terça-feira, 31 de julho de 2012

DETENTOS DE ALCAÇUZ CONSTROEM HORTAS E SABÃO ECOLÓGICO

O projeto pretende ressocializar detentos para a volta ao convívio social.


Ressocializar detentos e prepará-los para a volta ao convívio social, após o cumprimento da pena. Esse é objetivo de dois projetos que estão sendo desenvolvidos no presídio de Alcaçus, em Nísia Floresta. Os presos construíram uma horta, e fazem também o sabão ecológico. Além de diminuir a pena, eles tem ocupação garantida.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

GEMAN-64º/RN PARTICIPA DA HOMENAGEM DA MARINHA AOS MARINHEIROS MORTOS

Membros dos Grupos Escoteiros do Mar 34º e 64º/RN durante o evento
O Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos - GEMAN-64º/RN, atendendo um honroso convite da Marinha do Brasil, participou neste último dia 23/07 da cerimônia anual que homenageia os marinheiros mortos no mar. 

O evento ocorreu na entrada da "boca da barra" do rio Potengi, abordo do Rebocador de Alto-Mar "Triunfo", os convidados lançaram uma coroa de flores ao mar, simbolizando a homenagem. Participaram da solenidade o Comandante do 3º Distrito Naval, o Vice-Almirante Bernardo José Pierantoni Gamboa, e demais convidados, autoridades civis e militares participaram do evento, além do Capitão Souza Gomes, vice-presidente da Força Expedicionária Brasileira, Seccional Natal e do marinheiro Ambrósio Araújo de Azevedo ex-combatente. Além de representantes do Grupo Escoteiro do Mar São Pedro, do município de Macau/RN.
 
A Marinha do Brasil realiza essa cerimônia anualmente, no aniversário do naufrágio da Corveta Camaquã, em 21 de julho de 1944.

IDEMA INVESTE EM PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL



A promoção de educação ambiental, bem como a conscientização da sociedade para a preservação do meio ambiente, é um dever do poder público estabelecido pela Constituição Federal do Brasil. Seguindo essa diretriz, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA) está investindo em projetos e ações que buscam desenvolver uma população consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhes são associados.

Exemplo destes investimentos é o projeto de educação ambiental "Caravana Ecológica", no qual será investido agora o total de 1 milhão 625 mil reais, retomando e assegurando a sua realização até 2014. A Caravana é um projeto itinerante que percorre o interior do Estado criando condições para que a população potiguar conheça e discuta os problemas ambientais globais e de sua região. Esse trabalho é realizado por meio da promoção de atividades educativas e recreativas. Nos últimos dois anos, o projeto percorreu 36 municípios do RN, beneficiando crianças, jovens e adultos.

O órgão ambiental também investiu no desenvolvimento e implantação dos projetos "Meu Município, Meu Ambiente" e "Circuito Estadual de Cultura Ecológica de Incentivo ao Ecoturismo". O primeiro deles, também itinerante, consiste na promoção de atividades ambientais com foco na geração de renda para a população local. Nesse projeto, a equipe do IDEMA trabalha principalmente com a promoção de oficinas sobre reaproveitamento e reciclagem de materiais para a confecção de objetos que possam ser futuramente comercializados. O projeto atendeu cinco municípios em 2011, e, até novembro deste ano, terá atendido outras oito cidades.

O "Circuito Estadual de Cultura Ecológica de Incentivo ao Ecoturismo" teve início este ano e também percorre o Estado promovendo atividades de educação ambiental. Nesse projeto, o objetivo maior do órgão é fomentar o turismo local, seja no litoral ou na zona rural. A iniciativa promove minicursos de turismo ambiental junto às escolas e comunidade locais, abordando conceitos de turismo, ecoturismo, legislação ambiental e visitas técnicas em áreas de proteção ambiental, áreas de preservação permanente e outros monumentos. Até agosto, o projeto terá atendido dez municípios potiguares.

Para a execução dos projetos "Meu Município, Meu Ambiente" e "Circuito Ecológico", o investimento final do IDEMA será de aproximadamente 650 mil, contabilizadas as edições de 2011 e 2012.

Fonte: IDEMA

quarta-feira, 25 de julho de 2012

GEMAN-64º/RN PROMOVE ACAMPAMENTO EM DONA INÊS/PB


Cerimônia de encerramento do acampamento
O assentamento Tanque, localizado no município de Dona Inês/PB, abriu suas portas nos dias 20, 21 e 22 de julho para receber o Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos (GEMAN-64º/RN). 

