de convidados como moradores locais; o biólogo Eraldo Xavier, que deu uma ótima contribuição ao passeio, passando e discutindo muitas informações pertinentes aos objetivos ali traçados; o graduando em biologia Geovane Nóbrega; o responsável pelo blog de São José de Espinharas, Agnelo, que fez a cobertura do passeio com a finalidade de produzir um documentário educativo e registrar matéria no blog da cidade; e a geotrilheira Rita de Cássia, que foi representando o grupo GEOTRILHAS – RN, além de dar sua contribuição ao passeio, reforçando a importância da preservação e valorização ambiental.
Trilheiros reunidos no final da trilha
Foi um passeio muito produtivo, com a presença de mais de 100 pessoas, o qual teve como organizadores assíduos, os professores Adriano, Anália, Lúcia, Marcelo, Marcos, Romildo, Ronald, Wilma, e a diretora Lenize. A diretora fez as palavras de abertura do passeio e passou algumas informações de segurança aos presentes e o professor de geografia, Adriano, passou algumas informações sobre as condições do terreno, da vegetação e do solo, bem como, aspectos referentes às agressões ambientais.
As escolas estão de parabéns pelo maravilhoso trabalho que desenvolve com seus alunos, contribuindo, assim, para uma conscientização, valorização e preservação dos aspectos naturais da região. Proporcionou momentos maravilhosos, em meio a aventura, aprendizado e contemplação de nossas belezas naturais!
São José de Espinharas – PB
O Município de São José de Espinharas localiza-se no centro do Estado da Paraíba, na Mesorregião do Sertão, na Microrregião de Patos. Dista 332 km de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. O acesso à sede do município, partindo de João Pessoa, dá-se pela BR 230: até Patos (310 km), passando por Campina Grande, Soledade, Juazeirinho, Junco do Seridó e Santa Luzia. Em seguida, deve-se tomar a direção norte, pela Rodovia Estadual PB 275 (22,2 km). O trecho entre Patos e São José de Espinharas é uma "estrada implantada". Outra possibilidade de acesso é pela BR 110. 14 km depois de Patos (na direção Oeste - Pombal), encontra-se o Distrito de Santa Gertrudes e logo após, à direita, deve-se tomar a BR 110 na direção de Serra Negra do Norte e, na altura da Fazenda Flores, entrar à direita numa estrada vicinal que dá acesso à sede do município (11,5 km).
O Município de São José de Espinharas possui clima quente e seco com estações não definidas. O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro. Há secas frequentes, mas o índice pluviométrico médio é de 885 mm/ano (média entre 1962 e 1985), que não pode ser considerado baixo. O grande problema é que as chuvas são bastante irregulares na sua distribuição. Devido à irregularidade das mesmas e às freqüentes secas, a vegetação do município é do tipo Caatinga-Sertão, percebendo-se tendência à desertificação. A temperatura média anual é de 28 graus Celsius. São José situa-se na Bacia do Rio Piranhas, sub-bacia do Rio Espinharas, que, na verdade, é um rio temporário, com possíveis cheias na estação das chuvas.
São José de Espinharas surgira a partir de uma fazenda, a exemplo de muitos municípios do interior do nordeste. Então, sua história passa por algumas fases que vão delineando a sua criação, assim como pode observado a seguir: com a construção da capela São José por Joana Sátyro, a fazenda São José passa de vilarejo a povoado, depois de povoado à Distrito São José. Assim, em 1937, o município de Patos apareceu como sendo composto de quatro distritos: Patos (sede), Cacimba de Areia, Passagem e São José. Em 1943, o distrito de São José passa a chamar-se Mucunã, isso devido a uma Lei Federal que obrigava os lugares a permanecer com seus nomes de origem indígenas, e o distrito de Passagem passou a chamar-se Espinharas.
