domingo, 23 de agosto de 2009

CIRCUITO DO BREJO PARAIBANO

O Circuito do Brejo Paraibano é um roteiro turístico elaborado pelo GEOTRILHAS composto por uma viagem repleta de muita aventura, história e cultura envolvendo as cidades de Areia e Bananeiras, localizadas na região do brejo paraibano, onde o visitante encontra as mais belas paisagens dos verdes vales que circundam estes dois municípios, além de baixas temperaturas que podem chegar à casa dos 8° C dependendo da época do ano.


TRILHA DO RONCADOR - Bananeiras/PB


Esta viagem tem seu ponto inicial na cidade de Bananeiras, em que o visitante pode conhecer a história da cidade por meio de um city tour, onde abrange os principais pontos turísticos como o conjunto arquitetônico, Sobrado das Meninas, Centro Cultural Isabel Burity, Igreja de Nossa Senhora do Livramento, Engenho Goiamunduba (fabricação da famosa cachaça Rainha), entre outros. Logo após o visitante é convidado para despertar o seu instinto de trilheiro na fantástica Trilha do Roncador, uma verdadeira aventura composta por no seu trajeto por ruínas de um antigo engenho (composto por casa-grande, casa do engenho e capela), casa de farinha, um antigo túnel ferroviário repleto de morcegos,vegetação serrana com a vista dos vales aos redores, plantações, nascentes, frutas de época manga, banana, caju, araçá, cajá e etc.

O ponto alto da trilha é a finalização com a espetacular cachoeira do roncador, uma queda d’água com cerca de 12 metros de altitude, onde o visitante poderá tomar um m erecedor banho, e também, praticar decida em rapel ou tirolesa. Ao voltar para a sede do município os participantes estarão convidados para almoçarem uma boa comida regional num dos cartões postais de Bananeiras – A Pousada e Restaurante Estação Antiga – um prédio histórico que foi construído em 1925 pela Great Western do Brasil, ficando em atividade até o ano de 1970 sob a administração da Rede Ferroviária do Nordeste, que após a desativação do ramal ferroviário que passava pela cidade, ficou abandona até 2005 quando foi transformada em uma pousada e restaurante com uma boa estrutura, fazendo com que o visitante possa regredir suas memórias ao passado.

Após o final da refeição, o grupo é reunido para tomar destino à próxima parada do circuito localizada na cidade de Areia.

GEOTRILHAS em Bananeiras



O grupo GEOTRILHAS fez deslocamento ao estado da Paraíba nos dias 01 e 02 de agosto de 2009 com destino as duas cidades que compõem o circuito com um total de vinte e oito participantes das mais variadas classes e profissões. O primeiro destino da viagem foi à cidade de Bananeiras, onde nos surpreendeu a estrada que da acesso a cidade pela quantidade de curvas na subida da serra e a paisagem repleta pés de banana, associando logo ao porquê do nome da cidade. Chegando ao marco zero da cidade – A Igreja Nossa Senhora do Livramento – já tivemos logo de cara uma idéia da baixa temperatura da região, em que pela hora que chegamos (por voltas das 11h: 00), o clima estava bem agradável. Do alto do mirante da igreja tivemos uma bela vista de toda cidade, que por sinal se mostrou muito bonita em todos os aspectos. Lá foi o nosso primeiro contato com o nosso guia: Joilson Custódio e sua equipe, onde tivemos os primeiros encaminhamentos para realização da trilha.

Em seguida fomos com destino ao distrito de Angelim para dar início a Trilha do Roncador. Ao chegarmos, realizamos um breve alongamento para enfrentar os 15 Km de trilha por uma paisagem belíssima com muito verde e o clima do vale. Nossa primeira parada foi nas ruínas de um antigo engenho composto pela casa grande, à capela, em que por sinal destacava-se o seu altar com um alto grau de conservação, e as ruínas da casa de engenho, restando apenas algumas paredes e a chaminé. Continuamos a trilha passando por pomares dentro das propriedades rurais até chegarmos a uma casa de farinha em atividade no percurso. De lá fomos com destino até a Gruta dos Morcegos (um antigo túnel ferroviário desativado com uma extensão de aproximadamente 400 metros e repleta de morcegos). Em seguida partirmos até chegar ao ponto principal da trilha a - Cachoeira do Roncador – um cenário paradisíaco com uma queda d’água com 20 metros de água cristalina, em que foi inevitável não tomar um bom banho para recarregar as energias necessárias para encarar a subida íngreme de volta.

