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terça-feira, 4 de junho de 2013

ESPECIAL CAMINHOS DE COMPOSTELA - 1º DIA DA EXPEDIÇÃO CHEGA AO FIM


Por Zilmar Costa

(BARCELOS) - Largo da SÉ da cidade do Porto, às margens do Rio Douro. Este foi o ponto de partida do grupo de oito geotrilheiros, na fria manhã da segunda-feira, 3, rumo a Santiago de Compostela, na região da Galícia, na Espanha. 

Depois de providenciar a credencial de peregrino, no dia anterior, na própria catedral, o grupo deu os primeiros passos da expedição 2013 do Geotrilhas, com o intuito de fazer a pé a distancia de 220 KM até Santiago de Compostela. Sob muita emoção,mochilas nas costas, cajado na mão, todos os oito peregrinos, abraçados, fizeram um oração e seguiram o rumo apontado pela primeira setinha amarela, estrategicamente pintada numa pedra do adro da catedral. 

A partir daí, esse simples sinal transforma-se em "guia". Seguindo cada uma que surgia, ora pintada num poste, ora no chão, ou mesmo numa parede, o grupo peregrinou por mais de quatro horas até sair do centro do Porto, atravessou o rio Leça pela ponte romana de Moreira, depois Maia para chegar a Vilar do Pinheiro. 

Depois de Vilar, vem Mosteiro, depois Giao e a seguir Vairao. A meta era chegar ao pequeno povoado de Vilarinho, 26 KM distante do ponto de partida. Na primeira parte do trajeto, o clima ajudou muito mas foi esquentando, dificultando ainda mais um percurso feito quase todo em trecho urbano, em rodovias muito movimentadas, onde se divide as estreitas faixas laterais com veículos em alta velocidade. 

Longos trechos em asfalto castigam os pés, as primeiras bolhas e calos começam a surgir, tornando mais difícil de atingir a meta de chegar ao local do pernoite por volta das 17h. Sem carro de apoio, transportando todos os itens indispensáveis na mochila que carrega nas costas, o grupo avança, descansando a cada uma hora de caminhada. 

O "fantasma" do primeiro dia estar próximo a ser vencido, sem baixas, sem sustos, mas com muito esforço. 

Assim, como planejado, o grupo chega a Vilarinho exatamente às 17h30. Pernoita na "Casa da Laura", acomodando-se num único quarto com beliches, cama de casal e de solteiro, onde um casal de peregrinos franceses dividiu momentos de rica interação.



1º CANAL DE TV LOCAL DE PARNAMIRIM DEVE ENTRAR NO AR DIA 15


A nova emissora de televisão do Rio Grande do Norte – a TV Metropolitano, a primeira de Parnamirim – entra no ar no próximo dia 15 de junho. 

A nova emissora será afiliada da RBTV (Rede Brasil de Televisão), grupo de comunicação que cresce ao ritmo do País. Nos dois últimos anos, a RBTV ampliou sua cobertura de rede para mais de 500 municípios, alcançando 20 milhões de lares, abraçados em canal aberto UHF e VHF, além dos canais a cabo espalhados por todas as regiões do território nacional, o que assegura pluralidade à Rede Brasil de Televisão. Agora, através da TV Metropolitano, a RBTV chega ao Rio Grande do Norte como novidade para o telespectador durante 24 horas no ar. 

O sinal será emitido através do Canal 30 da Cabo Telecom. A TV Metropolitano terá uma programação diversificada, com jornalismo, entretenimento, lazer, filmes, programas educativos, debates, etc., além de vasta programação local, perfazendo, inicialmente, em torno de 10 programas locais. Voltará sua divulgação, prioritariamente para as cidades de Parnamirim e Natal, além de municípios da Região Metropolitana. 

A nova emissora, com sede no bairro de Nova Parnamirim, é comandada pelo empresário Roberto Costa Lima e o jornalista Agnelo Alves. “O nosso compromisso em levar cultura, entretenimento e informação diária nos lembra da importância de valorizar as características regionais do Rio Grande do Norte e, principalmente da Região Metropolitana de Natal”, comenta Roberto Costa Lima. Nomes de destaque do jornalismo do RN deverão fazer parte da emissora parnamirinense, como Lupércio Luiz e Caby Costa Lima (Esportes), Gerson de Castro (Jornalismo), entre outros. 