Em 1949, o distrito de Espinharas volta a denominar-se Passagem e o distrito de Mucunã volta ao nome de São José com o acréscimo de “Espinharas”, em homenagem ao rio do mesmo nome que banha esta região. Deste modo, agregado à fé e a geografia, o lugar passa a chamar-se Distrito de São José de Espinharas. No dia 26 de Dezembro de 1961, foi promulgada a Lei 2.681, criando o Município de São José de Espinharas, cujo território foi desmembrado do Município de Patos. O município teve sua criação graças aos esforços do Deputado José Afonso Gayoso, e foi instalado no dia 30 de Dezembro do mesmo ano (1961). Tendo o Sr. Pedro Marinho da Nóbrega, como prefeito interino. Estava criado e instalado o município do leite, da manteiga, do queijo e do doce de leite.
Aula de campo ministrada no Parque das Dunas de Natal
Trilhar o conhecimento. Esta é mais uma missão que o GEOTRILHAS/RN vem desempenhando desde o mês de junho, quando por meio de um contrato firmado junto a FUNCERN (Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN), dois geotrilheiros – Kathiuscia Fernandes e Lázaro Freire – começaram a prestar seus serviços de educadores ao Programa Petrobras Jovem Aprendiz (PPJA), edição 2010.
O PPJA foi pensado para atender a uma demanda cada vez mais crescente de inclusão de jovens, sobretudo de baixa renda, no mercado de trabalho e é respaldado pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que prevê um percentual de aprendizes nas médias e grandes empresas. Na ocasião, os dois educadores vêem ministraram várias aulas sobre Cidadania e Educação Ambiental, aos cinqüentas jovens, divididos em duas turmas nos turnos matutino e vespertino.
Com uma forma de educação, onde o importante é fazer com que os alunos consigam desenvolver seu senso de criticidade, os professores geotrilheiros buscam abordar assuntos do dia-dia, nos campos da ética cidadã, e na crescente preocupação com os problemas ambientais. As temáticas são discutidas e trabalhadas de várias formas, como montagem de painéis, analises de vídeos sobre às temáticas, e representações teatrais. Além dessas metodologias de trabalho, os integrantes do programa também tiveram a oportunidade de realizarem uma aula de campo no Parque das Dunas de Natal, em que foram trabalhados os assuntos de Responsabilidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.
Para o GEOTRILHAS/RN, a soma desses esforços farão com que o mercado de trabalho não só receba jovens com uma formação cidadã coesa, mas sim, cidadãos com um caráter de preocupação com o meio ambiente.
Marcaram presença na apresentação José Viera Jr, Rita de Cássia e Lázaro Freire
O Projeto GEOTRILHAS /RN marcou presença num dos maiores eventos científicos do país, a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que esta ocorrendo n o período de 25 a 30 de julho de 2010, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A SBPC é realizada desde 1948, com a participação de autoridades, gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia (C&T) e representantes de sociedades científicas, a Reunião é um importante meio de difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e é um fórum de debate de políticas públicas em C&T. O evento reúne milhares de pessoas, entre cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e demais interessados.
Durante o evento, o GEOTRILHAS/RN teve a oportunidade de expor um dos seus trabalhos acadêmicos na sessão de pôsteres da SBPC. O trabalho intitulado O TURISMO COMO UMA ALTERNATIVA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL PARA PEQUENOS MUNICÍPIOS DO AGRESTE E SERTÃO, de autoria dos geotrilheiros Ângelo Roncalle; José Vieira Jr; Kathiuscia Fernandes; Lázaro Freire; Maria Soares e a Profª Nubelia Moreira, foi apresentado no setor de aulas IV da UFRN na terça-feira dia 27 de julho. A pesquisa fala sobre como os pequenos municípios podem utilizar de seus atrativos naturais, históricos e culturais, para desenvolverem a economia local por meio do ecoturismo e do turismo pedagógico.
Segundo José Vieira Jr., que comandou a apresentação do trabalho, essa seria uma alternativa crescimento econômico para os pequenos municípios do Nordeste, na medida que eles possam captar a clientela que esta quase que exclusivamente restrita ao turismo de sol e mar, nas capitais dos estados. Os municípios que puderem oferecer uma estrutura básica de apoio logístico para esses turistas, aliada a uma exploração de forma sustentável de seu potencial turístico, poderiam proporcionar uma qualidade melhor de vida para seus munícipes, que passariam a trabalhar num dos ramos que mais crescem e movimentam a economia no mundo (o turismo). O trabalha teve como parâmetros, visitas realizadas em municípios do interior do Rio Grande do Norte e Paraíba.