O trecho de volta é um pouco complicado devido ao terreno bastante acidentado, exigindo dos participantes um pouco de preparo físico para enfrentar a subida do vale, até chegar à parte plana onde daí por diante não há nenhuma dificuldade.

O que nos chamou a atenção na trilha foi, além das belas paisagens, a simpatia das pessoas que residem nas proximidades da Trilha do Roncador, que sempre nos cumprimentavam ao passar do grupo.

Finalizamos a visita a Bananeiras com um almoço na Pousada Estação Antiga, antes de seguir viagem com destino ao município de Areia. Saímos de Bananeiras com ótimas recordações e, sem dúvida alguma, com o melhor banho de cachoeira de nossas vidas, além do agradecimento pela atenção de todos os nossos colaboradores.

Raio-X

Nível de Dificuldade – Alta
Localização do Parque – Bom
Disponibilidade de Socorro Médico – Ruim
Apoio Logístico - Bom

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves e confortáveis;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com água;
- Levar lanche de fácil disgetão;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores,lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos.
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar no parque com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Jogar seu lixo nas lixeiras, seguir os painéis informativos e obedecer às instruções dos funcionários do Parque.

Onde comer
Pousada e Restaurante Estação Antiga
Fone: 83 3367-1339

Onde ficar
Pousada e Restaurante Estação Antiga
Fone: 83 3367-1339

Contatos para realização de trilha
Joilson Custódio
Fone: O83 9141-0312
e-mail: jocavn_pb@hotmail.com

Ou

GEOTRILHAS
Geoturismo & Turismo Rural
e-mail: geotrilhasturismo@gmail.com

Vídeo da Trilha
Parte 1



TRILHA DO CUMBE - Areia/PB



Chegando a Areia o grupo, após esta devidamente hospedado, segue a caminho do Parque Estadual da Mata de Pau Ferro, aproximadamente 5 km da cidade, na comunidade da Chã do Jardimum. A mata é uma das últimas remanescentes de Mata Atlântica do Nordeste representando 1% de mata de Brejo de Altitude que ainda existe na Paraíba com 607 hectares funcionando como um refúgio para animais ameaçados de extinção como o pássaro pintor, a cobra jararaca entre outros. Chegando lá é realizada a Trilha do Cumbe, com inúmeras árvores gigantescas, formigões, diversos pássaros, plantas venenosas como a erva de rato e o cipó cururu etc., bica e a Barragem Vaca Brava.

Terminada a trilha do Cumbe é feita uma visita ao centro de artesanato da comunidade onde estão à disposição de todos os objetos fabricados em palha pela Associação “Mão na Arte” para comercialização. De lá, todo o pessoal vai até uma área de propriedade da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, onde terá a oportunidade de conhecer os bambus gigantes de Areia, uma espécie de bambu originário da Índia que pode atingir impressionantes 30 metros de altura.

Antes da segunda parte do roteiro de Areia, o grupo é mais uma vez convidado para almoçar, agora na Churrascaria Castello, em que o visitante poderá apreciar uma ótima comida regional, com uma boa variedade de pratos, além de ter livre o consumo.
Logos após o almoço é iniciada a segunda parte do roteiro composto por um verdadeiro caldeirão histórico-cultural, onde será feita uma visita ao Engenho da Cachaça Triunfo, e em que é apresentado pelos próprios donos a história do engenho, e como se dar a produção da cachaça, além de ser oferecido pelos anfitriões uma seção de degustação das variedades da cachaça, num local destinado a recreação com muitas flores e verde no próprio engenho. Nesta mesma área esta localizada a lojinha da Triunfo onde o visitante poderá adquirir os inúmeros produtos da Triunfo, que vão de as cachaças, corservas, doces, trufas, até artesanato de cerâmica e camisas.

