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domingo, 10 de fevereiro de 2013

EXPEDIÇÃO GEOTRILHAS/RN NA ESTRADA REAL - 1º Dia (Ouro Preto - Catas Altas/MG)



1º Dia
A tão esperada Expedição Geotrilhas/RN na Estrada Real ocorreu no período de 17 a 25 de novembro, em que, numa parceria com a agência mineira de ecoturismo Primotur, cinco geotrilheiros, mais uma convidada, partiram para encarar a famosa Estrada Real, partindo de Ouro Preto com destino a Mariana. Fazendo o caminho inverso.

Segundo o site Infoescola, a Estrada Real  é um dos maiores circuitos turísticos  do Brasil. Com cerca de 1600km, a Estrada começou a ser construída no século XVII para ligar a região do litoral carioca às regiões produtoras de ouro do interior de Minas Gerais.

No século XVIII a necessidade de um caminho mais seguro e rápido até o porto fez com que a Coroa ordenasse a construção de uma outra rota que ficou conhecida como “caminho novo”. À estrada antiga ficou o nome de “caminho velho”. O caminho novo foi feito por Garcia Rodrigues Paes, filho do famoso bandeirante Fernão Dias Paes (que hoje dá nome à rodovia que liga São Paulo à Belo Horizonte e Vitória), que levou 7 anos (1968-1705) para terminá-lo. Em 1725, Bernardo Soares de Proença terminou uma trilha paralela ao, agora conhecido, “Caminho do Ouro”, porque era por ele que o metal era escoado para Portugal.

Mais tarde, quando foi feita a descoberta de pedras preciosas na região do Serro, o caminho foi estendido até lá, e Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, passou a ser o local de convergência da Estrada Real. O caminho até o distrito diamantino ficou conhecido como “Caminho dos Diamantes”.

Fazem parte do circuito Estrada Real as cidades: Mariana, Catas Altas, Ouro Preto, Diamantina, Tiradentes, Santa Bárbara, Morro do Pilar, Conceição do Mato Dentro, Serro, Cocais, Carrancas, Conselheiro Lafeiete, São João Del rei, e muitas outras cidades que guardam ainda um pouco da história do Brasil. Ao todo são 177 cidades no entorno da Estrada Real, sendo 162 em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 7 em São Paulo.

No início a Estrada ligava Ouro Preto (na época, Vila Rico do Ouro Preto), em Minas Gerais ao Porto de Paraty, no Rio de Janeiro. O caminho era usado para transportar o ouro e demais carregamentos da cidade mineira até o porto e, ao longo do caminho, foram sendo fundadas vilas e diversos pontos de parada para os tropeiros, bandeirantes, mineradores e outros viajantes que faziam o percurso da Estrada Real. Na época, seu percurso levava 60 dias para ser feito devido às dificuldades de percurso na estrada de terra que atravessa a Serra da Mantiqueira e da distância. Este caminho estendia-se por localidades como Caeté e Sabará também, recebendo por isso o nome de “Caminho do Sabarabuçu”.

O caminho escolhido pelo grupo foi o Caminho dos Diamantes, que segundo o site do Instituto Estrada Real, passou a ter grande importância a partir de 1729, quando as pedras preciosas de Diamantina ganharam destaque nas economias brasileira e portuguesa. Além da história de seus municípios, da cultura latente e da gastronomia típica, o Caminho dos Diamantes destaca-se pela beleza natural.

Atrativos que somam aventura, natureza, história e cultura dão o tom das viagens pelo Caminho dos Diamantes da Estrada Real.  O viajante percorre cerca de 395 quilômetros divididos em 18 planilhas na companhia da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e de suas paisagens exuberantes.

Para quem percorre o caminho dos Diamantes no sentido Diamantina – Ouro Preto  178,3 Km serão entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é a do trecho entre Itapanhoacanga a Santo Antônio do Norte, mas como um todo o nível de exigência física é menor.  Boa parte dos percursos existe poucas opções com áreas sombreadas, principalmente entre Diamantina a Bom Jesus do Amparo.

Para quem percorre no sentido Ouro Preto - Diamantina dos 395 km 173,3 Km oscila entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é entre Santo Antônio do Norte a Itapanhoacanga  e Serro a Diamantina, mas como um todo o nível de exigência é maior física é maior.