O local da exposição do banner foi bastante visitado, onde outros estudantes da área de Geografia puderam trocar idéias sobre o trabalho, e outros com semelhança em seus estados de origem.
Dando continuidade a política de qualificação de seus chefes de ramo, empregado pelo GEMAN-64º/RN, dois integrantes do grupo GEOTRILHAS/RN, juntamente com os demais chefes, participaram do Curso de Formação Básico Escoteiro, realizado na cidade de Guamaré entre os dias 23 à 25 de julho.
Na oportunidade, os membros geotrilheiros Jonatas e Lázaro – auxiliar e chefe do Ramo Escoteiro do Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos de Natal respectivamente, puderam adquirir mais conhecimentos da filosofia do movimento escoteiro, que serão de muita importância para a aplicação das atividades entre os membros juvenis nas reuniões de sábado do grupo.
O curso foi realizado em sistema de patrulhas com acampamento, juntando os membros do GEMAN-64º/RN, com os membros do GESP-29º/RN (Grupo Escoteiro São Paulo), da cidade de Guararé, onde os cursantes puderam sentir na pele, como é estar no outro lado da voz de comando, tomando os lugares de seus escoteiros na tropa. Foram abordados temas como o método e princípios escoteiros, espiritualidade, canções, jogos e tradições, como corte de hora e fogo de conselho.
No final do curso, os membros geotrilheiros do GEMAN-64º/RN, juntamente com os demais integrantes do grupo escoteiro, e a direção do Curso Básico, realizaram mais um plantio de muda, dando continuidade a Campanha Trilhando o Verde. Uma ação do GEOTRILHAS/RN que objetiva plantar um árvore em cada município visitado pelo projeto.
Dois trabalhos de dois projetos desenvolvidos no Campus Natal-Central do IFRN estão na lista de finalistas do prêmio Olhares sobre a Água e o Clima, promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA), pela ONG WWF e pelo banco HSBC. Trata-se dos vídeos "Cachoeira dos Fundões - Carnaúba dos Dantas", executado por alunos participantes do projeto Geotrilhas, da licenciatura em Geografia, e o vídeo "Lançamento de Flores ao Mar", do Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos (Geman).
O prêmio pretende mostrar os outros sentidos e olhares sobre estes elementos da natureza, para além dos conceitos cotidianos e concretos. Para participar da votação, é preciso entrar na página do concurso, clicar em votar e aguardar um e-mail que vai ser enviado pela organização do concurso.
Lázaro Freire da Costa, aluno da licenciatura em Geografia que está à frente do projeto Geotrilhas RN, solicita a colaboração de todos os estudantes e servidores para ajudar na votação. "É necessária a colaboração do maior número de pessoas para nos ajudar a vencer o concurso. Estamos entre os mais votados", diz.
As atividades serão abertas a qualquer interessado.
Nos dias 31 de julho e 1 de agosto, o Projeto GEOTRILHAS/RN e a Associação Trilheiros da Caatinga promovem a Trilha Eco-Cultura da Serra do Feiticeiro, no município de Lajes, distante 125 km de Natal/RN.
O evento será organizado em forma de acampamento, em que a sede estará situada na escola da comunidade Boa Vista, que contará com inumeras atividades do decorrer do periodo, dentre as quais a trilha ecólogica pela serra, exibição de documentário sobre o local, ação ecológica da Campanha Trilhando o Verde, que será a maior já feita até agora pelo GEOTRILHAS/RN. Mas não pára por ai. A animação da primeira noite, será por conta do forró pé de serra de Zé Negão e Trio Cabugi, que prometem não deixar nenhum trilheiro parado.
Localizada na Messoregião do Agreste Potiguar, mais precisamente na Microrregião da Borborema Potiguar, o municípios de Serra de São Bento possui uma distancia de 131 Km de Natal.
