sábado, 31 de maio de 2014

FRANÇA VER EM CARONAS E CARROS ELÉTRICOS UMA FORMA DE TRANSPORTE VERDE


Percorrer Paris de carro é um pesadelo: engarrafamentos de até 280 km e falta de vagas de estacionamento são situações corriqueiras. Qual a solução? 

Primeiro vieram as motos, e agora os veículos elétricos. 

A partir de outubro, Paris terá como alvo da vez o compartilhamento de caronas. 

A capital francesa tem como objetivo reduzir o tráfego e proteger o meio ambiente. 

Autolib é o nome da empresa de bicicleta motorizada, Vélib , que desde 2007 tem ao seu serviço 1.500 estações parisienses. 

Paris espera o mesmo sucesso dos seus 3.000 carros elétricos. "Até agora não há nenhuma metrópole que oferece este serviço de veículos que compartilhar uma magnitude semelhante", diz ele com orgulho projeto web. A questão agora é saber se os cidadãos estão dispostos a utilizar estes carros elétricos. 

A prática de compartilhamento ocorre apenas com os veículo na França : estima-se que apenas cerca de 25 mil franceses fazem, enquanto que em países como a Alemanha, o número é seis vezes mais. 

Atualmente existem quatro empresas em Paris com um total de 500 carros . Especialistas estimam que a partilha de carro poderia substituir 15 vagas. E com que a cidade espera para descarregar as ruas em 25%. 

Nos horários de pico, o tráfego em Paris está paralisando em congestionamentos de até 280 quilômetros. 

Além disso, há estacionamento insuficiente que os motoristas disputam.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

RESÍDUOS DE SÓLIDOS NO CONTEXTO DO MEIO AMBIENTE


Não é possível abordar a questão da gestão de resíduos sem contextualizar toda questão ambiental. A questão dos resíduos sólidos deve ser tratada como parte integrante dos grandes temas de meio ambiente. 

Os seres humanos e a humanidade por extensão costumam despertar para uma realidade quando submetidos a situações-limite. Assim é com os resíduos sólidos, assim foi com o meio ambiente como um todo. 

O acidente na Baia de Minamata no Japão (epidemia que ocorreu nesta baía do Japão, há mais de 50 anos, onde alguns milhares de pessoas ingeriram peixes contaminados com mercúrio e desenvolveram doenças neurológicas graves, com sequelas por várias gerações, como danos irreversíveis no organismo e doenças teratogênicas) despertou a consciência humana para a compreensão de que nós fazemos parte e estamos integrados em um mundo natural. 

O planeta tem uma potencialidade infinita representada por sua biodiversidade e ao mesmo tempo com suscetibilidades próprias e muito delicadas, conforme comprovam os acidentes com poluição nas águas, que são a face mais notável da exposição ambiental. 

O meio-ambiente no qual vivemos é integrado por três compartimentos distintos, todavia relacionados entre si: o meio físico, constituído de rochas, solos, águas superficiais, águas subterrâneas, geomorfologia e climas; o meio biológico constituído de flora e fauna, e o meio antrópico ou socioeconômico, correspondente a todas as atividades humanas e suas relações com os meios anteriores (NAIME, 2004). 

Portanto, para se tiver condições de perceber o meio-ambiente, é necessário obter um conhecimento básico dos meios físico e biológico, para poder avaliar suas inter-relações com o meio antrópico. 

As próprias resoluções do Conselho Nacional do Meio-Ambiente que orientam os trabalhos a serem efetuados na área ambiental têm conceitos que obrigam a compreensão integrada e sistêmica, com ampla influência da Teoria Geral dos Sistemas. 

O conceito de impacto ambiental do Art. 1º da Resolução 001 de 23 de janeiro de 1986 considera “impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio-ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente podem afetar: I a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II as atividades sociais e econômicas; III a biota IV as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V a qualidade dos recursos ambientais”. 

No Artigo 6º, a mesma Resolução define que o estudo de impacto ambiental desenvolverá trabalhos nas áreas do meio físico, meio biológico e meio socioeconômico. 

A influência dos conceitos sistêmicos é evidente. 

Um sistema é um conjunto de elementos e das relações entre eles e seus atributos. (HALL e FAGEN, 1956). 

Um conjunto de objetos ou atributos e das suas relações, que se encontram organizados para executar uma função particular. (THORNESS E BRUNSDEN, 1977). 