O Departamento de Jornalismo será comandado pelo experiente jornalista Maciel Gonzaga de Luna (ex-TV Ponta Negra e TV Potengi). 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

PROJETO PARA MITIGAÇÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA EM PARCERIA COM O MCTI É LANÇADO NO SENADO


O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) participou no dia 23 de maio de audiência pública no Senado Federal, em Brasília, onde foi lançado o projeto Opções de Mitigação de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Setores-Chave do Brasil. 

Executado em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), o projeto tem o objetivo de avaliar estratégias de redução de emissões de gases estufas e estimar gastos de iniciativas de mitigação até 2050. “O projeto reforça a colaboração entre o PNUMA e o governo brasileiro na atuação global pela redução de gases estufa. 

O Brasil tem reconhecida liderança na área, e o PNUMA quer servir como plataforma de interação entre técnicos e com outros países. É também um projeto muito importante para a missão do Escritório do PNUMA no Brasil, e uma contribuição do país para o mundo, já que em mudanças climáticas os benefícios transcentem as fronteiras”, afirmou a Representante do PNUMA, Denise Hamú. O Oficial de Programa da Divisão de Tecnologia, Indústria e Economia (DTIE) de Paris, Edu Hassing, está no Brasil para o lançamento e acompanhou a audiência pública. 

O Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, destacou a Rede Clima, criada pelo ministério em 2008 com mais de 400 pesquisadores e que terá papel essencial no projeto, e o compromisso assumido pelo Brasil na COP-15, em Copenhagem, de reduzir voluntariamente as emissões de gases estufa até 2020. “E agora começamos a projetar além. É difícil prever o futuro, mas é importante pensar na trajetória”, completou. 

O professor Roberto Schaeffer, da Coppe-UFRJ, foi um dos pesquisadores de conciliação do projeto e o classificou como o estudo mais completo já feito no país. “Estudos semelhantes olham os setores da economia de forma individual, mas agora teremos um modelo integrado envolvendo produção de energia transporte, construção, agricultura e outras áreas com projeções até 2050. Olharemos a economia brasileira como um todo”, explicou. Os cenários serão criados para dois períodos: 2013 a 2035 e 2035 a 2050. 

O projeto foi dividido em três etapas que serão executadas em três anos. A primeira fase será dedicada ao estudo de setores específicos da economia. Posteriormente, será realizada uma análise coordenada. E, por fim, o foco estará na capacitação de instituições estaduais, federais e da sociedade civil para enfrentar os possíveis cenários, com um olhar especial para a Copa do Mundo de 2014. 

A audiência foi mediada pela senadora Vanessa Graziottin, presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, e participaram também o Diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adriano Santhiago de Oliveira; e o Coordenador-Geral de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Aloísio Melo. Nos dois dias seguintes ao lançamento, a equipe do projeto composta por oficiais do PNUMA e do MCTI promoveram a primeira oficina de trabalho com Edu Hassing.

CAÇADORES DE VULCÃO

Já fazia pelo menos 15 anos que uma pergunta ardia no peito do aventureiro Geoff Mackley: como seria chegar o mais perto possível do rio de lava do Monte Marum e observar a borbulhante massa de rocha derretida? Sua resposta é clara: “Parece a superfície do sol”, ele diz, via rádio, para seu braço direito, Bradley Ambrose. O assistente está empoleirado 100 metros acima numa encosta rochosa, registrando o momento com a câmera. “É como nos meus sonhos mais malucos.” 


Marum fica na Ilha de Ambrym, a quinta maior extensão de terra do arquipélago da República de Vanuatu, no sul do Oceano Pacífico, onde estão os poucos rios de lava ainda existentes. Um rio como esses é um grande e permanente volume de rocha derretida que fica borbulhando dentro de uma cratera ou abertura na terra. Desde 1997, Mackley gastou cerca de meio milhão de dólares em expedições a Ambrym para descobrir uma forma de poder descer de rapel os 400 metros do despenhadeiro até o rio de lava. 

