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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

GOOGLE VAI BANCAR SISTEMA SOLAR PARA 3 MIL RESIDÊNCIAS


Em mais uma ação para promover seu lado verde, o Google anunciou que vai bancar a instalação de sistemas de geração de energia solar em três mil residências americanas.

O gigante da internet vai fechar uma parceria com a empresa Clean Power Finance (CPF) com intuito de criar um fundo de 75 milhões de dólares (R$ 135 milhões de reais) para financiar projetos residenciais de energia solar. O Google terá a propriedade dos paineis fotovoltaicos que serão instalados sobre os telhados das casas, e os moradores vão pagar pela energia que consumir.

Nos Estados Unidos a compra e instalação de um sistema solar doméstico custa entre 30 mil e 40 mil dólares, valor que assusta muitos consumidores e desestimula a adesão a essa fonte de energia alternativa. Mas com o financiamento, a instalação sairá de graça e, segundo o Google, a energia solar custará menos do que a da rede elétrica tradicional.

Mais, esse movimento vai puxar todo uma rede de fornecedores. É justamente aí que entra a Clean Power Finance, com uma plataforma que aproxima as empresas de paineis fotovoltaicos e investidores, como o Google. "Com isso, os instaladores de sistemas podem vender mais e expandir o seu negócio", comentou Rick Needham, diretor de operações de negócios verdes do Google no blog oficial da empresa.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PRIORIDADE AO ENSINO SUPERIOR GERA DISTORÇÃO

Apesar de registrar aumento nos gastos públicos com Educação nos últimos 15 anos, o Brasil tem ainda um longo desafio pela frente: equiparar os recursos aplicados nos ensinos superior e básico.

Enquanto em países da Organização de Coope­­ração e Desenvolvimento Eco­­nô­­mico (OCDE) – grupo que reúne as maiores economias do mundo – o custo de um estudante universitário é, em mé­dia, 30% maior do que na Educação básica, no Brasil essa disparidade de gastos chega a 410%.

Traduzida em valores reais, a diferença fica mais evidente: se por um lado as despesas anuais por estudante no ensino superior brasileiro chegam a US$ 10.991 e ficam inclusive acima da média da OCDE, nos ensinos fundamental e médio os gastos individuais por aluno são de US$ 2.155 e US$ 2.058, respectivamente. 

Os números fazem parte de um relatório divulgado este mês pela OCDE, que contempla análises dos investimentos em Educação nos 34 países da organização (incluindo o Brasil) e em outras oito nações.

Segundo o estudo, as despesas por estudante estão intimamente ligadas à remuneração dos professores, estrutura das unidades de ensino, qualidade dos materiais didáticos, carga horária de aula, número de alunos matriculados e quantidade de bolsas ofertadas, no caso do ensino superior.

Gasto alto não é sinônimo de qualidade
O relatório divulgado pela OCDE mostra que, em geral, os custos anuais por estudantes estão diretamente relacionados ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita de cada país. No Brasil, porém, essa relação se inverte: mesmo tendo um PIB per capita menor, o país gasta mais no ensino superior do que México, Rússia e Itália, por exemplo. 

Segundo o estudo, quando não são considerados os recursos aplicados em pesquisa e desenvolvimento, o Brasil aplica US$ 10.991 por ano em cada estudante do ensino superior, enquanto, na média da OCDE, esse valor chega a US$ 9.349. Levando em conta, porém, os gastos com pesquisas, o Brasil fica abaixo da média, dispendendo US$ 11.610 por estudante contra US$ 13.717 nos países da OCDE. 

Para especialistas, a diferença se baseia em duas questões: a priorização do ensino em sala de aula nas universidades do Brasil, o que aumenta o custo por estudante, e a pouca relevância ainda dada à pesquisa no país.

“Não se vê reproduzido na sala de aula um avanço científico tecnológico que seria esperado de um gasto como esse. Nós [o Brasil] somos consumidores e não produtores de pesquisa”, afirma o doutor em Políticas Educacionais e membro do Núcleo de Pesquisa em Políticas Educacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ângelo Ricardo de Souza.

Na média da OCDE, os custos por estudante no ensino fundamental chegam a US$ 7.153 por ano e, no ensino médio, a US$ 8.972. Os valores foram calculados levando em conta a paridade do poder de compra (purchasing power parities) de cada nação, para fazer a equivalência entre as diferentes moedas. 