Um sistema é um conjunto de unidades com relações entre si. A palavra “conjunto” implica que as unidades possuem propriedades comuns. 

O estado de cada unidade é controlado, condicionado ou dependente do estado das outras unidades (MILLER, 1965). A riqueza da humanidade pode ser de várias naturezas: material, cultural, biológica e outras. A riqueza material corresponde aos conjuntos de materiais disponibilizados para serem transformados em modo de sustento ou acumulação. 

A cultura corresponde ao conjunto de significados que os seres humanos atribuem a suas experiências de vida. E a riqueza biológica é representada pela biodiversidade, que por ser pouco conhecida, é pouco compreendida em toda a sua extensa importância. 

A expressão biodiversidade tem um amplo significado. Engloba a variabilidade genética que é a diferença existente entre indivíduos da mesma espécie, como a cor dos olhos, por exemplo; expressa também a diversidade biológica que significa a quantidade de espécies (e, por consequência de genes e cadeias genéticas) existente. Também integra o conceito de processo ecológico, que descreve todas as reações que ocorrem dentro de uma cadeia de vida. 

Ecossistema pode ser definido como a aplicação conceitual da teoria geral dos sistemas, à ecologia, significando toda a relação entre os indivíduos e seus atributos, envolvendo matéria, energia e informação. 

De todos estes aspectos, a diversidade genética talvez represente a expressão maior do patrimônio natural, representando milhões de anos de evolução, concentrados no espaço e no tempo, e que podem representar um patrimônio imensurável e intangível de codificações genéticas com suas devidas atribuições.

Artigo de Roberto Naime

quinta-feira, 29 de maio de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL PODE REDUZIR A PRODUÇÃO DE CHOCOLATE NO MUNDO


Imagem: Cadeg
O aquecimento global pode deixar a humanidade sem uma de suas iguarias favoritas. Pelo menos para uma grande parte da população, o chocolate, ou pelo menos torná-la uma das delícias gastronômicas mais caras. 

De acordo com um estudo recente, as plantações de cacau na África Ocidental, que produz mais de 50% da matéria-prima para o chocolate do mercado global, poderia desaparecer nas próximas décadas. 

De acordo com o relatório do Centro Internacional de Agricultura Tropical , o aumento da temperatura de dois graus Celsius até 2050 na região de Gana e Costa do Marfim, essas áreas se tornam impróprias para a produção de cacau . 

Os resultados desta mudança do clima, inclusive econômica, poderia ser um aviso prévio para 2030. Então, os preços do chocolate iria disparar. 

Os cientistas estão procurando uma solução para salvar as plantações de cacau africanas. Entre as possíveis soluções para esta situação, os especialistas estaria a transferência das plantações de cacau para lugares mais altos. 

No entanto, nestas regões,o terreno é bastante plano, tornando a cultura um pouco mais eficaz. Outras alternativas seriam o plantio de árvores de grande porte que podem sombrear o cacau, bem como o desenvolvimento de novos sistemas de irrigação. 

Enquanto isso, os amantes do chocolate não têm escolha a não ser esperar que os especialistas possam resolver este problema antes que seja tarde demais .

terça-feira, 27 de maio de 2014

MAPA TECTÔNICO DA AMÉRICA DO SUL É FINALIZADO


A versão final impressa do Mapa Tectônico da América do Sul, na escala 1:5.000.000, foi apresentada, em fevereiro deste ano, durante a Assembleia Geral da Comissão da Carta Geológica do Mundo (CGMW) em Paris. 

A execução contou com o apoio técnico e financeiro do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e do Serviço Geológico da Argentina (SEGEMAR), utilizando modernos parâmetros da cartografia digital, sob a égide da CGMW e da Associação Ibero-Americana de Serviços Geológicos e Mineiros (ASGMI). 

A elaboração envolveu uma extensa análise de dados coletados em diferentes países sul-americanos, posteriormente atualizados e ajustados, contando ao todo com a participação de meia centena de colaboradores sul-americanos, tanto de universidades, quanto de serviços geológicos. Importante contribuição também foi dada pela Petrobras. 

