quinta-feira, 3 de setembro de 2009

TRILHA ECOLÓGICA DO PICO DO CABUGI


Parque Estadual do Pico do Cabugi - Angicos/RN


A Trilha Ecológica do Pico do Cabugi esta localizada no parque estadual de mesmo nome, sendo realizada pelo grupo no dia 29 de agosto de 2009, numa manhã de muito sol em que superou as expectativas das condições climáticas, haja vista, na semana que antecedeu a realização da trilha, o local foi bastante castigado por fortes chuvas, fato que inviabilizaria a escalada do pico devido ao alto risco de acontecerem acidentes. O Pico do Cabugi é o único vulcão extinto do Brasil que, até hoje apresenta sua forma original. Sua idade isotópica é a mais recente das rochas ígneas brasileiras (± 19 milhões de anos). Possui 590 metros de altitude, com uma composição formada por principalmente por rochas basálticas alcalinas intrusivas, está associado a importante evento magmático terciário da região, responsável por diversos corpos rochosos espalhados pelo estado do Rio Grande do Norte. Ele é pivô de um fato curioso da região: Sua localização esta situada no município de Angicos/RN, porem, todo o apoio logístico necessário para que quem deseja fazer a trilha esta localizado na sede do município vizinho de Lajes, por ser mais próximo. Os dois municípios promovem uma disputa, de certa forma pacifica pela posse administrativa do pico.

Sobre a trilha ecológica, ela é composta de um percurso bastante acidentado, que exige do participante em pouco de preparo físico, sendo de início necessário um bom alongamento para enfrentar os 590 metros de altitude de trechos bastantes acidentados. Soma-se a isso, bastante cuidado por causa da vegetação de caatinga muito fechada, com árvores bastante espinhosas, e animais que podem ser encontrados durante a trilha, como escorpiões, aranhas e cobras.

O maior problema sem dúvida alguma, é a questão da irregularidade do terreno, em que é composto, num primeiro momento de um trecho de acentuada inclinação, que vai dificultando ainda mais, na medida que o visitante vai se aproximando da base do pico, onde ao chegar lá, é recomendado um pequena parada para descanso e recarga de energias antes de encarar o trecho de maior risco, composto do rochas soltas que vão até o cume do pico. Nessa parte do percurso, em certos pontos é necessário que, sendo mais de um visitante, a escalada seja feita numa formação "lado a lado", para evitar que se acontecer deslizamentos de rochas, não atinja ninguém, pois pode ser fatal caso ocorra. O visitante terá de ter muito cuidado, ao ponto de ir praticamente, em alguns trechos, quase que totalmente agachados, antes de chegar ao topo, mas, o percurso pode ser mais seguro se for tomada uma trilha que circunda ao redor do pico, havendo apenas uma ressalva num ponto onde há incidência de enxame de abelhas, mas não havendo muito barulho, praticamente o risco oferecido é zero, prosseguindo sem nenhum problema. Neste mesmo trecho, a natureza é bastante cordial com os participantes, ao passo de mandar varias rajadas de ventos, tornando a subida mais agradável até a chegada no cume do pico, onde proporciona uma visão belíssima e ampla da região central do Rio Grande do Norte, uma oportunidade impar que só pode ser descrita apenas por aqueles que superam os 590 metros de pura emoção que essa trilha oferece. Vale a pena conferir.

GEOTRILHAS no Pico do Cabugi



A viagem para o Pico do Cabugi provocou uma acentuada evasão dos muitos participantes cativos do grupo, devido ao temor de acidentes, como os ocorridos recentemente no local. Desta vez o GEOTRILHAS chegou com apenas um números de sete participantes, onde muitos tiveram a oportiunidade de fazerem sua estreia no grupo.

De início , ao chegarmos em Lajes fizemos logo contato com o nosso guia local - Canindé Barros,que nos surpreendeu pela sua dedicação em divulgar o potencial turístico da cidade. Canindé é membro de um grupo ecológico local, e também, vereador pelo Partido dos Trabalhadores, que mesmo sendo possuindo esse cargo no poder legislativo, continua a exercer seu trabalho de guia no Pico do Cabugi, justificando pelo amor que possui pela natureza. Prosseguindo, fomos conhecer diversos pontos da cidade de lajes, que possuem potencial turístico para serem explorados, como a antiga estação ferroviária (abandonada), o prédio da prefeitura, o clube União Caixeiral, a Casa de Cultura (detentora de uma boa estrutura, principalmente no auditório), o centro comercial com seus prédios históricos, o mercado público, e a igreja matriz.Ao termino desse roteiro pela cidade, seguimos com destino ao Parque Estadual do Pico do Cabugi, onde de longe já notamos sua grande imponência. Por todo o percurso tivemos uma grande dificuldade por causa das irregularidades do terreno, ao ponto de pararmos por duas vezes para descansar.