“Contando com esta, estive no local 13 ou 14 vezes”, diz Mackley. “As filmagens e fotografias que fizemos dessa vez correspondem ao que eu tinha em mente por 15 anos. Nas nossas primeiras viagens carregávamos o equipamento montanha acima, ficávamos em nossas barracas debaixo de chuva torrencial por semanas e no final voltávamos sem ter conseguido ver nada. Aprendi muito com essas expedições e tentei não cometer os mesmos erros. Da primeira vez que fomos, barracas e equipamentos nos deixaram na mão, hoje utilizamos o que há de melhor. Mas as falhas são humanas, é natural. As pessoas simplesmente piram lá em cima.” 

Com Mackley nessa viagem estavam os neozelandeses Bradley Ambrose e Nathan Berg, além do cinegrafista americano Rui Cavender. Ambrose, um cinegrafista freelancer, começou a trabalhar com Mackley alguns anos atrás, quando se conheceram ao fazer a cobertura de um acidente de carro para um canal de notícias. 

Essa foi a quarta viagem de Mackley, de 36 anos, para Ambrym. Berg lavava pratos em um café quando Ambrose, cujo enteado era o melhor amigo de Berg, perguntou se ele estaria interessado em ir até um vulcão. Aos 18 anos e sem nunca ter saído do país antes, Ambrose agarrou a oportunidade com todas as forças. 

“Eu era um cara barato”, brinca Berg. “Além do mais, estou em forma, malho muito e cumpro com o que me mandam.” Os três neozelandeses chegaram em Porto Vila, capital de Vanuatu, no final de junho, e Cavender chegou uma semana depois. Uma combinação de clima desfavorável e equipamentos fundamentais perdidos pela empresa de transportes durante a viagem tornou impossível, até meados de julho, embarcar no helicóptero que os transportaria ao topo do Marum. Além da responsabilidade sobre mais de 1 tonelada e meia de equipamento, a pressão dos custos era enorme. 

“Na última viagem, há anos, tiramos algumas fotos razoáveis”, disse Mackley, cujos cinegrafistas na época eram dois alpinistas que chegaram a 50 metros do rio de lava. “A única maneira de superar isso era chegar ainda mais perto.” 

Estar próximo do perigo é algo que Mackley tem feito desde que começou a trabalhar como filmmaker há mais de 20 anos. Incêndios e acidentes de carro têm sido sua rotina até 1995, quando houve a erupção do Monte Ruapehu, um vulcão em uma ilha do norte da Nova Zelândia. Mackley escalou o cume da montanha por cinco horas debaixo da forte nevasca para fazer as imagens que percorreram o mundo. Uma produtora britânica comprou 15 minutos de seu material no Ruapehu pagando US$ 20 por segundo, US$ 18 mil por todo o esforço. Foi quando surgiu uma nova carreira: viajar o mundo para filmar eventos extremos em lugares perigosos. Desde então, aos 48 anos, começou a caçar tempestades ao redor dos EUA, registrou a devastação causada pelo tsunami na Indonésia e cobriu a Guerra do Afeganistão. Vulcões, no entanto, são sua grande paixão. 

Em 1997, o Discovery Channel incumbiu Mackley de fazer uma série de TV batizada de Volcano Detectives. Durante as filmagens, visitou um dos vulcões de maior atividade no mundo, o Monte Yasur, localizado na Ilha de Tanna, em Vanuatu. Enquanto esteve lá, alguns locais lhe contaram haver um grande lago de lava na Ilha de Ambrym. 

‘Mentira’, disseram as pessoas que estavam comigo.” “‘Se houvesse um rio de lava, todo mundo saberia disso e seria uma grande atração turística.’ Mas logo descobri que era verdade”, relata Mackley. 

Como faltava dinheiro para um helicóptero, Mackley teve que escalar os 1.334 metros de montanha a pé. Quando chegou ao topo, descobriu que um tremor de terra recente tinha soterrado o rio de lava com pedregulhos. “Saíam apenas poucas baforadas de fumaça”, ele conta. 