Esta é a segunda edição (a anterior foi publicada 1978) e apresenta informações atualizadas sobre os grandes elementos estruturais e propriedades da crosta terrestre no continente sul-americano, além dos processos que as originaram e a sua evolução no tempo geológico (“tectônico” vem do grego e significa “relativo à construção”). O mapa tectônico também possibilita, por exemplo, um melhor entendimento de áreas sujeitas a terremotos e vulcanismo ou a busca de recursos minerais. 

A proposta de uma nova versão do mapa foi apresentada em 2002, e as atividades começaram em 2004, tendo na coordenação geral de execução os professores Umberto Cordani da Universidade de São Paulo e Victor Ramos da Universidade de Buenos Aires. 

O primeiro é responsável pela Plataforma Sul-Americana e o segundo pela Cordilheira Andina e Patagônia. A vice-coordenação coube a Inácio Delgado (ex-CPRM), Marcelo Cegarra (SEGEMAR) e Lêda Fraga (CPRM). A integração de informações das áreas oceânicas adjacentes foi realizada por Kaiser de Souza (ex-CPRM) e Franscisco Edson M. Gomes (CPRM). 

A cartografia digital e o geoprocessamento das informações foram executados pelas divisões de Cartografia e Geoprocessamento da CPRM e SEGEMAR. Na Divisão de Cartografia da CPRM, nas pessoas de Paulo Roberto Bastos e Michel da Silva Sanguinetti, e na Divisão de Geoprocessamento da CPRM, nas pessoas de João Henrique Gonçalves e Luiz Fernando Fernandes. 

O primeiro passo para permitir a execução do projeto foi a realização de uma nova base geográfica georreferenciada da América do Sul em WGS-84, através da utilização de imagens LANDSAT-TM e SRTM, que será utilizada também em outros projetos similares sul-americanos. 

A gestão da realização desse e de outros projetos da CGMW no continente sul-americano é de responsabilidade da Subcomissão da CGMW para a América do Sul, representada por Carlos Schobbenhaus (CPRM), Jorge Gomez Tápias (Serviço Geológico da Colômbia) e Lêda Maria Fraga (CPRM). Além de ser um produto de importância técnico- científica mundial, apresentado sobre uma mesma base cartográfica e usando tecnologia SIG, esse mapa permitiu a cooperação técnica e intercâmbio de conhecimentos entre as equipes dos serviços geológicos participantes, explica Schobbenhaus. 

O professor Cordani comentou a relevância da colaboração dos muitos geólogos de várias superintendências regionais da empresa que se prontificaram a partilhar os seus conhecimentos técnicos para a confecção do mapa e diz que, “Não teria sido possível laboração de um mapa tão abrangente sem contar com a contribuição dedicada e continua recebida de parte de muitos setores da CPRM”. 

A publicação está prevista para o segundo semestre deste ano, em versões digital e impressa. A versão impressa (off-set) será realizada com suporte financeiro da UNESCO. Futuramente deverá integrar o Mapa Tectônico do Mundo a ser elaborado pela CGMW.

Fonte: CRRM

AZEITE DE OLIVA PODE PROTEGER SAÚDE DE POLUIÇÃO DO AR

Imagem: Planeta Sustentável
Um novo estudo sugere que suplementos de azeite de oliva podem ajudar a neutralizar os danos provocados pela poluição atmosférica à saúde cardiovascular. Sabe-se que a exposição aos poluentes do ar, entre outros prejuízos, pode danificar o revestimento dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças como a aterosclerose, que ocorre com o entupimento dos vasos. 

“Como o azeite de oliva e a gordura do peixe são conhecidos por beneficiar os vasos sanguíneos, decidimos estudar se suplementos desses alimentos poderiam reverter o impacto da poluição”, diz Haiyan Tong, biologista da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e coordenadora do estudo. 

A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira durante a Conferência Internacional da Sociedade Americana Torácica, em San Diego, foi realizada com 43 indivíduos saudáveis. Parte deles ingeriu um suplemento contendo três gramas de azeite de oliva por dia durante um mês; outra parte recebeu suplementos de óleo de peixe; e o restante não recebeu suplemento algum. Depois, todos os participantes foram expostos a um ambiente controlado com ar filtrado durante duas horas e, no dia seguinte, a um ambiente controlado contendo poluentes atmosféricos. 