Na oportunidade, cerca de 50 jovens e adultos do Movimento Escoteiro Potiguar levaram para dentro do assentamento a filosofia escoteira e as tradições do mar as cerca de 40 famílias assentadas, em que os seus filhos puderam participar das inúmeras atividades escoteiras desenvolvidas durante o período como simulação de regaste no açude tanques, treeking, orientação por bussola, rapel, cavalgada, oficina de fabricação de sabão ecológico e biodigestores. Esta última desenvolvida junto com o Projeto Geotrilhas/RN que ajudará na produção de biogás e composto orgânico destinados ao consumo interno dos assentados. 

Os escoteiros potiguares ainda puderam interagir com a comunidade, com visitas a áreas de plantio de hortaliças, viveiros de peixes, cavalgadas e aos currais de gado, além de terem a oportunidade de aprenderem a cultura do aboio dos vaqueiros da região, com os vaqueiros Nilton Gomes e do poeta José de Jorge.

O Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos agradece aos amigos Cristiano Lourenço, José de Jorge, Mariano Ferreira, Nilton Gomes, Rosângela Santos, Sandra, Seu Geraldo e família, Vanda e as todos do assentamento tanques que proporcionaram um dia de resgate as tradições da roça aos nossos jovens.    

EXPOSIÇÃO ITINERANTE DA FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA CHEGA À CIDADE

Imagem: RJ NOTÍCIAS
Na manhã desta segunda-feira começou, na UFRN, o projeto "Mata Atlântica é Aqui - Exposição Itinerante do Cidadão Atuante", com a mesa de abertura intitulada "A importância da preservação do Atol das Rocas". O evento, com movimentações, ações e exposições, acontece no estacionamento do Restaurante Universitário, próximo à Superintendência de Infraestrutura, Campus Universitário.

Os palestrantes da abertura foram: Leandra Gonçalves, do Programa Costa Atlântica; Zélia Brito, coordenadora da Reserva Biológica do Atol das Rocas (Rebio Rocas/ICMBio); Damião Dantas de Souza (Rebio Rocas/ICMBio) e Carolina Tosi, do Projeto Pequenos Cetáceos/ECOMAR.

Os palestrantes expuseram assuntos relacionados à educação e à preservação do Bioma Mata Atlântica, assim como a função dos órgãos públicos e do terceiro setor na manutenção da vida e do meio ambiente.

As atividades do projeto na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) prosseguem até o dia 4 de agosto, das 10h às 17h, no mesmo local.

Na programação constam ainda oficinas, palestras, apresentação de vídeos, jogos para as crianças, exposição de objetos reciclados, plantas e produtos produzidos com elementos naturais.

No espaço existente entre os dois caminhões do projeto está montada uma exposição fotográfica com 60 painéis sobre as mudanças climáticas e sua influência no ambiente marinho e costeiro, intitulada "Nosso verde também depende do Azul".

A Sala Verde da UFRN é um dos parceiros do evento, com oficinas, cines, exposições, circuitos ambientais e muito mais. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público em geral.

A exposição visa trazer informações ao público sobre a importância do Bioma Mata Atlântica e a influência dele na vida das pessoas, estimulando assim a criação de novos agentes multiplicadores em defesa da causa ambiental. Com isso, destacando-se as ações cotidianas que podem causar danos à vida marinha e à população brasileira.

Projeto

O projeto é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e já percorreu 123 cidades do Brasil em suas três primeiras edições anuais. Agora, em sua quarta edição, o projeto visita as regiões Sul, Sudeste e Nordeste, tendo Natal como parte do roteiro.

Antes de vir para Natal, a mostra passou pelas cidades do Rio de Janeiro, durante a Conferência Rio+20, e Fortaleza, no início de julho. O projeto conta com dois caminhões adaptados, que são utilizados para a realização de atividades de educação ambiental, palestras, exibição de cursos, minicursos e outras atividades.

Confira toda a programação do evento na página da Sala Verde da UFRN

 
Para obter mais informações escreva para: monitora@sosma.org.br ou itinerante@sosma.org.br, acesse: www.sosma.org.br ou ligue para: (11) 3262-4088.

 

terça-feira, 24 de julho de 2012

CCN ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSOS GRATUÍTOS


O Complexo Cultural de Natal abre inscrições para diversos cursos. 

Para a inscrição, basta trazer um documento de identificação, comprovante de residência e a taxa de matrícula no valor de R$10,00 (dez reais), sendo este o único valor a ser pago por todo o semestre.