Normalmente os viajantes gastam em média 7 dias para percorrer de bicicleta e 20 dias a pé, mas isso varia com o tom que o turista que dar para a sua viagem. Dos 395 quilômetros 26 % estão asfaltados(105,9 km), e 0,5 % de trilha(2 km). Os outros 73,5% é de estrada de terra (289 km).
 
O primeiro dia de nossa expedição teve início na manhã de sábado (17/11), quando o proprietário da Primotur, Hélder e o nosso guia Merlin Carter, que iria nos acompanhar durante os primeiros dias na aventura pelas terras mineiras nos recepcionara em frente do hotel Gontijo, onde os geotrilheiros pernoitaram na primeira noite em Belo Horizonte. 

Após o briefing para repasse de todas as informações pertinentes a aventura, embarcamos no carro de apoio até a cidade de Ouro Preto para uma rápida visita a uma das cidades mais antigas do Brasil. Durante o percurso, a linda paisagem do revelo mineiro já mostrava as suas credenciais ao grupo. Além de ser muito bonita, seria bastante cruel com o grupo, devido a própria altimetria esperada até a chegada em Diamantina. 

Chegando em Ouro Preto, o grupo recebeu mais algumas explicações sobre a Estrada Real, e, também, pode fazer um city tour pela cidade dos inconfidentes, respirando a história que exalava das ruas e prédios históricos do lugar. O que nos chamou a atenção foi a quantidade de igrejas clássicas na cidade, tendo como principal destaque a Igreja de São Francisco de Assis. Esta muito famosa graças às obras de Aleijadinho presentes em seu interior. A Igreja de São Francisco de Assis foi a única visitada pelo grupo, pois não haveria tempo suficiente para conhecer toda a Ouro Preto. Porém, ainda houve tempo de conferir algum artesanato na inúmeras lojas das apertadas ruas. Embarcamos novamente no veículo até chegar ao distrito de Camargos, onde iniciaríamos a caminhada propriamente dita. Informações sobre o lugar é que em 1711, os irmãos Tomáz Lopes de Camargos, João Lopes de Camargos e Fernando Lopes de Camargos encontraram um ribeirão aurífero, onde se estabeleceram originando-se assim o povoado de Camargos. 

Ao chegarmos ao local, já se passava do 12h:00, e era preciso nos alimentar para os 16 Km que tínhamos pela frente até Santa Rita Durão, passando por Bento Rodrigues. Logo um cheiro tomou contra dos nossos narizes e acusava que havia uma deliciosa refeição próxima. Seguimos o cheiro e encontramos um pequeno restaurante onde servia comida caseira. O estabelecimento fornecia refeições aos empregados da Semp Toshiba, que para a nossa curiosidade, trabalhavam em enormes projetos de transmissão de energia elétrica na região. Dona Silvania nos recebeu no restaurante, e como não havia comida suficiente, logo se prontificou para dar o reforço. Não durou muito para que o fogão a lenha no meio do alpendre ficasse cheio de comida para matar a nossa fome. Foi o primeiro contato com a típica comida mineira do interior, feita com amor e carinho sem a preocupação do financeiro. 

Após o almoço, iniciamos com uma oração a nossa caminhada pelas estradas de barros a frente. A preocupação era de que o veículo de apoio – um Fiat Doblô – não conseguisse fazer todo o percurso devido a atoleiros a frente. Pedimos para o Merlin seguir e nos esperar a cada 3 Km, pois haveria a possibilidade de prestarmos ajuda caso fosse necessário. 

Seguimos o nosso caminho, e logo a primeira igreja aparece no meio do mato. As suas curvas clássicas contrastavam com o alto do monte. Com uma conversa aqui e outra acolácom os moradores que encontrávamos pelo caminho, seguíamos a frente com uma bela paisagem a nossa volta e o canto dos pássaros. A tranquilidade só era quebrada quando encontrávamos as obras da Semp Toshiba a nossa frente, com o barulho das máquinas. Entre uma parada e outra para reabastecimento de água e comer algumas frutas, chegamos a Bento Rodrigues. Um distrito de Mariana que foi importante centro de mineração do século XVIII. 