Em seguida, é feito deslocamento para o Museu da Rapadura, formado por uma antiga estrutura de um engenho com casa grande, repleta de móveis e utensílios usados na época aureia da cana-de-açúcar na região, como também a casa de engenho com todo o velho maquinário datado da época da escravidão, como também, as primeiras máquinas do gênero após a Revolução Industrial.

Finalizando a estadia na cidade, é feita uma visita ao belo conjunto arquitetônico do centro histórico de Areia, onde são visitados o Sobrado de José Rufino, a casa de Pedro Américo, Museu Regional de Areia, Igreja do Rosário dos Pretos, Matriz de Nossa Senhora da Conceição e fechado no Teatro Minerva, o teatro mais antigo do estado.

GEOTRILHAS em Areia


A nossa partida para Areia foi ainda na noite do dia 01 de agosto. Após enfrentamos um trecho de forte nevoeiro, que foi do retorno da cidade de Remigio até Areia, chegamos ao local da hospedagem, que foi na Casa de Hóspedes do campus da UFPB, aos cuidados de Sr. Everaldo de Oliveira. Após devidamente alojados fomos até o centro da cidade conhecer um pouco da noite da cidade.

Chegando lá, ficamos encantados pela beleza do centro histórico com seus casarões e fachadas num estado de conservação magnífico, parecendo que o tempo parou naquela cidade, características estas que estendesse ao comércio local, com uma decoração bem tradicional. Conhecemos o irreverente Bar do Chifre, a galeria de artes do SEBRAE, e uma boa cafeteria onde servem ótimas opções de drinks à base de café, opção ideal para enfrentar o frio de 15° C que marcava o termômetro da praça central.

Pela manhã, após o café servido pontualmente as 06h: 00, na casa de hóspedes, fizemos uma rápida visita as dependências do campus da UFPB até a chagada da nossa guia – Luciana Balbino, que nos conduziu até o Parque Estadual da Mata de Pau Ferro, para realizarmos a Trilha do Cumbe, uma trilha em que se caracteriza pela grande quantidade de espécimes de arvores, como o próprio pau ferro e a macaíba, além das plantas venenosas e ornamentais, mas que não oferecia risco algum ao grupo.

O ponto final da nossa trilha foi até a bica de onde regressamos a pé pela PB-079 até a Associação “Mão na Arte”, onde conhecemos alguns produtos artesanais fabricados pelas associadas, e também, foi o local onde a nossa guia apresentou um estudo realizado por ela que abordou o trabalho feito pelas associadas, que rendeu a Luciana apresentações em eventos sociais em outros estados do Brasil.

Saímos da comunidade indo direto para o sítio do Sr. Marinaldo. Localizado dentro do terreno da UFPB, em que tivemos a oportunidade de conhecer os bambus gigantes de Areia, em que nos surpreendeu pelo tamanho. De lá fomos até o Engenho Triunfo, onde é feita a cachaça de mesmo nome. Ao chegarmos fomos logo recepcionados pela simpática Maria Júlia (proprietária) que contou como foi o surgimento do engenho, e como é feita a cachaça, assim como o trabalho social desenvolvido com os seus empregados. Em seguida convidou o grupo para uma degustar as mais diversas variedades da cachaça produzida pela Triunfo, e outros drinks preparados a base da bebida. Após a o grupo ter se municiado com vários produtos comprados na lojinha da Triunfo, nos despedimos de nossos anfitriões e fomos com destino a Churrascaria Castello para almoçar.

Ao chegarmos ao local o ambiente já estava todo preparado para receber o grupo de 29 pessoas, aos cuidados do proprietário, seu Castello e equipe de funcionários, que nos serviram uma farta e magnífica refeição com uma excelente diversificação de pratos como carne de sol, bode, galinha caipira, peixe e costela, além dos vários tipos de acompanhamento.