Terça-feira, dia (24/07) serão realizadas as matrículas para os seguintes cursos:
 
Dança de Salão:
Instrutor: Sérgio Pereira Dos Santos
Vagas: 50 por turma
Matrículas: 24/07 e 26/07
Requisitos: a partir de 12 anos
Aulas: Terça e Quinta:
09:30-10:30 (Melhor Idade)
10:30-11:30
14:00-15:00
15:00-16:00 (Melhor Idade)
 
Fotografia:
Vagas: 20 (por turma)
Instrutor: Henrique José Cocentino Fernandes
Matrículas: 24/07 (a tarde) e 25/07 (a tarde)
Requisitos: a partir de 15 anos; possuir câmera digital própria, ter conhecimentos basicos de informatica e internet
Aulas: Terça: 14:00-17:00 (turma 01)
Quinta: 14:00-17:00 (turma 02)
 
Teclado/Piano:
Vagas: 05 vagas (turno matutino) e 10 vagas (turno vespertino)
Instrutor: Leandro Rocha
Matrículas: 24/07
Requisitos: partir dos 12 anos e ter instrumento próprio
Aulas: Terça:
09:00-10:30
10:30-12:00
13:00-14:30
14:30-16:00
16:00-17:30
Quinta: 09:00-10:30
 
Teatro
Vagas:
Turno Vespertino: 19 vagas
Turno Noturno: 30 Vagas
Instrutor: Alex Cordeiro
Matrículas: 24/07 e 26/07
Requisitos: a partir de 15 anos
Aulas: Terça e Quinta
15:00-18:00 (+30 anos)
18:00-21:00 (de 15 a 30 anos)
 
Kung Fu:
Vagas: 25 por turma
Instrutor: Marcones Andrade
Matrículas: 24/07 (pela manhã) e 25/07 (manhã e tarde)
Requisitos: a partir de 08 anos
Aulas: Terça e Quinta
07:30-08:30 (Turma 01)
18:30-20:00 (Turma 02)
 
Tai Chi Chuan:
Vagas: 25 por turma
Instrutor: Marcones Andrade
Matrículas: 24/07 (pela manhã) e 25/07 (manhã e tarde)
Requisitos: a partir de 15 anos
Aulas: Terça e Quinta
06:30-07:30 (Turma 01)
17:30-18:30 (Turma 02)
 
Práticas Corporais:
Vagas: 10 por turma
Instrutor: Themis Soares
Matrículas: 24/08 e 25/08 (sempre pela manhã)
Requisitos: a partir de 45 anos
Aulas: Seg. e Quarta
8:30-9:30 (Turma 01)
10:00-11:00 (Turma 02)
Ter. e Quinta: 17:00-18:00 (Turma 03)

Inaugurado em 30 de março de 2010, foi construído no local onde funcionava a Penitenciária Doutor João Chaves. Com mais de mais de 6,4 mil metros quadrados de área construída, o complexo possui: cine-teatro, com capacidade para com capacidade para 300 pessoas, galeria/pinacoteca, sala para a realização de oficinas de trabalhos manuais, sala para inclusão digital, sala de vídeo-conferência, sala de música, sala de teatro, sala de dança e sala de fotografia.

Administrado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN, o CCN também abriga o Núcleo de Prática Jurídica e o Curso de Graduação de Ciência da Religião.

Fonte: CCN / UERN

segunda-feira, 23 de julho de 2012

FEIRA DE ANIMAIS SILVESTRES EM CAMPINA GRANDE, PARAÍBA, É UMA VERGONHA‏


Por Aramy Fablício
Imagem: Jovem Pan
Em Campina Grande, segunda maior cidade da Paraíba, a feira de animais silvestres é uma vergonha, lá os animais são comercializados livremente e há raras apreensões dos órgãos competentes. Vale salientar que feiras desta categoria existem por todo o país e se configuram como uma vergonha nacional. Em Campina grande, várias espécies de animais são negociadas, principalmente as aves, e entre elas a mais cobiçada do momento: o azulão do nordeste,  ave endêmica de algumas partes do nordeste, ameaçada de extinção e, segundo o ambientalista Aramy Fablício, “com um quadro irreversível, pois as políticas ambientais são ultrapassadas”. E mesmo que houvesse apreensões, na região quase não existem mais azulões soltos na natureza. Há relatos de que na região do cariri ainda existam alguns, mas é apenas uma questão de tempo até o capturador apreendê-lo e levá-lo para o mercado negro. E devido a sua raridade, o valor aumenta.