De acordo com o relatório, o Brasil gasta o equivalente a 106% do seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita em cada estudante universitário, maior proporção entre as nações estudadas. Os recursos, porém, têm alcance limitado, já que os alunos do ensino superior representam apenas 3% dos matriculados em todos os níveis educacionais. 

Diferenças
Para o doutor em Políticas Educacionais e membro do Núcleo de Pesquisa em Políticas Educacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ângelo Ricardo de Souza, a diferença gritante em relação a gastos no ensino básico em outros países se deve a fatores como a carga horária de ensino e salários dos professores.

Enquanto no Brasil a maioria das escolas possui uma jornada de no máximo quatro horas de aula, nos países da OCDE essa jornada é de no mínimo seis horas, podendo chegar a oito horas.

“Além disso, no exterior, os profissionais que atuam na Educação básica não são subvalorizados em relação aos professores do ensino superior”, reforça Souza. 

Especialistas alertam ainda para o fato de, no Brasil, municípios e estados terem sido levados a assumir grande parte das despesas com os ensinos fundamental e médio, enquanto a maior fatia do orçamento do governo federal para a Educação é dirigida à formação universitária. 

“O Brasil cometeu um erro de prioridades”, critica o economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins. “Ainda que a Educação superior seja importante, ela é umaEducação profissionalizante. Antes disso, é preciso oferecer Educação de base, ensinar as pessoas a ler, interpretar, calcular”.

Disparidade evidencia necessidade de investir mais
A disparidade entre os recursos aplicados nos ensinos básico e superior reforça a discussão sobre a necessidade de mais investimentos em Educação, por meio da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). Enviado ao Congresso em dezembro do ano passado, o plano recebeu quase 3 mil emendas, que ainda estão sendo analisadas.

O principal tema em discussão se refere ao financiamento público: o projeto original do PNE prevê a ampliação do porcentual de investimentos em Educação para 7% do PIB, enquanto boa parte das emendas pede a alteração da meta para 10% do PIB, até 2020. Hoje, esse número gira em torno de 5%. Nesta semana, o relator do PNE, o deputado federal Ângelo Vanhoni (PT-PR), informou que são grandes as chances de que o índice seja um pouco maior que 7%.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, defende que somente com mais recursos será possível aumentar a qualidade e a abrangência do ensino básico, sem que haja uma “competição” com o ensino superior.

“Nossas escolas vivem situações críticas. Temos unidades mal preservadas, com estrutura precária e professores recebendo salários miseráveis. Tudo isso significa pouco investimento. Não dá para fazer política educacional com centavos”, defende. 

“O governo tem dinheiro suficiente para destinar 7,5% do PIB para Educação. O restante teria que ser buscado por outras formas, seja por meio da criação do fundo social do pré-sal ou criando taxação no lucro líquido das empresas estatais”, avalia o doutor em Políticas Educacionais Ângelo Ricardo de Souza. Para ele, o índice ideal seria 8,5%. 

Entrevista
Naercio Aquino Menezes Filho, Ph.D. em Economia pela University of London e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Quais as consequências da priorização do ensino superior em detrimento do ensino básico no Brasil, como mostram os números divulgados pelo relatório da OCDE? 

Isso causa uma distorção muito grande porque, no Brasil, a maioria dos estudantes que entra no ensino superior público é de famílias de classe média-alta e alta, que tiveram condições de estudar em escolas privadas e fazer cursinho. 

O governo está gastando muito com pessoas que teriam condições de pagar e pouco com crianças que estão na escola pública e que são as que mais precisam de investimentos para melhorar sua formação e competir em condições de igualdade com famílias mais ricas. Essa é uma situação que, ao meu ver, é bastante injusta.

O custo por estudante universitário acima da média dos países da OCDE significa que o ensino superior brasileiro é tão bom ou melhor do que no exterior?

Não. Mesmo com esse gasto por aluno, as instalações são muitas vezes degradadas e com excesso de funcionários. Esse custo por aluno não é produtivo, não se transforma em uma ótima formação ou produção nas universidades. Com esse nível de recursos, era pra se ter universidades pelo menos bonitas, bem cuidadas, do nível que se encontra em outros países. Fica claro que é uma má gestão de recursos. 

Parlamentares e entidades defendem a elevação do índice de investimentos em Educaçãono Plano Nacional de Educação para 10% do PIB nacional. Haveria, na prática, condições para viabilizar recursos desse porte? 

Esse índice é utópico. Investir 7% do PIB em Educação já é bastante razoável. O que precisa mudar é todo o processo que leva à formação do aluno. As pessoas acham que basta colocar mais dinheiro no sistema para se formar melhores alunos. E isso não é verdade.