O clima muito quente e semi-árido, com estação chuvosa atrasando-se para o outono, com temperaturas que variam de 32,0 °C de máxima, e mínima: 18,0 °C durante o ano. Esta última , em decorrência das serras que cercam o município, propiciando uma temperatura agradável, que atrai bastante turistas no mês de junho. Época do Festival de Inverno da cidade.
A formação vegetal de Serra de São Bento é quase que completamente formada por Caatinga Hipoxerófila, com arbustos e árvores com espinhos menos agressivos do que aqueles encontrados no sertão do Rio Grande do Norte. Dentre as espécies encontradas no município destacam-se a catingueira, angico, juazeiro, braúna, marmeleiro, mandacaru, umbuzeiro e aroeira.
Seus solos são de predominância Litólicos Eutróficos, apresentando fertilidade natural alta, textura arenosa e/ou média, fase pedregosa e rochosa, relevo ondulado, bem acentuadamente drenado, rasos e muito erodidos. Nestes solos a agricultura é quase inexistente, cultivando apenas milho, algodão arbóreo, em pequenas áreas, devido a limitações muito fortes pela falta d’ água. O revelo apresenta uma variação de 400 a 800 metros de altitude, onde se destacam as serras de São Bento, do Meio e da Caibeira, fazendo parte do Planalto da Borborema.
Geologicamente o município é caracterizado por rochas pertencente ao Embasamento Cristalino, onde predominam, migmatitos, anfibolitos, gnaisses, xistos, granitos, com Idade Pré-Cambriano Médio a Inferior (1.100 - 2.500 milhões de anos), cortados localmente por granitos, veios de quartzo e diques de pegmatitos (500 milhões de anos). Geomorfologicamente predominam formas tabulares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de grandeza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmente por vales de fundo plano. Dentre os ser recursos minerais associados, podemos encontrar rochas ornamentais especialmente migmatitos utilizado em piso e revestimentos; brita e rocha dimensionada utilizada para construção civil.
A hidrologia de Serra de São Bento é parte integrante da Bacia Hidrográfica do rio Jacu e 50,76% e uma outra parte inserida na Bacia Hidrográfica do rio Curimataú, com 49,24%. Seu principal rio é o Calabouço, e o principal riacho é o da Cruz
A história do município inicia com o povoamento que decorreu com a instalação de famílias de colonos que vieram para a região atraídos pela boa qualidade das terras, localizadas na aprazível serra do Pires.
No ano de 1843, o povoado foi elevado à condição de distrito, do município de Goianinha. Tornou-se município no dia 15 de março de 1868 e ganhou sua primeira escola primária três anos depois, mas logo depois, no dia 12 de março de 1868, voltou à condição de povoado, dessa vez pertencendo ao município de Nova Cruz, que assim permaneceu até 31 de dezembro de 1958, quando através da Lei nº 2.337, desmembrou-se, tornando-se município com o nome de Serra de São Bento.
Ainda hoje o município conta com as antigas tendências de atuação nas áreas da agricultura, da pecuária e da avicultura. Mas estar se abrindo para novos empreendimentos, como o da indústria de confecções, o ramo imobiliário de casa de campo, e o turismo que vem trazendo devido as suas belezas naturais, muitas divisas para Serra de São Bento.
GEOTRILHAS/RN EM SERRA DE SÃO BENTO/RN
A viagem com destino a Serra de São Bento ocorreu no dia 04 de junho, numa antecipação da data da final da Copa do Mundo de Futebol. Partimos pela BR-226 até Tangará, de onde seguimos por uma estrada estadual passando pelos municípios de São José do Campestre e Passa e Fica, até chegarmos a estrada que dar acesso ao município de Serra de São Bento.
Numa estrada que estreita, e com muitas curvas e remendos no asfalto, subimos a serra, tendo uma vista privilegiada do Agreste Potiguar na subida, em especial, a Pedra da Boca do lado de quem sobe a serra. aO Chegarmos na praça central, por volta das 07h:30, encontramos com o nosso guia – Joãozinho Felisberto – para determinar as prioridades do dia. Após decidir o roteiro, seguimos com destino ao Alto da União, para o primeiro desafio.