Logo na chegada, um dos vários marcos que estão situados ao longo da Estrada Real, informava que em Bento Rodrigues são produzidos inúmeros doces mineiros. Era hora de procurar algum para tomar mais um pouco de água e seguir caminho. Seguindo nossa rota natural, já na saída do distrito encontramos por indicação uma casa onde era produzido doce de leite. A senhora dona da casa, que infelizmente não recordo o nome, nos recebeu para uma prova de doces. E é claro, os geotrilheiros avançaram nessa iguaria mineira. Com um papo bastante gostoso e um cafezinho, o grupo fez a compra de mais alguns potes que serviriam para substituir a rapadura nordestina que havia acabado. Nos despedimos do pessoal e continuamos o nosso caminho. Ao sairmos de Bento Rodrigues uma série de subidas íngremes se destacavam a nossa frente. Porém, uma bica natural parecia ter sido colocada naquele lugar de forma estratégica para o nosso refresco. Tirado o suor do rosto, encaramos um caminho sinuoso em meio a serra, onde apenas as carros 4X4 das empresas ligadas ao setor de mineração passavam. A paisagem ficava cada vez mais bela ao entardecer e as nuvens que envolviam as serras em nossa frente, ameaçavam um pancada de chuva momentânea. 

Por volta das 17h:30 chegamos finalmente a Santa Rita Durão. Um pequeno povoado que nasceu com um dos maiores grupos de prospecção que invadiram o sertão mineiro no começo do século XVIII. A localidade teve primitivamente o nome de “Inficionado”, palavra que é uma variante de “Infeccionado”. Essa antiga denominação lhe foi dada pelos paulistas, no começo do século XVIII, por volta de 1702 e 1703, diante da circunstância de encontrarem pouco ouro e de baixo teor nas águas do curso d’água local. Neste momento, embarcamos novamente na van e seguimos com o pôr do sol que chegava até Morro d’Água Quente, já na região administrativa de Catas Altas. 

O distrito situado aos pés da serra do Caraça, que possui grande presença a empresa Vale, que explora a atividade de mineração nas proximidades. Em Morro d’Água Quente ainda nos reservava mais uma caminhada de 6 Km antes de chegarmos a Catas Altas, que até foi iniciada, mas devido a falta de luz natural, o grupo achou por bem abortar a caminhada e seguir de van até Catas Altas, onde seria o lugar de pernoite do primeiro dia de caminhada na estrada real. 

Chegando em Catas Altas, não imaginávamos que o lugar possui um conjunto arquitetônico muito rico e de grande harmonia, sendo um dos mais homogêneos e representativos da arquitetura colonial mineira. A imensa Serra do Caraça era o seu plano de fundo. Porém, só poderíamos apreciar todo o conjunto pela manhã. O que mais interessava no momento era chegarmos a pousada para descansar após o dia de estreia na Estrada Real. 

Finalmente chegamos na Pousada Catas das Gerais que logo nos chamou a atenção pelo prédio histórico na qual é situada. No seu interior mais belezas com a decoração inspirada em antigos objetos da cultura mineira. Com a alegria do casal Efigênia e Romero, proprietários da pousada, o grupo se sentiu em casa. O jantar contou com uma macarronada e um caldo de linguiça que recompôs as energias perdidas na caminhada. Com uma boa prosa enter o grupo e o casal anfitrião, encerramos o primeiro dia da Expedição Geotrilhas/RN na Estrada Real, mas já com o pensamento em Cocais. Trecho que será percorrido no dia seguinte.

Raio-X

Nível de Dificuldade – Grande
Localização da Trilha – Boa
Disponibilidade de Socorro Médico – Boa
Apoio Logístico – Ótimo

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;
- Utilizar bastante protetor solar;
- Levar cantil com bastante água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores;
- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do condutor.