Mais importante do que simplesmente aumentar o nível de gastos, é melhorar a gestão. É preciso identificar os melhores professores, investir na formação desses profissionais, investir em Educação infantil.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SHOW DE LANÇAMENTO DO CD DE EDINHO DE OLIVEIRA "A PORTA"!!!

Programa ArtMultCultural
Acontecerá neste próximo dia 05 de outubro às 20 horas no TCP(Teatro de Cultura Popular), o show de lançamento do CD do cantor Edinho de Oliveira.
O show de Edinho contará com as participações dos cantores, compositores e músicos Cida Lobo (que abriu no último sábado o MPBeco), Deca Silva (contrabaixo), a luxuosa presença de Eduardo Taufic (teclados), Jackson Silva (bateria) e Jailton Medeiros (percussão). 
Ingressos pelos telefones: (84) 9922-8188 / 9151-7783.
 

ILHAS MARSHALL CRIAM SANTUÁRIO DO TAMANHO DO MÉXICO PARA ABRIGAR TUBARÕES

Da BBC
O governo das Ilhas Marshall criou o maior santuário de tubarões no mundo, uma área oceânica de quase 2 milhões de quilômetros quadrados.
A república situada no Oceano Pacífico irá proibir a comercialização de produtos derivados de tubarões e a pesca de tubarões em suas águas. 

As ilhas, onde moram 68 mil pessoas, têm no turismo um dos principais motores da sua economia. 

Tubarões e animais que têm parentesco com a espécie, como arraias, estão sendo seriamente ameaçados por problemas como pesca predatória e destruição de seu habitat.
Cerca de um terço dos tubarões oceânicos integram a internacionalmente reconhecida lista vermelha de espécies ameaçadas. 

Santuário
''Ao aprovar este projeto (à proteção aos tubarões), não poderíamos oferecer uma afirmação mais forte sobre a importância dos tubarões para nossa cultura, meio ambiente e economia'', afirmou o senador Tony deBrum, que apresentou o projeto de lei ao parlamento do país.
''Podemos ser uma pequena nação, mas nossas águas agora são o maior local de proteção para tubarões'', acrescentou. 

Para que se tenha uma ideia, a área de proteção é equivalente à área de países como a Indonésia, o México ou a Arábia Saudita e é oito vezes maior do que a Grã-Bretanha. 

A medida vai ampliar a área de proteção dos tubarões em todo mundo dos atuais 2,7 milhões de quilômetros quadrados para 4,6 milhões de quilômetros quadrados. 

Pelos termos do projeto de lei, a pesca de tubarões e a comercialização de produtos derivados de tubarões serão proibidos e quaisquer animais que forem capturados acidentalmente, deverão ser soltos com vida. 

Proibições
No santuário, que abrangerá boa parte do Oceano Pacífico, certos tipos de equipamento de pesca serão proibidos e quem transgredir estas medidas poderá pagar multas de até 200 mil libras (cerca de R$ 575,5 mil). O governo marshallino elaborou a proposta juntamente com integrantes do Pew Environment Group, a organização ambiental americana que identificou as nações-arquipélago como mais capazes de oferecer grandes ''ganhos'' em termos de conservação marinha, devido à vasta proporção de suas águas territoriais. 

''Nós saudamos a República das Ilhas Marshall por colocar em prática a mais forte legislação para proteger tubarões que nós já vimos'', afirmou Matt Rand, diretor de conservação de tubarões da instituição. 

Com a legislação pró-tubarões, as Ilhas Marshall seguem o caminho tomado por Palau, há dois anos, que, até agora, contava com o maior santuário mundial em defesa dos animais.
Desde então, outros países, como as Bahamas, adotaram medidas semelhantes. 

Dúvidas
No mês passado, um grupo de oito países - entre eles México, Honduras e Maldivas - assinou uma declaração conjunta na qual se comprometeram a pressionar pela adoção de mais medidas de proteção aos tubarões em todo o mundo. 

Como eles crescem e se reproduzem de forma relativamente lenta, os tubarões são particularmente vulneráveis a fatores como a pesca, seja ela acidental ou intencional. 

As medidas de proteção aos tubarões também deverão ajudar a diversidade marinha como um todo, já que restringem os direitos de barcos pesqueiros e exigem maior controle dos navios que desembarcam na região. 