Os pesquisadores avaliaram a função dos vasos sanguíneos dos participantes após eles serem expostos aos dois ambientes. A equipe observou que, após serem expostos aos poluentes, os indivíduos que não tomaram suplementos ou ingeriram óleo de peixe apresentaram uma piora em diversos aspectos da função vascular – prejuízo que não foi observado entre aqueles que tomaram suplementos de azeite. 

“Se os resultados do nosso estudo forem replicados em novas pesquisas, o uso desses suplementos pode ser uma forma segura, barata e eficaz de neutralizar algumas das consequências da exposição à poluição do ar à saúde”, diz Haiyan. 

PREJUÍZO 
Uma pesquisa apresentada durante a mesma conferência indicou que fetos expostos a altos níveis de poluição atmosférica durante o segundo trimestre da gestação correm um maior risco de ter asma na infância. A relação entre poluentes e asma já era conhecida, mas nenhum estudo havia especificado em que momento da gravidez essa exposição é mais prejudicial. O estudo, feito na Faculdade de Medicina Icahn em Mount Sinai, Estados Unidos, acompanhou 430 crianças desde o nascimento até completarem sete anos.

GEMAN PROMOVE SORTEIO EM COMEMORAÇÃO AO ANIVERSÁRIO DE 10 ANOS


O Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos promove o sorteio de um super kit em alusão ao seu 10º aniversário.

O sorteio que será realizado no dia 7 de junho, durante a cerimonia oficial do aniversário, a ser realizada na Base Naval de Natal.

Participe e faça parte dessa história. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

ARTIGO DE LEONARDO BOFF DEBATE SOBRE O SER HUMANO E A RELAÇÃO COM O PLANETA

O ser humano: porção consciente e inteligente da Terra
O ser humano consciente não deve ser considerado à parte do processo da evolução. Ele representa um momento especialíssimo da complexidade das energias, das informações e da matéria da Mãe Terra. 

Cosmólogos nos dizem que atingindo certo nível de conexões a ponto de criarem uma espécie de um uníssono de vibrações, a Terra faz irromper a consciência e com ela a inteligência, a sensibilidade e a capacidade do amor. O ser humano é aquela porção da Mãe Terra que, ao alcançar certo nivel de complexidade, começou a sentir, a pensar, a amar, a cuidar e a venerar. Nasceu, então, o ser mais complexo que conhecemos: o homo sapiens sapiens. Por isso, segundo mito antigo do cuidado, de húmus (terra fecunda) se derivou homo/homem e de adamah, em hebraico (terra fértil) se originou Adam- Adão (o filho e a filha da Terra). 

Em outras palavras, nós não estamos fora nem acima da Terra viva. Somos parte dela, junto com os demais seres que ela também gerou. Não podemos viver sem a Terra, embora ela possa continuar sua trajetória sem nós. 

Por causa da consciência e da inteligência somos seres com uma característica especial: a nós foi confiada a guarda e o cuidado da Casa Comum. Melhor ainda: a nós cabe viver e continuamente refazer o contrato natural entre Terra e Humanidade pois é de sua observância que se garantirá a sustentabilidade do todo. 

Essa mutualidade Terra-Humanidade é melhor assegurada se articularmos a razão intelectual, instrumental-analítica, com a razão sensível e cordial. 

Damo-nos conta mais e mais de que somos seres impregnados de afeto e de capacidade de sentir, de afetar e de ser afetados. Tal dimensão possui uma história de milhões de anos, desde quando surgiu a vida há 3,8 bilhões de anos. Dela nascem as paixões, os sonhos e as utopias que movem os seres humanos para a ação. Esta dimensão, também chamada de inteligência emocional foi recalcada na modernidade em nome de uma pretensa objetividade da análise racional. 

Hoje sabemos que todos os conceitos, idéias e visões do mundo vem impregnados de afeto e de sensibilidade (M. Maffesoli, Elogio da razão sensível, Petrópolis 1998). Se assim não fosse não seria humana, mas algo maquínico. 

A inclusão consciente e indispensável da inteligência emocional na razão intelectual nos motiva mais facilmente ao cuidado e ao respeito da Mãe Terra e da multiplicidade de seus seres. Junto a esta inteligência intelectual e emocional existe no ser humano também a inteligência espiritual . Ela não é um dado apenas do ser humano, mas segundo renomados cosmólogos, uma das domensões do universo. O espírito e a consciência têm o seu lugar dentro do processo cosmogênico. 