Onde Comer 

Restaurante da Silvania
Fone: (31) 8506-1592

Onde Ficar

Pousada Catas das Gerais
Fone: (31) 3832-7292 

Contatos para realização de trilha

Magrelas’s
Fone: (31) 8422-4425

Primotur
Fone: (31) 3213-9839

Trilhando Minas
Fone: (31) 9811-2855

Realização 
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

PROJETO GEOTRILHAS/RN ELEGE OS MELHORES DE 2012

O guia Aramy Fablício foi o grande destaque 2012 pelo seu ativismo em Fagundes/PB
Num momento de muita alegria durante as comemorações dos 4 anos de aniversário do Projeto Geotrilhas/RN, foi divulgado o resultado do prêmio "Os Melhores de 2012". Premiação que reconhece todos os colaboradores, que de alguma forma, contribuiram para que as trilhas de 2012 fossem realizadas com pleno sucesso. Além dos lugares que mais se destacaram por suas riquezas culturais e naturais, como também pela preocupação com o social. Os muncípios que aboncanharam boa parte das premiações foram Macau/RN (Diogo Lopes) e  Fagundes/PB, que levou os dois principais prêmios, O de melhor guia para Aramy Fablício, e a melhor trilha de 2012. A fantástica travessia da serra do Bodopitá. Parabéns ao município, e, principalmente, ao amigo Aramy Fablício, que sem o seu empenho, nada disso teria acontecido. 

Confira a lista completa dos vencedores

Melhor Área de Preservação Ambiental
  •  Área de Desenvolvimento Sustentável de Diogo Lopes - Macau/RN
  • Serra do Bodopitá - Fagundes/PB
Melhor Preservação da Arquitetura Histórica
  • Fortaleza dos Reis Magos - Natal/RN
Melhor Preservação dos Costumes e Tradições Culturais
  • Colônia de Pescadores de Diogo Lopes - Macau/RN
Melhor Manifestação Cultural e/ou Folclórica
  • Pastoril Infantil de Vera Cruz - Vera Cruz/RN
  • Show do cantor Carlos Alberto - Canindé/CE 
Melhor Projeto de Responsabilidade Socioambiental
  • Projeto Saco de Leite não é Lixo - Fagundes/PB
Melhor Museu
  • Fortaleza dos Reis Magos - Natal/RN
Melhor Restaurante
  • Restaurante Pousada Martinense - Martins/RN
  • Restaurante do Rancho - Macau/RN
Melhor Hospedagem
  • Pousada Martinense - Martins/RN
Melhor Serviço de Translado
  • James Nascimento - Natal/RN
Melhor Guia
  • Aramy Fablício - Fagundes/PB
Melhor Trilha
  • Travessia da Serra do Bodopitá - Fagundes/PB

CAMINHOS DA FÉ - TRILHA DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS - Canindé/CE



Conheça Canindé/CE
Localizado a uma distância de 571 Km de Natal/RN, o município de Canindé/CE esta inserido na Mesorregião do Norte Cearense a uma altura de 118 metros em relação ao nível do mar. O clima da região é classificado como tropical quente e semi-árido, com temperatura na média de 24ºC.


As principais atividades econômicas de Canindé são a agricultura, pecuária, piscicultura e indústria. Porém, o Turismo Religioso é o principal carro chefe da economia local, que atrai milhares de romeiros todos os anos.


Segundo o site Férias.tur.br, o nome da cidade vem de "Kanindés", palavra indígena que designava uma tribo de índios missionados e que primitivamente habitam as margens dos rios Banabuiú e Quixeramobim.  A palavra significa, ainda, uma espécie de arara de plumagem amarela, chamada GUACAMAIO. "O nome aplica-se a uma psitacídeo (Ara araraúna) e assim era apelidada uma grande tribode tarairius, que vivia na região central do Ceará pelo sertões de Quixadá, Canindé e Alto Banabuiu, Quixeramobim. Etimologicamente, existem três versões para o nome, são eles: "teu seio", "tua cama" e "teu manto". 


O portal ainda relata que as origens de Canindé estão subscritas na prefiguração indígena – Índios Canindés e Jenipapos – nativos ocupantes de vastas porções territoriais. Em pacífica convivência, tem-se por colonizador branco Francisco Xavier de Medeiros, fazendeiro de grandes posses e detentor de terras situadas nas margens do rio Canindé. Esse patriarcado misto, que daria ao reduto foros de povoação, data do ano de 1775, assinalado inicialmente pela construção de uma capela cujo patrimônio guarda a chancela desse benemérito fazendeiro e cujo orago dedicou-se a São Francisco.