Alguns meses depois, ao saber que a lava havia reemergido, voltou para o local. “Dito e feito, lá estava ela, no fundo da enorme cratera”, disse Mackley. “Tínhamos péssimas condições climáticas e conseguíamos apenas vê-la por alguns segundos no meio da chuva, mas eu tinha certeza de que queria chegar até o fundo. Eu imaginava o que iria se passar e quais dificuldades me esperavam. Levei para Ambrym um pessoal que havia escalado o Everest; eles olharam para a borda do vulcão e disseram ‘não vou descer’. Porém um ‘não’ era para mim inaceitável.”

Fonte: Red Bull

domingo, 2 de junho de 2013

PROGRAMAÇÃO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA



 programação do Circuito Cultural Ribeira esta definida da seguinte forma:

DOMINGO, 09 DE JUNHO
16h às 22h
Entrada gratuita

Centro Cultural Dosol
Rua Chile, 40 21h – PeduBreu 20h - Son Of a Witch 19h - Inflamáveis 18h - Mahmed

Casa da Ribeira Rua Frei Miguelinho, 52 17h30 - Sessão Jatobá Filmes, documentário: “Doméstica”, dir.: Gabriel Mascaro (PE) 19h30 - “Mulher Selvagem” - Rosa Antuña/MG (Dança)

Gira Dança Rua Frei Miguelinho, 100 16h – Abertura da Lojinha Gira Mundo (Brechó) Dj Tiago Alves 17h30 – Peça Feminam - Grupo (A) ceita (Teatro) 19h - Varieté TT (Circo)

Pelas Ruas da Ribeira Beco da Quarentena 18h – Arraiá no Beco – DJ Ivanildo Santos Esquina da Rua Dr. Barata com a Tavares de Lyra 18h – 22h – Missigena SoundSystem (música)

Espaço à deriva Rua Frei Miguelinho, 47ª Cenas Derivadas & Variadas Cenas Experimentos Cênicos dos alunos da 1ª turma do Oficinão à Deriva. 18h - Variação sobre Senhora dos Afogados de Nelson Rodrigues (Teatro) Daniella Medeiros Aninha Nolla Peterson Leite 18h40 - Derivação do texto, O teste de Teca (Teatro) Daniella Medeiros Aninha Nolla Peterson Leite 19h - C.A.O.S - jogo-cena 19h30 - Esta Propriedade está Condenada Carlos Styvens Antônio Coelho

Galpão 29 Rua Chile, 29 19h – Eletronic Party (Djs)

Cultura Clube Av. Rio branco 18h – Vj Helder 20h30 – Banda Raçativus

Ateliê Bar e Petiscaria (Ateliê Flávio Freitas) Av. Duque de Caxias, 182 Artista Local - Música

Casa de Ferreira Itajubá Rua Chile, 63 Brechó 

Catalivros Rua Frei Miguelinho, 16h - VIII Cachaça Filosófica Tema: Quando Nietzsche sorriu (da obra "A gaia ciência") Coordenação: Profa. Esp. Maíra Dicha Palestrante: Prof. Me. Túlio Madson

Mukifu Cultura Mix Rua Chile, 79 18h – Tarcísio Sanfoneiro 19h – Escolha da Rainha do São João 21h - Suingue na Pegada/ Dj Bruno Brito

Nalva Café Salão Av. Duque de Caxias, 110 18h - "Ocaso" com ator Alexandre Américo e direção de Acácia de Oliveira (Teatro) 19h – Seu Baldecir (MG) (Música) 20h30 - Boca de 09 funk, soul, samba-rock e dancing

ESPAÇO DESTRILHADOS Rua Frei Miguelinho, 16h30 - Abertura do espaço / Exposição do artista plástico Daniel Torres 17h30 - Leitura Dramática - GRUPO Para Eu Parar de Me Doer 18h30 – Banda Tíre Adharta 19h30 - Esquete Ralf - Hugo Ferreira 20h30 – Artur Soares (voz e violão)

CHEF POTIGUAR É DESTAQUE LOGO MAIS NO FANTÁSTICO

Logo mais no programa Fantástico você vai conhecer a bela história do jovem empreendedor Walter Dantas. Um dos mais renovados chefs da cozinha potiguar, cujo o projeto  Geotrilhas/RN teve a oportunidade de no ano de 2011, durante uma trilha ecológica em sua cidade natal Currais Novos no Seridó  potiguar.