Logo após fomos conhecer o acervo do Museu da Rapadura composto por vários artigos domésticos na casa grande, onde chama a atenção pelo bom estado de conservação dos objetos e pela disposição dos cômodos da casa, mantendo as mesmas características do passado. Também fomos à parte destinada a produção do engenho, onde encontramos os instrumentos usados para a moenda da cana-de-açúcar, que vai da época do descobrimento do Brasil, até a adoção das primeiras tecnologias após a Revolução Industrial para o setor canavieiro, englobando a produção de açúcar, cachaça e rapadura.

Após a visita ao Museu da Rapadura seguimos para a última parte da visita, onde fomos conhecer a parte cultural do centro histórico da cidade. Conhecemos a Casa de Pedro Américo, onde encontrasse objetos pessoais e registros sobre suas principais obras; O Casarão de José Rufino, local de exposição de vários objetos antigos pertencentes ao povo mais antigo de Areia, esculturas em madeira (carrancas) e a vista de vale nos fundos do casarão. Finalizamos com uma rápida passagem na Igreja Matriz e na Igreja dos Rosários dos Pretos até chegarmos ao pinto final do passeio, o Teatro Minerva, em que conhecemos a história do local considerado o teatro mais antigo da Paraíba.

Ainda fizemos uma rápida parada em frente à entrada do Campus da UFPB, onde foi registrada a foto de encerramento do circuito antes de regressarmos a Natal.
Areia é mais um município que ficará marcado em nossas memórias por suas belezas naturais, clima, arquitetura, cultura e história, deixando em todos nós um desejo de um dia pode voltar a essa fantástica cidade, que para o grupo, é o centro cultural e histórico do povo paraibano, e patrimônio de todos nós.

Raio-X


Nível de Dificuldade – Leve
Localização do Parque – Bom
Disponibilidade de Socorro Médico – Ótimo
Apoio Logístico - Bom

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves e confortáveis;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores, frutas, sementes, ramos, mudas, lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos.
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar no parque com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Jogar seu lixo nas lixeiras, seguir os painéis informativos e obedecer às instruções dos funcionários do Parque.

Onde comer
Churrascaria Castello
Fone: 83 8824-6859 & 83 3362-2299

Onde ficar
Casa de Hóspedes da UFPB
Fone: 83 3362-2300 (Everaldo)

Contatos para realização de trilha
Luciana Balbino
Fone: 83 8826-8208
e-mail: lucbalbino@yahoo.com.br

Vídeo da Trilha
Parte 2



Parte 3

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TRILHAS INTERPRETATIVAS FUNDÕES E XIQUE-XIQUE I

Carnaúba dos Dantas/RN



As trilhas interpretativas têm como principal característica o estabelecimento de um canal de comunicação e uma relação afetiva entre o intérprete (guia) e os visitantes. Esse tipo de trilha é bastante comum na região do Seridó, em especial no município de Carnaúba dos Dantas, distante 243 km da capital potiguar, onde possui vários sítios arqueológicos dentre os quais na localidade dos Fundões e no sítio Xique-Xique I.

A primeira trilha esta localizada numa região cercada por cânion denominada de Fundões, em que possui um percurso de 12 km ida e volta, por um caminho re4pleto de muito verde e cristais de quartzo espalhados pelo chão. Ainda pelo percurso há um trecho alagado em que se faz necessário a travessia do riacho (que não oferece perigo algum) para chegar à outra metade da trilha. Ao chegar à próxima fase o visitante encontrará certa dificuldade por causa de algumas rochas que serão necessárias traspassá-las para chegar ao final.

A trilha é finalizada em uma região cercada por rochas, onde o visitante vai encontrar uma das raríssimas quedas d’águas do interior do Rio Grande do Norte, que neste caso trata-se de uma cachoeira de queda dupla, e água cristalina com uma temperatura agradabilíssima ideal par um bom banho de purificação e de recarga das energias. Além das cachoeiras a região possui uma bela formação rochosa com a incidência de figuras rupestres, da sub-tradição seridó em baixo relevo talhadas na rocha.