Constatamos que infelizmente muitos visitantes ainda teimam em degradar o patrimônio natural com inscrições nas arvores, e nas rochas, além de não recolherem o lixo produzido em suas escaladas. O nosso grupo aproveitou a a oportunidade para fazer uma coleta do lixo durante o percurso de volta.

Mas voltando a escalada, ao chegarmos na base do pico, organizamos a subida de forma que todos fossem perfilados um ao lado do outro, com o propósito de evita possíveis acidentes. Chegando no trecho da trilha final, antes de atingirmos o cume do pico, redobramos o cuidado devido ao estreito espaço existente a parede do pico e o penhasco, além do cascalho solto e escorregadio, e mais, a probabilidade de ataque de abelhas. Contudo, tivemos o beneficio de aproveitar as correntes de ar que insidiam do lado oeste do pico, fato que aliviou o forte calor do meio-dia, hora que chegamos finalmente ao ponto mais alto do Pico do Cabugi, em que contemplamos a fantástica vista do alto de toda a região, e onde foi registrada a foto da conquista do grupo, tendo como testemunha o pavilhão nacional.

Iniciamos a descida sem nenhum problema até chegarmos a propriedade do senhor Raimundo Gurgel, onde nos reidratamos com bastante água, antes de seguir viagem e volta ao município de Lajes, onde foi realizado o almoço de confraternização, na churrascaria O Patuense, já por volta das 14h:00. Na oportunidade, degustamos o prato típico da região, o bode, acompanhado de vários outros tipos de carne.

Em seguida o GEOTRILHAS fez uma rápida reunião com alguns representantes dos cursos de Turismo e Segurança do Trabalho, do Núcleo de Ensino Avançado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - IFRN, localizado no município. Forma debatidos assuntos ligados a divulgação do núcleo e principalmente, o grande potencial turistico da cidade de encontra-se adormecido.

O Objetivo da reunião foi encontrar medidas capazes de alavancar todo esse potencial para trazer desevolvimento econômico para cidade. Foram sugeridas algumas medidas de médio e longo prazo, além do comprometimento do vereador Canindé Barros de buscar alternativas que viabilizem esse tipo de desenvolvimento perante ao poder legislativo. Ficou também certo que o grupo GEOTRILHAS irá aprofundar melhor o estudo sobre a questão, em parceria com os representantes dos cursos, para podermos viabilizar tais ambições, e a expectativa de voltar ao município no mês de novembro, para realização da Trilha da Serra do Feiticeiro, com o intuito de fazer um olhar mais crítico e analítico do objeto a ser pesquisado.

Sairmos com destino a Natal realizados pela conquista do cume do Pico do Cabugi, levando consigo as mais belas imagens do topo e, também, a esperança de poder ajudar aos nossos companheiros de Lajes a buscarem o tão aguardado desenvolvimento turísticos da cidade, para que a economia local posa ser mais incrementada, possibilitando emprego e renda para seus moradores.

Raio-X

Nível de Dificuldade – Alto
Localização do Parque – Ótimo
Disponibilidade de Socorro Médico – Bom
Apoio Logístico - Ótimo

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com bstante água;
- Levar kit de primeiros socorros;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores, frutas, sementes, ramos, mudas, lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos.
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar no parque com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do guia.

Onde comer
Churrascaria O Patuense
Fone: 84 9965-0220

Onde ficar
Pousada Cabugi
Fone: 84 3532-2126 / 3532-2544


Contatos para realização de trilha

Canindé Barros
Fone: O84 3532-2090 / 9911-0240
e-mail: caninderocha2009@gmail.com

Ou

GEOTRILHAS
Geoturismo & Turismo Rural
e-mail: geotrilhasturismo@gmail.com

Vídeo da Trilha