A elevação do povoado à categoria de Vila tem como instrumento de apoio o Decreto Provincial nº 340, de 29 de julho de 1846, com referência especial à denominação de São Francisco das Chagas de Canindé. Elevado o Distrito à categoria de Município, segundo Lei nº 1.221, de 23 de agosto de 1914, alterou-se a denominação para o nome atual.

Em seus primados de cultura religiosa, notadamente com relação a milagres e suas consequentes romarias, Canindé detém a preeminência regional, tendo como vetor de espiritualidade o santo padroeiro. A primitiva capela, iniciada pelo fazendeiro Francisco Xavier de Medeiros, sofreu interrupção no curso de suas obras, havendo como fator impeditivo a seca de 1792. Reiniciados os trabalhos em 1795, já em busca de sua evolução     em termos de Igreja-Matriz, foram concluídos em 1796. No tocante ao patrimônio eclesiástico, além do que contara com relação à primitiva capela, destacam-se a Fazenda Santa Rosa, doada pelo Capitão Antônio Alves Bezerra (1787) e o Sítio Araticum, igualmente doado pelo fazendeiro Francisco do Rego Barros (1801).


GEOTRILHAS/RN EM CANINDÉ/CE



A viagem com destino a Canindé/CE foi planejada para durar três dias, sendo compreendida no período de 09 a 11 de novembro. Partindo de Natal/RN nas primeiras horas do dia, o grupo composto por sete geotrilheiros seguiram pela BR-304 até atingir a cidade de Arati/CE, quando por um erro de navegação o comboio tomou a direção contraria para Russas/CE. O erro custou um desvio de aproximadamente 170 Km da rota inicial, até chegar a Quixadá/CE e retornar o caminhos certo. O que compensou o erro foi a paisagem próxima de Quixadá/CE, que nos rendeu ótimas fotos e um almoço já bem avançado da hora habitual. A estrada também contribuía para tentarmos ganhar tempo. Porém, ao chegarmos na BR-020 o asfalto não colaborou conosco, fazendo com que atrasássemos mais um pouco. Finalmente, por volta das 19h:00 avistamos a estátua de São Francisco das Chagas. O que denunciava a proximidade de Canindé. 

Às 19h:30 entramos na cidade de Canindé, onde foi possível, mesmo com o avanço da hora, percebemos como o Turismo Religioso movimenta a cidade, com suas bancas e comércios. Faltando 15 minutos para as 20h:00, chegamos ao Hotel Jardim Canindé, escolhido para ser o local de nossa hospedagem. Após uma viagem cansativa nada melhor que um bom banho para recarregara as energias necessárias para um breve reconhecimento na cidade para buscar um bom lugar para comer. Caminhamos pelo largo da Basílica de São Francisco das Chagas, onde as luzes davam um lindo efeito na construção. Seguimos por uma rua estreia que nos chamou a atenção devido a grande concentração de bancas que comercializavam artigos religiosos. O movimento ainda era bastante intenso devido a rua também concentrar inúmeras pousadas destinadas aos romeiros. Caminhando mais um pouco chegamos ao Restaurante Aquarius que seria o lugar escolhido para o jantar. Ao som da boa música do cantor Carlos Alberto, que nos recepcionou dedicando uma música, o grupo tomou alguns drinks antes do jantar e jogou conversa fora a respeito da viagem. Às 23h:00 o grupo retornou ao hotel para encerrar a o primeiro dia em Canindé.


Na manhã seguinte, após o café da manhã no hotel, recebemos a nossa guia Karini. Uma jovem estagiária do hotel com bastante comprometimento e dedicação no que faz. Acima de tudo, uma conhecedora assídua da história de Canindé. Após as devidas apresentações, Karine conduziu o grupo pelas num city tour pelas ruas de Canindé. A nossa primeira parada foi o Hospital São Francisco de Canindé, que funciona como uma santa casa de misericórdia. Através de donativos. Em, seguida fomos até o zoológico local, que possui vários animais da fauna nordestina, como também de outros lugares, como urso e leão que foram resgatados de circos que fecharam as portas. Seguindo, o nosso city tour, uma coisa nos chamou a atenção. Muitas pessoas estavam vestidas com a famosa batina de São Francisco, demonstrando a fé no santo. Cantorias vinham de todos os lados, sejam elas acompanhadas ou não de instrumentos musicais. 