A caminho da segunda trilha, no sítio Xique-Xique I, o visitante poderá fazer uma breve parada no Castelo de Bivar, um castelo de estilo medieval construído em pedra que foi cenário do filme “O homem que desafiou o diabo”. Ao chegar ao início da trilha do Xique-Xique I encontramos a vasta vegetação típica (caatinga) até “o pé da serra” que dá acesso as figuras rupestres. Neste setor o trilheiro deverá ficar atento devido à possibilidade de aparecimento de animais personhetos e pela irregularidade do terreno. Chegando ao exato local onde se encontra as figuras rupestres, o visitante vai encontrar as mais belas e bem definidas expressões dos nossos antepassados (sub-tradição Seridó) registradas nas rochas, onde nos surpreedemos pela riqueza dos detalhes. E ainda, a bela visão da paisagem de toda a região cercada pelos cinturões de serras, podendo ser visto de longe o Castelo de Bivar e o Monte do Galo. Este último, um dos mais importantes santuários religiosos do Nordeste, local de grandes romarias, que possibilita ao visitante uma bela visão do pôr do sol tendo a cidade de Carnaúba dos Dantas como plano de fundo.

GEOTRILHAS em Carnaúba dos Dantas



A viagem em busca das famosas trilhas interpretativas de Carnaúba dos Dantas ocorreu no dia 31 de maio de 2009 e contou com a participação de quatorze pessoas, dos quais tinham um único objetivo: Conhecer as famosas pinturas rupestres que deram ao município o status de região com maior importância da América do Sul, em se tratando de interesse histórico devido aos seus mais de 80 sítios arqueológicos. O ponto de partida foi na praça central da cidade onde encontramos o nosso guia local Damião Carlos, ou mais conhecido como Carlos Sertão, que graças ao seu excelente preparo técnico, nos proporcionou uma trilha fantástica desvendando todos os mistérios expressos nas rochas.

Depois do encontro com o guia, fizemos deslocamento para o início da Trilha dos Fundões, contemplando as belas paisagens que o inverno do Seridó trouxe para a região até chegarmos ao ponto final da trilha, onde todos nós ficamos surpreendidos de como pode haver no meio do sertão uma cachoeira de tamanha beleza como aquela. Foi à hora de nos deleitar com um maravilhoso banho para retomarmos o caminho de volta para a sede do município.

No percurso de volta, o grupo promoveu uma ação de coleta do lixo que estava pelo caminho, totalizando no final dois sacos de lixo cheios.
Chegando a Carnaúba dos Dantas, o grupo fez deslocamento até o Bar e Restaurante do Damião, situado aos pés do Monte do Galo, onde fomos calorosamente recepcionados por Seu Adriano (proprietário do estabelecimento) e família, para um delicioso almoço à moda do seridó, que até nos dias de hoje, muitos de nós ainda não esqueceram o sabor da deliciosa farofa da casa e das panquecas servidas.

Após o almoço fomos com destino ao sítio Xique-Xique I para o segundo tempo da viagem. Mas antes, uma breve parada no Castelo de Bivar, onde infelizmente no dia não tivemos acesso por não esta aberto a visitação. Contudo, ainda deu para tira algumas fotografias de longe.

Ao chegarmos ao sítio conhecemos o proprietário por nome de Seu Deca, e sua esposa. Duas ótimas pessoas que deram total atenção ao grupo, bem como ofereceram a oportunidade de tomarmos banho em sua residência. Seguimos em direção as figuras rupestres enfrentando a cheia do rio carnaúba e o mato alto devido às chuvas que caíram sobre o município no inverno. Mas tudo isso compensado pela bela paisagem, e com o sobrevôo de um casal de gaviões sobre nossas cabeças. Subimos a serra que ainda brotava água de suas rochas, até chegarmos ao local das pinturas, as quais superaram nossas expectativas devido a sua perfeição.

Retornam, os mais uma vez a sede do município, onde finalizamos a viagem após subir até o topo do Monte do Galo, apreciando seus ricos detalhes de cunho religioso, até o cruzeiro do monte, onde tivemos a privilegio de acompanhar o pôr do sol. Fechamos com a foto do grupo tendo o cruzeiro de fundo, seguimos viagem de volta para Natal com a certeza que o nosso Estado possui inúmeras riquezas naturais que poderiam ser melhores exploradas turisticamente, proporcionando aos moradores do sertão uma fonte alternativa de renda por meio do turismo ecológico e histórico-cultural.