Mas tanto nas Ilhas Marshall como em Palau e outros países, há dúvidas sobre a capacidade das autoridades para monitorar plenamente uma extensa camada do oceano. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ESPECIAL NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL - AMAZÔNIA

Amazônia: a menina dos olhos do mundo 

Por Afonso Capelas Jr.


Já foi dito que a Floresta Amazônica é um universo de vida tão vasto e influente que a própria vida na Terra está intimamente ligada a ela. Não é à toa, portanto, que nos últimos anos a maior extensão de floresta tropical do planeta se tornou palco de atenção e preocupação mundiais. Em tempos de mudanças climáticas, o território antes chamado de "pulmão do mundo" agora é visto como "o grande ar-condicionado", que ameniza o clima planetário enquanto os países desenvolvidos emitem toneladas de gases de efeito estufa. Isso porque a vegetação da Amazônia guarda um estoque inimaginável de carbono. Se liberado na atmosfera pelas queimadas e pelo desmatamento, o gás resultante desse elemento químico paradoxalmente essencial à vida - o dióxido de carbono (ou CO₂) - pode alterar de forma perigosa o clima da floresta e do planeta a níveis insuportáveis para todos os seres vivos.

O incremento da pecuária, nas últimas décadas, tem sido o principal fator de destruição da Amazônia Legal brasileira, que abrange os estados de Amazonas, Amapá, Acre, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, num total de 5 milhões de quilômetros quadrados. Em seu livro A Gestão da Amazônia - Ações Empresariais, Políticas Públicas, Estudos e Propostas, o ecomomista Jacques Marcovitch, professor da Universidade de São Paulo (USP), revela que 70% do que já foi arrancado de floresta teve como causa a abertura de pastagens para a criação de gado. É um número assustador. O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) - organização não governamental que faz o monitoramento via satélite do desmatamento em paralelo com dados oficiais do governo - tem em conta que foram derrubados, entre 1990 e 2006, nada menos que 253 mil quilômetros quadrados de mata nativa para a atividade pecuária. Apenas nesse período, a quantidade de reses aumentou de 26 milhões para 73 milhões na região.

Os resultados naturais desse desleixo já podem ser sentidos, sobretudo, nos fenômenos climáticos. "A seca de 2005 e as chuvas torrenciais que encharcaram a floresta e seus habitantes em 2009 podem, sim, ser atribuídas às consequências das mudanças climáticas causadas pela ação do homem", revela o climatologista Carlos Nobre. O cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acredita que tais anomalias são um sinal nítido de que o clima na Terra não vai bem e ameaça a própria floresta. Em um ciclo vicioso, alerta ele, quanto menos vegetação, maior a chance de o clima se alterar.

O interesse pela Amazônia, entretanto, não está apenas na questão climática. Em um século no qual a escassez de água potável é um drama em muitos países e suscita até mesmo guerras entre nações, a região abriga a maior bacia hidrográfica do mundo. Seus cerca de 6,9 milhões de quilômetros quadrados - sendo 3,8 milhões em território brasileiro - têm como principal curso d’água o Amazonas, que nasce nos Andes e serpenteia continente adentro, alimentado por uma rede de afluentes, que inclui 25 mil quilômetros de rios navegáveis. Toda essa força hídrica seria capaz de responder por mais de 50% do potencial hidrelétrico do país. Apenas o rio Xingu, com seus 450 mil quilômetros quadrados, seria capaz de fornecer 22 mil megawatts de energia, segundo estimativas da Eletronorte.

O efeito colateral do bom uso das águas, todavia, são as alterações ambientais nas áreas onde as usinas hidrelétricas se instalam. Segundo o ecólogo José Galizia Tundisi, presidente do Instituto Internacional de Ecologia, os reservatórios das barragens, quando mal projetados, podem gerar gases de efeito estufa, como o metano e o dióxido de carbono, por causa do apodrecimento de material orgânico da vegetação submersa. Hoje, a Amazônia conta com 18 hidrelétricas em funcionamento. Outras quatro usinas estão em construção, entre elas a de Belo Monte, no Pará. E cinco se encontram no papel.

Os rios amazônicos são habitados por 1,3 mil espécies conhecidas de peixes - caso do pirarucu, um gigante que pode chegar a 3 metros e atingir mais de 200 quilos. A floresta tropical é um enorme baú do tesouro da biodiversidade. Perto de 6% da flora e da fauna existentes nos cinco continentes estão concentradas ali. Sabe-se que esse banco genético - se bem estudado e administrado - será também o maná da humanidade para a medicina e a pesquisa de substâncias ativas que podem vir a ser utilizadas na fabricação de remédios e na produção, por exemplo, de biocombustíveis e biotecnologias.