Além do azulão são negociadas outras espécies de aves endêmicas da região como a pinta silva do nordeste, o galo de campina, o goladinho, o vem-vem, a maria-fita e tantas outras nativas e também as migratórias como o bigodinho, o papa-capim, o caboclinho lindo, a chorona. Também são negociados animais como saguis, guaxinins, tatus, cobras, camaleões e tantos outros. Tudo tem seu valor no mercado negro, inclusive as plantas exóticas, características da região nordeste.

“O que eu não entendo é que se existem feiras de animais silvestres funcionando livremente, deveriam ser liberadas feiras para drogas, armas e tudo o que é ilícito por lei. Publiquei uma matéria na qual propunha tolerância zero com a criação ilegal de animais silvestres. Em locais nesta situação, os responsáveis seriam multados e processados, é necessária esta ação para começar a reverter este quadro. Mas é comum em todo Brasil ver alguém desfilando numa praça ou numa rua com uma gaiola e dentro uma ave do nordeste, do centro-oeste, do norte, ou de outras regiões. E nada é feito?” afirma o ambientalista Aramy Fablício.

O IBAMA e outros órgãos ambientais muitas vezes recebem a culpa de não darem conta de suas atribuições, mas como é que um guarda florestal vai cuidar de uma área imensa, dadas as dimensões de nosso país, levando em conta que são desprovidos de transportes, suprimentos e outros equipamentos necessários. O problema verdadeiro encontra-se em duas esferas: no congresso nacional, que não dá o devido apoio e burocratiza a ação destes órgãos, além de fazer as políticas ambientais regredirem, e na própria população, que alimenta o tráfico. Segundo Aramy Fablício, a ação mais eficaz seria a descentralização da atuação destes órgãos, com a criação de sedes em todas as cidades do Brasil e com guardas florestais fixos em cada cidade, sendo estes escolhidos após rigoroso concurso e conhecedores da realidade do local onde estiverem inseridos, para que a comunidade tenha a quem recorrer no caso de qualquer ocorrência. Esta medida, inclusive, geraria inúmeros empregos em todos os pontos do país.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

GEOTRILHAS/RN PROMOVE O ARRAIÁ DO CHAFURDO 2012


Geotrilhas/RN no Arraiá do Chafurdo 2012
Após um ano da realização da Trilha Rural de Dona Inês, o Projeto Geotroilhas/RN retorna mais uma vez ao Assentamento Tanques para desta vez organizar o primeiro Arraiá do Chafurdo. 

O evento contou com a participação de oito geotrilheiros que levaram para o município paraibano muita alegria, animação e principalmente solidariedade aos assentados do Tanques.  Numa ação conjunta envolvendo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, na pessoa do secretário, Mariano Ferreira; a CandyPop (industria de balas, caramelos e pirulitos); DN Bijoux e do Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos, o Geotrilhas/RN proporcionou uma festa junina baseada nas antigas tradições juninas, relembrando o São João esquecido por muitos há anos.

Brincadeira da pescaria
Durante o arraiá, que teve início logo nas primeiras horas da tarde, as crianças do assentamento tiveram a chance de participarem de várias brincadeiras, antes esquecidas pelo tempo, como pescaria, quebra panela, cavalhada e o pau de sebo. Todas as brincadeiras tiveram prêmios para os vencedores, como doces, brinquedos e troféus. As brincadeiras juninas foram cercadas de muita emoção, de modo que as crianças tiveram a oportunidade de brincarem pela primeira vez estes tipos de brincadeiras, e principalmente pelos geotrilheiros e assentados, que reviveram os antigos jogos que fizeram parte de suas infâncias.

Premiação do Concurso de Cordel
Na parte da noite, o arraiá contou com a presença de muita gente bonita, onde puderam participar dos concursos culturais de aboio, cordel, culinário (escolha do melhor arroz doce, bolo de macaxeira, canjica e pamonha), que premiou com troféus e presentes os melhores do Tanques. Ainda durante os festejos da noite, houve quadrilha improvisada, com direito a casamento matuto, em que as meninas do assentamento concorreram a bijuterias, no concurso de melhor caracterização junina.


Quadrilha junina anima a noite
O restante da noite do Arraiá do Chafurdo ficou com a animação dos competentes músicos do Trio Paraibano, que tocou os grandes sucessos do forró pé de serra, e suas próprias composições que homenageia a bela Dona Inês.