Raio -X

Nível de Dificuldade – Média
Localização do Parque – Boa
Disponibilidade de Socorro Médico – Médio
Apoio Logístico - Ótimo

Recomendações para trilhar

- Usar roupas leves e confortáveis;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos;
- Não tirar fotos com flash nas figuras rupetres;
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar na trilha com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Jogar seu lixo nas lixeiras, seguir os painéis informativos e obedecer às instruções dos funcionários do Parque.

Onde comer
Bar e Restaurante do Damião
Fone: 084 8855-6511 (Adriano)

Contatos para realização de trilha
Damião Carlos
Fone: 084 8709-3304
Site: www.aventureirosdacaatinga.zip.net
e-mail: carlosrn31@yahoo.com.br

Ou

GEOTRILHAS
Geoturismo & Turismo Rural
e-mail: geotrilhasturismo@gmail.com

Vídeo da Trilha

TRILHA ECOLÓGICA DA PEDRA DA BOCA

PARQUE ESTADUAL DA PEDRA DA BOCA
Araruna/PB




O Parque Estadual da Pedra da Boca está localizado na porção norte do município de Araruna/PB na divisa com o Rio Grande do Norte, com uma área total de 157,5 km² caracterizada pelo bioma de caatinga com um rico aspecto geológicos e geomorfológicos, em que o visitante encontrará o local ideal para a prática de esportes radicais como escalada, rapel, trilha de aventura entre outros.

O parque possui um conjunto rochoso de composição granítica porfirítica, com vestígios de gnaisses e quartzitos, que possuem faces arredondadas e extensas caneluras que vão do cume ao chão. Está inserido nos contrafortes da Serra da Confusão. A denominação "Pedra da Boca" advém da existência de uma formação rochosa de aproximadamente 336 metros de altura, a qual apresenta uma cavidade provocada pela erosão, cuja configuração lembra um sapo gigante prestes a abocanhar algo.

Para a prática da trilha ecológica, será necessário um pouco de preparo físico entre os participantes, não recomendado para pessoas sedentárias, pois durante o percurso de mais ou menos três horas, aparecerá ocasiões em que será necessário escalar alguns trechos de rochas, bem como subida e decida por cordas, mas tanto esforço é compensado pelas belezas naturais que encontramos no local, como nascente de água, vegetação de típica do local, onde também a incidência de espécimes da Mata Atlântica, diversidade de pássaros e repteis, e uma bela vista dos agrestes paraibano e potiguar.

Outras grandes atrações desta trilha é a oportunidade de explorar a caverna do local, conhecer as Pedras da Boca, Pedra da Caveira, a Pedra da Santa, enfim, todo o conjunto de rochas do parque, onde também existem figuras rupestres da sub-tradição agrestes, e ainda, uma antiga casa de taipa construída sobre um local que possivelmente tenha sido uma tribo indígena no passado, e finalizando, o pomar de mangas onde o visitante poderá se deliciar a vontade.

O final da trilha é coroado com um farto almoço no Restaurante do Seu Tico – localizado praticamente aos pés da Pedra da Boca – onde o visitante poderá tomar um banho e recarregar suas energias com um típico almoço regional ofertado pelo nosso anfitrião para seguir viagem de volta para casa.

GEOTRILHAS na Pedra da Boca



A nossa participação na Trilha da Pedra da Boca ocorreu no dia 26 de abril de 2009, e foi cercada de muitas emoções e contou com a participação de quatorze pessoas entre alunos e professores do Curso de Licenciatura Plena em Geografia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), amigos e convidados.

A nossa primeira emoção foi a de alegria ao conhecermos a pessoa fenomenal de Seu Tico, uma figura bastante carismática que foi o nosso guia durante todo o domingo, dando total assistência ao nosso grupo. A segunda foi a emoção de superar os nossos limites, quando cada obstáculo era vencido. A terceira foi a admiração pelas belas paisagens que compõe todo o conjunto parque e sua biodiversidade. E por fim, a total satisfação do passeio somada a uma farta e saborosa refeição no Restaurante do Seu Tico.