A Amazônia, porém, não é só fauna e flora: é também a casa de milhões de seres humanos. São caboclos, índios, mestiços, além de uma legião de pessoas que saiu de várias partes do país (ou de outros países) para ganhar a vida na floresta. Na Amazônia Legal, formam uma população de 25 milhões de habitantes, 70% dos quais estão estabelecidos nos 775 municípios. Essa ocupação humana - que nem é tão densa em relação a outras regiões brasileiras - é grande geradora de problemas: pobreza, desemprego, falta de saneamento básico, doenças.

Nesse contexto desfavorável ao homem da Amazônia, os índios, habitantes originais, também lutam pela sobrevivência de suas etnias e culturas. Na Amazônia Legal, segundo estimativas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vivem mais de 340 mil indígenas de 170 etnias em 409 reservas. O Xingu - a mais antiga área indígena protegida do país -, são cerca de 6,1 mil índios. O parque foi criado em abril de 1961 pelos sertanistas Cláudio, Leonardo e Orlando Villas Bôas, e tem 84 mil quilômetros quadrados demarcados - uma ilha de verde em meio ao avanço da agropecuária no norte do Mato Grosso. Ali, distribuídos nas regiões do médio, baixo e leste Xingu, vivem 16 povos, com variedade linguística e cultural. Ainda assim, a harmonia reina no parque, a ponto de haver, inclusive, casamentos e rituais entre as aldeias. Nos 50 anos de sua demarcação, comemorados neste ano, o Xingu continua sendo um exemplo de reserva indígena eficiente, embora muitos critiquem a "exagerada" extensão de terras reservadas a esses povos amazônicos. "Eles necessitam de grandes áreas porque sobrevivem delas, precisam caçar, pescar, plantar", indica a antropóloga Carmen Junqueira, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, que há mais de 40 anos visita os territórios indígenas da Amazônia.

A geógrafa Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estudiosa das questões amazônicas, acredita que não se pode fazer pesquisa nem fomentar o desenvolvimento sustentável sem incluir nesse pacote qualidade de vida para os habitantes. "As pessoas que moram lá vivem mal porque os recursos são sempre explorados de forma a mandar as riquezas para fora da área em que é produzida", diz Bertha, que aponta as poucas cadeias produtivas e geralmente incompletas como principal causa. "A agregação de valor acontece fora da região; não há nenhuma base econômica organizada, mas sim a destruição dos recursos naturais, sem trazer benefícios à população."

A Amazônia, contudo, não se limita a problemas. Se bem tratada, a maior floresta tropical do planeta guarda um amanhã promissor. O economista da USP Jacques Marcovitch prevê, em seu livro, que o futuro da humanidade pode estar no Norte do país: "Não há lugar no Brasil tão propício a experiências avançadas em biotecnologia ou procedimentos de integração e reencontro do homem com a natureza. A região oferece todas as precondições para a realização do sonho ambientalista". Marcovitch acredita ainda que unir o saber dos cientistas ao fazer dos empreendedores é um consenso dentro e fora da Amazônia. Para a geógrafa Bertha Becker, não pode haver desenvolvimento sustentável sem qualidade de vida para os moradores.
Esse futuro está bem mais próximo do que se imagina. A pressão mundial pela proteção da Amazônia tem trazido resultados animadores. O Brasil já possui o mais moderno e confiável sistema de monitoramento via satélite de desmatamento em todo o mundo e exporta esse conhecimento para vários países. Administrado pelo Imazon, o sistema gera informações sobre as alterações na floresta, que são divulgadas mês a mês. Assim, no mundo todo, sociedade civil, imprensa e governos podem ficar de olho no que acontece na região. Esse "big brother" de proporções amazônicas está dando resultado. A Polícia Federal e os órgãos fiscalizadores têm aumentado a vigilância e a punição contra os crimes ambientais, enquanto os índices de desmatamento vêm caindo nos últimos cinco anos.

A pesquisa e o desenvolvimento de projetos ambientais e manejos sustentáveis ganharam grande incremento na década passada. Cidades que dez anos atrás figuravam como as que mais devastavam a floresta com a ação de madeireiras clandestinas, falta de regularização fundiária e queimadas hoje são modelo de proteção ambiental e desenvolvimento sustentável. O caso mais notável é Paragominas, no Pará, que passou de campeã do desmatamento a modelo de manejo florestal. Com base em exemplos como esse, muitos pesquisadores, nacionais e estrangeiros, creem que a salvação da floresta não é utopia, mas de realização palpável. Eles acreditam que cada vez mais o homem tem dado conta de que a Amazônia produtiva e geradora do desenvolvimento tropical é a Amazônia em pé.