Chegando ao local, organizamos os equipamento necessários para a subida, bem como, realizamos um alongamento prévio antes de encarar a subida. De início passamos por uma área de pasto até atingir o pé da serra, onde apresentou-se uma escalada um pouco inclinada num primeiro momento, sendo necessário o uso de um calçado com um mínimo de aderência, para garantir uma subida segura. O que nos impressionava durante o trajeto, era o tamanho dos cristais de granitos que formavam aquela serra, parecendo que a rocha foi formada pelo um imenso traço de concreto despejado naquele local. A grande presença de coroas de frades pelo caminho, contrastava com o fundo da cordilheira que forma o Planalto da Borborema, formando um bela paisagem. Mas ainda não tínhamos atingido nem se que a metade do Alto da União. Quando chegamos exatamente na metade, o forte e agradável vento que soprava em nossas direções, nos dava uma sensação de poder voar.
A nossa frente estava a Pedra do Eco, onde era possível ouvirmos as nossas vozes, que batiam no paredão de rocha, e voltava. Ao lado da Pedra do Eco, observamos o que seria o próximo alvo da viagem (a Loca das Almas), que nos aguardava após a descida do Alto. Seguimos em frente, onde presenciamos algumas pichações feitas pelos freqüentadores do lugar, em que o guia Joãozinho as classificou como “figuras burrestres”, que representam a falta de educação e conscientização de meia dúzia de idiotas que não sabem respeitar a natureza.
Ao andamos por mais alguns estantes, onde finalmente atingimos o cume do Alto da União, onde lá se encontra um cruzeiro que, segundo o guia, seria a representação da união dos moradores do município que os construiu. O local é freqüentados por fiéis que vão pagar promessas de graças alcançadas. Lá do alto é possível ver a cidade de Serra de São Bento, Araruna/PB, e outras cidades do Agreste Potiguar. É também o visitante observar de outro ângulo, o Parque Estadual da Pedra da Boca, em que as formações do mesmo são todas visíveis daquele Alto.
Após um explanação feito pelo guia sobre a história do município, e curiosidades, além de algumas sessões de fotos do grupo, seguimos para a Loca das Almas, passando antes ao lado da Pedra da Trouxa, que leva esse nome pelo seu formato ser semelhante a uma trouxa de roupas.
Ao chegarmos na propriedade do Seu Hélio Carolino – local onde esta a loca – o mesmo nos acompanhou até o interior da loca, onde foi possível passarmos por estreitos corredores repletos de morcegos , até atingir o salão principal. Ainda na loca, foi possível observamos uma forma de fragmentação da rocha, que segundo os geólogos que nos acompanhavam, estava havendo um processo semelhante, ao mesmo que teria sido sofrido a Pedra da Boca no processo que originou a abertura do orifício que caracteriza a rocha. Uma dúvida cercava o grupo: Por que o local era conhecido por Loca das Almas? Segundo Joãozinho, e confirmado por Seu Hélio Carolino, que também é professor de História da rede pública de ensino local, ela possui esse nome, ao fato de que antigamente no município havia um coronel que detinha o poder na cidade, em que quando sofria algum tipo de ponderação, ou represália daqueles que ousavam lhe enfrentar, mandava seus jagunços eliminarem seus opositores, e fazer a “desova” naquele local, onde até pouco tempo, era possível achar alguns restos mortais.
Ao final da visita na Loca das Almas, Seu Hélio Carolino nos convidou a fazer uma visita a propriedade de seu pai, o Sr. Geraldo Carolino, onde encontramos um tanque natural encravado na rocha em forma de cuia, com uma profundidade com cerca de 2 metros, onde armazena águas das chuvas. Ainda na propriedade passamos pelo Açude do Estado, que é o cartão de entrada da cidade, possuindo uma infra-estrutura bem acolhedora paras os turistas. Retornamos a casa sede da propriedade, onde o grupo tirou uma foto com o Seu Hélio e sua mãe, dona Cícera Carolino, que nos recebeu muito bem.