Saímos do parque com destino a Natal elevando consigo pelas recordações registradas em fotos, e a certeza de que ganhamos mais um amigo: Seu Tico “O Cara”.

Raio-X

Nível de Dificuldade – Alta
Localização do Parque – Bom
Disponibilidade de Socorro Médico – Bom
Apoio Logístico - Ótimo

Recomendações para trilhar


- Usar roupas leves e confortáveis;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com água;
- Levar lanche que seja de fácil digestão para comer durante a trilha (frutas, barra de cereias, etc);
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores, frutas, sementes, ramos, mudas, lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos.
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar no parque com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Levar kit de primeiros socorros;
- Jogar seu lixo nas lixeiras, seguir os painéis informativos e obedecer às instruções dos funcionários do Parque.

Onde comer

Restaurante do Seu Tico
Fone: 084 9967-5037

Contato para realização de trilha

Seu Tico
Fone: 084 9967-5037

Ou

GEOTRILHAS
Geoturismo & Turismo Rural
e-mail: geotrilhasturismo@gmail.com


Vídeo da Trilha

TRILHA ECOLÓGICA UBAIA DOCE

Parque Estadual das Dunas - Natal/RN


A trilha ecológica Ubaia Doce esta localizada dentro do Parque Estadual das Dunas, em Natal/RN, uma das maiores reservas de Mata Atlântica do Brasil, com cerca de 1.172 hectares de mata nativa. Seu percurso é de aproximadamente 4.400 metros com uma duração de 02h30min horas.

Nesta trilha podemos apreciar belas paisagens do grandioso ecossistema de dunas, com sua geologia, fauna e a flora, além de sentir os diversos tipos de micro-climas existentes por todo o trajeto, e respirar o ar mais puro do Rio Grande do Norte.

Durante todo o percurso o visitante é acompanhado por um guia, responsável pelas instruções durante o passeio, e mais uma dupla de policiais da Companhia de Policiamento Ambiental (CIPAM), visando garantir a segurança de todas as pessoas.

Antes da trilha o guia faz um alongamento com todos os participantes, pois é necessário devido ao trecho inicial ter o solo bastante acidentado que pode causar alguma contusão. O percurso é caracterizado por possui partes que se dividem em uma escadaria íngreme escavada no solo recoberta de folhas, uma área que possui um setor de revelo plano cercado por árvores de grande porte, obstáculos durante o caminho feito por troncos de árvores no chão, que exige dos participantes um pouco de flexibilidade para ultrapassá-los.
Em seguida esta um setor de dunas (parte final da trilha) em que o participante ao chegar ao ponto final poderá vislumbrar uma bela paisagem do morro do careca e da via costeira, cenário ideal para tirar ótimas fotos, no mirante localizado neste ponto.

GEOTRILHAS na Ubaia Doce


O GEOTRILHAS participou da trilha Ubaia Doce no dia 31 de janeiro de 2009, na qual marcou o início da prática desta modalidade pelo grupo. Participaram onze pessoas entre alunos do Curso de Licenciatura Plena em Geografia do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, e convidados. Foi uma ótima oportunidade para colocar em prática conhecimentos ligados as áreas de Geologia e Ecologia por todos os participantes, que também tiveram uma grande contribuição do guia pela brilhante atuação e domínio dos conhecimentos sobre biologia e geografia.


Raio - X

Nível de Dificuldade – Média
Localização do Parque – Ótima
Disponibilidade de Socorro Médico – Ótima
Apoio Logístico - Ótimo

Recomendações para trilhar


- Usar roupas leves e confortáveis;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores, frutas, sementes, ramos, mudas, lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos.
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar no parque com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Jogar seu lixo nas lixeiras, seguir os painéis informativos e obedecer às instruções dos funcionários do Parque.

Contatos para realização da trilha

Administração do Parque
Fone: (84)201-3985/4440
e-mail: parquedasdunas@digi.com.br

Ou

GEOTRILHAS
Geoturismo & Turismo Rural
e-mail: geotrilhasturismo@gmail.com


Vídeo da Trilha