Esta edição especial de NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL foca a realidade atual, os problemas e as perspectivas da Floresta Amazônica brasileira. É aquela que o poeta Thiago de Mello - ele mesmo nascido em Barreirinha, pequena cidade encravada na imensidão verde - chama de "a menina dos olhos do mundo".

domingo, 2 de outubro de 2011

FALTA POUCO MAIS DE UM MÊS PARA A MEIA MARATONA DE NATAL



Data: 05 de novembro /2011
Local de largada/chegada: Alphaville Natal
Hora: 16horas
Percursos: 5 Km, 10 Km e 21 Km.
Limite de atletas participantes: 6.000 atletas
Premiação total: R$ 50.000,00

A MEIA MARATONA DE NATAL vem com grandes novidades para 2011.


PERCURSO: Este ano estamos com percurso mais plano, ou seja, mais rápido. Com largada e chegada no Alphaville Natal, a MEIA MARATONA DE NATAL estará com amplo espaço para estacionamento e montagem de tendas de assesorias, grupos de corrida e academias, além de mais atividades diversificadas, como áreas para aquecimento e tendas de serviços de diversos de parceiros e patrocinadores. No novo percurso, os participantes terão a tranquilidade da Rota do Sol, a beleza da vista de Ponta Negra e o desafio da Via Costeira, tudo isso com um visual belíssimo da orla potiguar.

HORÁRIO: Devido ao clima do verão, o horário da MEIA MARATONA DE NATAL mudou para largada às 16 horas, tendo assim, o sol ameno e uma pós-prova mais tranquila para os participantes.

PARTICIPANTES DO BRASIL E DO MUNDO: A MEIA MARATONA DE NATAL alcançou um feito incrivel, entrou no seleto Ranking oficial Caixa/Cbat, tornando-se uma das mais importantes provas brasileiras. Isso nos trará participantes de todo o Brasil e de diversos países vizinhos. Amantes da corrida de rua optaram por Natal para ser uma das maiores e melhores corridas de rua nordestinas.

sábado, 1 de outubro de 2011

NATAL RECEBE ETAPA DO CIRCUITO QUALIDADE CAIXA

A etapa potiguar do Circuito de Qualidade Caixa – Nordeste, disputada nesse domingo (25/09) em Natal, teve os mesmos vencedores da semana anterior, quando Ubiratan dos Santos e Marily dos Santos foram os mais rápidos nos dez quilômetros de Maceió (AL). Ambos bateram os recordes em Natal.

A prova teve início em um horário incomum para os corredores de rua do resto do País, mas usual para os natalenses, com largada às 16h10. Estiveram presentes mais de dois mil atletas nos percursos de dez e cinco quilômetros da capital do Rio Grande do Norte.

Pernambucano, Ubiratan venceu as três etapas do Circuito até o momento (João Pessoa, Maceió e Natal). “Tenho muito a agradecer ao meu treinador, Daniel Pereira, que acredita em meu talento sempre”, diz Ubiratan. “Acho até que ele acredita demais, por isso me esforço para retribuir esse voto de confiança”, conta o fundista, modesto. No domingo, Ubiratan correu no pelotão de frente até o quilômetro sete, quando acelerou para deixar o grupo e bater o recorde em mais de 30 segundos.

A vencedora da categoria feminina, a alagoana Marily dos Santos, demonstra felicidade pelo acolhimento do público local. “Essa vitória é para eles que nem sempre podem nos ver correndo pois temos convites para muitas provas no Brasil afora e deixamos de correr essas calorosas provas aqui na região”, dedica a fundista, em agradecimento.

Fonte:http://www.webrun.com.br/corridasderua/n/etapa-natal-do-circuito-de-qualidade-caixa-repete-vencedores-de-maceio/12754

A equipe Geotrilhas/RN Esporte Clube contou com a participação do atletas Jaelcio Teixeira na prova dos 5 Km, onde o corredor terminou entre os cem primeiros.

Representante do Suplentes PM/RN juntamente com Jaelcio. Também suplentes.
O evento ainda contou com a participação de inúmeros suplentes do concurso público da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que aguardam um parecer do Governo do Estado quanto a convocação dos aprovados. A equipe Geotrilhas/RN Esporte Clube apoia a convocação dos suplentes pelo bem da segurança pública do Estado.