Com uma variedade de pratos servido em seu restaurante, o Quintal da Villa, Waltinho como é conhecido por nós, conquistou o paladar de todos os geotrilheiros, com uma gastronomia comida regional valorizando os ingredientes e temperos da região do Seridó.

O projeto Geotrilhas/RN adianta aos para os internautas que frequentam o nosso blog, o vídeo institucional produzido de SEBRAE, que conta um pouco da história do chef curraisnovense.

É um grande convite para prestigiar mais um talento potiguar que aparece na mídia nacional. 

sábado, 1 de junho de 2013

SENADOR ACREDITA EM RÁPIDA SOLUÇÃO PARA DÍVIDAS DE AGRICULTORES NORDESTINOS


Pode sair em pouco tempo uma solução para mínis e pequenos agricultores nordestinos que, afetados pela estiagem dos últimos anos, estão sem meios para pagar dívidas de financiamentos à produção. 

Em Plenário, nesta sexta-feira (25), o senador Wellington Dias (PT-PI) informou sobre o andamento das negociações sobre o assunto com o governo. O objetivo é enquadrar os mínis e pequenos produtores nas mesmas regras de negociação garantidas aos beneficiários do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). 

Para isso, haverá a necessidade de mudar o texto da lei gerada a partir da Medida Provisória (MP 610/2013) que tratou de ações emergenciais para socorrer os municípios do Nordeste atingidos pela seca. Wellington explicou que o texto da Lei 12.249/2010, ao ser modificado pela MP 610/2013, criou um obstáculo ao atendimento daqueles produtores. É que o texto cita apenas “agricultores pronafianos” ou da “agricultura familiar – Pronaf". 

Dessa forma, os benefícios ficaram limitados aos contratos gerados a partir de 2003, quando foi criado o programa, apesar da semelhança do perfil dos produtores dos contratos anteriores. - O que estamos apresentando é a necessidade de uma correção nesta legislação – observou. O senador afirmou que o diálogo envolve a presidente Dilma Rousseff, a quem um grupo de parlamentares pediu apoio também para os produtores que ficaram de fora da norma. Na quinta-feira (23), o mesmo grupo tratou do assunto com as as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e das relações institucionais, Ideli Salvatti. Além dele, estavam ainda o senador Humberto Costa (PT-PE) e o deputado federal Rogério Carvalho (PT-SE). 

Suspensão de cobrança De fora da renegociação, explicou Wellington, as dívidas daqueles agricultores serão judicialmente executadas pelos bancos credores, como o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil. Assim, cerca de 90 mil famílias estão correndo o risco de perder suas pequenas propriedades. 

Por isso, há outro pleito para a suspensão das execuções, com prazo pelo menos até o fim desse ano para a adesão ao pacote de renegociação, o mesmo tempo dado no caso do Pronaf. - O interesse da presidenta Dilma – e isso é claro no diálogo com ela – é de atender todos, todos os agricultores que estão prejudicados em razão de eventos naturais, como é o caso da seca – disse ele, confiante na solução. - Porque, senão, fica que nem lei de papagaio: dá com o pé, mas toma com o bico – observou. Como lembrou o senador, no caso do Pronaf, a MP 610/2013 definiu diferentes faixas de benefícios para os agricultores. Para contratos de até 35 mil, haverá desconto de até 85% e carência, até 2016, para o início do pagamento do restante. Na faixa entre R$ 35 mil e R$ 100 mil, o desconto vai até 75%, com carência até 2015. 

Financiamentos fora do semiárido contarão com descontos de até 65%, além de carência estendida a 2015. Acima de R$ 100 mil, sem abatimento, há suspensão dos pagamentos até 2015. Como forma de tornar mais ágil a solução para esse segundo grupo de agricultores nordestinos, Wellington explicou ainda que está sendo avaliada a inclusão da proposta em exame, como emenda, em texto de uma medida provisória já em tramitação no Congresso.

Fonte: Agência Senado