Podemos dizer que eles estão primeiro no universo e depois na Terra e no ser humano. A distinção entre o espírito da Terra e do universo e nosso espírito não é de princípio mas de grau. 

Este espírito está em ação desde o primeiríssimo momento após o big bang. Ele é aquela capacidade que o universo, mediante suas partículas e energias,mostra de fazer de todas as relações e interdependências uma unidade sinfônica. 

Sua obra é realizar aquilo que alguns físicos quânticos (Zohar, Swimme e outros) chamam de holismo relacional: articular todos os fatores, fazer convergir todas as energias, coordenar todas as informações e todos os impulsos para cima e para frente de forma que se forme um Todo e o cosmos apareça de fato como cosmos (algo ordenado) e não simplesmente a justaposição de entidades ou o caos. 

É neste sentido que não poucos cientistas (A. Goswami, D. Bohm, B. Swimme, Bateson e outros) falam do universo autoconsciente e de um propósito que é perseguido pelo conjuntos das energias em ação. Não há como negar esse percurso: das energias primordiais passamos à matéria, da matéria à complexidade, da complexidade à vida e da vida à consciência, da consciência à autoconsciência individual e da autoconsciência individual à autoconsciênica coletiva, aqulo que Teilhard de Chardin chamava de à noosfera pela qual nos sentimos uma mente coletiva. 

Todos os seres participam de alguma forma do espírito, por mais “inertes” que se nos apresentem, como uma montanha ou um rochedo. Eles também estão envolvidos numa incontável rede de relações por todos os lados, relações estas que são a manifestação do espírito. Formalizando poderíamos dizer: o espírito em nós é aquele momento da consciência em que ela sabe de si mesma, se sente parte de um todo maior e percebe que um Elo misterioroso liga e re-liga todos os seres, fazendo que haja um cosmos e não um caos. Esta compreensão desperta em nós um sentimento de pertença a este Todo, de parentesco com os demais seres da criação, de apreço por seu valor intrínseco pelo simples fato de existirem e revelarem algo do mistério do universo. Viver é extasiar-se e encher-se de veneração e respeito. 

Ao falarmos de sustentabilidade em seu sentido mais global, precisamos incorporar este momento de espiritualidade cósmica, terrenal e humana, para ser completa, integral e potenciar sua força de sustentação. 

Leonardo Boff é autor de Ecologia: grito da Terra-grito dos pobre:. Dignidde e direitos da Mãe Terra, a sair pela Vozes 2014.

domingo, 25 de maio de 2014

CRIATIVIDADE: HOTEL NO MÉXICO É FEITO COM TUBOS DE CONCRETO



Embora a ideia de dormir dentro de um tubo de concreto provavelmente não pareça ser atraente, o escritório de arquitetura T3arc encontrou uma maneira de tornar esta experiência não apenas confortável, mas também única. Construído em apenas três meses, o Tubohotel, aberto em 2010, é um destino de férias com preço acessível. 

O hotel está localizado a cerca de 45 minutos ao sul da Cidade do México, dentro de uma horta orgânica na aldeia de Tepoztlan, em Morelos. Os quartos do hotel estão empilhados em forma de pirâmide, o que reflete a pirâmide asteca de El Tepozteco com vista para a cidade. A construção toda foi criada a partir de tubos de concreto reciclados. Os tubos são bastante térmicos e mantêm a temperatura confortável tanto durante o dia, quanto à noite. A disposição dos tubos foi aleatória com respeito à topografia. 

O conceito de hotel em tubos foi ideia do arquiteto alemão Andreas Strauss, que criou o Dasparkhotel em 2006. Os arquitetos do T3arc se inspiraram em Strauss e ampliaram a ideia criando módulos triangulares de dois andares. Pelo empilhamento de um tubo superior em dois tubos-base, eles foram capazes de criar uma exibição visual impressionante, sem afetar o meio ambiente natural. 

O Tubohotel oferece 20 quartos de concreto, cada um medindo 2,44 m de largura e 3,5 m de comprimento e são mobiliados com uma cama queen size, mesa de luz, ventilador, uma gaveta de baixo da cama e cortinas para manter uma certa privacidade. Os quartos têm vista para um pátio central, completamente cercados por exuberantes árvores nativas. Os quartos não possuem banheiros, mas os hóspedes têm acesso a banheiros comunitários localizado na propriedade do hotel.

Fonte: Ciclovivo