Seguimos para o centro da cidade, com destino ao Restaurante Camarões da Serra, onde o almoço com os cumprimentos do Chef Alexandre, nos aguardava. Após uma refeição a base de carne de sol, frango, e é lógico, camarão, seguimos para o mirante da cidade, para descansarmos um pouco, apreciando a bela paisagem do Agreste Potiguar.
Após refeitos, seguimos com destino a um sítio na zona rural do município, onde uma tirolesa contemplativa , com 300 metros de extensão, nos aguardava. Mas que infelizmente, a atividade teve que ser cancelada, pois a tirolesa havia quebrando na véspera de nossa chegada ao município. Com a adrenalina frustrada, seguimos para a cidade, onde realizamos mais um plantio de muda, parte da Campanha Trilhando o Verde, que o GEOTRILHAS/RN esta desenvolvendo nos municípios visitados. O local escolhido foi uma praça no bairro onde reside o Joãozinho, onde ele e o geotrilheiro Ângelo Roncalle – aniversariante da semana – plantaram aos pés de um estátua do Frei Damião, mais uma muda de sabiá. Doação do Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos de Natal. Com a nossa responsabilidade ambiental em dia, nos despedimos do Joãozinho, e da cidade de Serra de São Bento, que demonstrou ser uma cidade bastante acolhedora, e possuidora de uma imensa beleza serrana, que merece ser conhecida pelos potiguares, não só na época do Festival de Inverno, mas sim em todos os dias do ano.
GEOTRILHAS/RN ENCARA RAPEL NO PARQUE NACIONAL DA PEDRA DA BOCA
Durante a descida da Serra de São Bento, com a Pedra da Boca ao nossa lado, surgiu a idéia de aproveitar a proximidade, para visitar umas das maiores figuras que nós encontramos em um ano de projeto: O Seu Tico. “O Cara!” como é mais conhecido, foi eleito no ano de 2009 pelos membros do projeto, como o melhor guia do ano. Ao chegarmos em sua propriedade, que possui no quintal a imensa Pedra da Boca, Seu Tico como sempre nos recebeu de braços abertos, onde foi possível batermos um bom papo.
Só que dentro de nós havia um vazio que não foi preenchido em Serra de São Bento, que foi o momento radical. É daí que surge para salvar a pátria do GEOTRILHAS/RN, o Instrutor de Rapel Júlio Castelliano, que conduziu o grupo para fazer um rapel de 60 metros na Pedra da Caveira. Foi uma oportunidade muito interessante para aqueles que ainda não tinham tido a oportunidade de realizarem um rapel na vida. Após a termos nos equipados com todos os acessórios de segurança, e termos adquirido podas as instruções do Júlio, partimos para a descida da rocha.
No alto dela era possível visualizar todo o parque, lá dos seus 60 metros de altura. A primeira dupla a fazer a descida foi Ângelo e Lázaro, a segunda foi o casal Eline e Jonatas, a terceira Suerda e o estreante no GEOTRILHAS/RN, Prof. Eduardo. Daí em diante, aos que ainda tiveram coragem, foram feitas outras descida de costas e de frente (a mais emocionante).
Após a sessão de adrenalina, nos despedimos de Júlio, e do Seu Tico, e regressamos com destino à Natal com a sensação da realização de mais uma aventura cumprida.
Raio-X
Nível de Dificuldade – Média
Localização da Trilha – Média
Disponibilidade de Socorro Médico – Média
Apoio Logístico - Ótimo
Recomendações necessárias para trilhar
- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;
- Utilizar bastante protetor solar;
- Levar cantil com bastante água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do guia.
Onde ficar
Pousada São Bento
Fone: 84 3289 - 0161
Onder comer
Restaurante Camarão da Serra
Fone: 84 3289 - 0161
Contatos para realização de trilha
Joãozinho Felisberto
Fones: 84 3289 - 0128 OU 84 3289 -0061 (Prefeitura Municipal)
E-mail: joao_felisberto@yahoo.com.br