Chegamos finalmente ao Museu de São Francisco, onde conta um pouco da história de Canindé, como também da religiosidade do lugar, com os mais chamativos votos em busca de uma graça. Logo em seguida, caminhamos para a grande Praça dos Romeiros. Local destinados para celebrados de missas, que facilmente pode receber mais de 20 mil pessoas. Da praça seguimos para visitar as igrejas de Canindé. 

A primeira foi a Igreja do Cristo Rei, localizada num dos pontos mais altos da cidade. Na igreja foi possível observamos a beleza arquitetônica do lugar, bem como, realizarmos nossas primeiras orações. Terminada a visita, seguimos na direção contrária da Via Sacra, passando pelos conventos de  Santo Antônio até chegar na Igreja das Dores, onde mais uma vez o grupo realizou algumas orações. Durante esse trajeto, foi possível encontramos algumas pessoas pagando suas promessas. 

Seguimos adiante até Basílica de São Francisco São Francisco das Chagas. Uma imensa construção que reúne um grande complexo religioso ao seu redor. A beleza interna da basílica era composta de varias obras sagras caracterizada pelo perfeccionismo dos detalhes. O altar era bastante disputado pelos romeiros que entravam na basílica. Depois de muita espera, o grupo conseguiu tirar uma foto no lugar. Após a fotografia, seguimos para o museu dos milagres, onde os romeiros deixam objetos relacionados aos seus votos. São inúmeras miniaturas de casas, partes do corpo humano, roupas em geral e principalmente as batinas de São Francisco. Mais adentro, varias cabines de confecionatos tinham imensas filas em suas portas. A loja dentro do museu comercializava vários objetos ligados a religiosidade. 

Seguimos para a Gruta da Praça da Santa Missa, de onde brotava água benta. No local ainda existe um lugar destinado para acender velas e um imensa praça que comporta os romeiros que ficam de fora da basílica nos horários das missas. Já passavam das 13h:00, quando o grupo resolveu almoçar. Na ocasião, os geotrilheiros comeram nos típicos restaurantes dos romeiros. Lugares simples que ficam por trás da basílica, mas que oferecem uma boa comida no estilo “prato feito”. Terminado o almoço, o grupo fez algumas compras antes de seguir para ao hotel, de onde partimos para a comunidade de Madeira Cortada. Na companhia da guia Karine e do proprietário do Hotel Jardim, seguimos para um sítio na Zona Rural. Local que em breve será um refugio para os clientes do Hotel Jardim que desejarem uma hospedagem numa típica pousada rural. 

Terminada a visita técnica, seguimos novamente para a cidade, onde fomos conhecer a estatua de 30 metros de São Francisco das Chagas. Local de visita obrigatória para aqueles que visitam Canindé. Retornando para o hotel, seguimos duas horas de pois para o Restaurante Aquarius, para avaliação da visita ao município e para saborear uma gostosa refeição ao som de Carlos Alberto, que no final nos brindou com um CD. Terminado o jantar, regressamos para o hotel, onde encerramos o último dia da visita a Canindé.


Ao amanhecer, alguns geotrilheiros foram para a primeira missa dominical do santuário, voltado logo em seguida para o café da manhã e arrumação das malas, pois chegava a hora de retornar para o Rio Grande do Norte. Nos despedimos da guia Karine e ouvindo Carlos Alberto no som do carro, seguimos com destino a Fortaleza/CE para então seguir pela CE-040 até Tibau/RN, onde o grupo realizou o almoço e seguindo logo após com destino a Natal/RN.



Raio-X
 
Nível de Dificuldade –Leve

Localização da Trilha – Ótima

Disponibilidade de Socorro Médico – Ótimo

Apoio Logístico – Ótimo


Recomendações necessárias para trilhar


- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;

- Utilizar bastante protetor solar;

- Levar cantil com bastante água;

- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;

- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores;

- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do condutor.


Onde Comer 


Aquarius Chopperia & Sushi Bar.


Onde Ficar


Hotel Jardim Canindé

Fone: (85) 3343-0682 


Contatos para realização de trilha


Karine Coelho

Fone: (85) 9787-8325 / 87164-4058

Realização