No geral, o Arraiá do Chafurdo conseguiu unir o espirito aventureiro e  solidário do Projeto Geotrilhas/RN em prol de mais de 200 pessoas que compareceram ao Assentamento Tanques, com uma festa junina centrada nas tradições nordestinas e na cultura dos destemidos  vaqueiros. 

Queremos agradecendo aos nossos parceiros (Candy Pop, DN Bijoux, Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Dona Inês), além dos amigos Cristiano Lourenço, Mariano Ferreira, Nilton Gomes, Rosangela Santos, Seu Geraldo e família e todos os assentados do Tanques, que de alguma forma contribuiram para o sucesso de nosso evento.

Finalizamos esta matéria com os versos do nosso secretário e cordelista, Mariano Ferreira, onde em suas talentosas estrófes, descreve o Arraiá do Chafurdo de acordo com a cultura cordelista. 

Geotrilhas promoveu
Arraíá para os Assentados
dia 17 de junho
ninguém ficava parado
com um forró-pé-serra
prestigiando nossa terra
e todos homenageados...

As criança receberam
lembrancinhas de São João
ficaram muito animadas
com tanta premiação
além disso o Geotrilhas
improvisou uma quadrilha
foi grande a animação...

Houve concurso de Cordel
José de Jorge o ganhador
na base do improviso
aos presentes encantou
com a história de um menino
vítima de um assassino
que impiedosamente o matou...

E concurso de aboio
os vaqueiros improvisando
Tarciso e Luiz Birro
Paulo Teles e Luciano
mas quem ganhou o troféu
para ele tiro o chapéu
Nilton Gomes foi soberano...

Além da animação
comida não pode faltar
teve festival gastronômico
com a receita do lugar
Jalma Birro, a ganhadora
que além de professora
mostrou dote em cozinhar.

Pedro e Lala, contamina
é um casal alegria
Lázaro Freire, alí de lado
mas é ele que gerencia
mantém todos os contatos
é um administrador de fato
turismólogo pela academia...

A noite foi só alegria
mostrando que o São João
é a maior festa popular
que existe nesse sertão
no litoral e agreste
onde o cabra da peste
mantém sua devoção...

O Trio Paraibano
cantando nosso nordeste
ico grande sanfoneiro
no zabumba, Cloves investe 
Com Cida improvisando
a quadrilha comandando
era só fazer um teste...

Para alavancar o turismo,
Meio ambiente e cultura
Não tem faltado apoio
Por parte da prefeitura
Consolidando o destino
O prefeito Antonio Justino
Vem cumprindo sua jura.
Agradecemos ao Geotrilhas.


domingo, 15 de julho de 2012

COMO CRIAR UMA RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL. BRASIL JÁ TEM 600 RPPNS.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma unidade de conservação de domínio privado, com o objetivo de conservar a diversidade biológica.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio de portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU), oficializou nesta sexta-feira (6) a criação de mais duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Como isso, o País atinge a marca de 600 RPPNs federais. Juntas, elas protegem cerca de 480 mil hectares, o que equivale a mais de 440.000 campos de futebol.As duas RRPNs instituídas nesta sexta estão localizadas em Santa Catarina. 
 
A primeira, a Corredeiras do Rio Itajaí II, em Itaiópolis, tem uma área de 79,05 hectares e foi criada pela Portaria nº 78. A portaria nº 79 criou a segunda RPPN, a Florescer, que fica no município de Urubici e compreende uma área de 154,74 hectares.Os proprietários da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí II, Germano Woehl Junior e Elza Nishimura Wehl, realizam diversos trabalhos para preservação do meio ambiente. Além dessa reserva, já possuem oito RPPNs e mais uma em fase de criação. Todas estão localizadas nos municípios de Itaiópolis e Guaramirim (SC).Segundo Germano, na área onde está sendo criada a RPPN vive o raro e ameaçado pica-pau-de-cara-canela (Dryocopus galeatus), que está na lista oficial das espécies ameaçadas de extinção. “Quando a área é transformada em RPPN, sua preservação fica legalmente assegurada mesmo quando não estivermos mais aqui. Eu conheço dezenas de casos de pessoas que amavam a natureza, cuidavam da mata que tinham em suas propriedade, não retirando palmito, nem um musgo sequer. Mas, assim que morreram, os sucessores não tiveram a mesma visão e destruíram tudo. Isso não acontece quando transformamos a área em RPPN”, destacou Germano. Plano de manejo.Também na sexta-feira 6 de julho, o Diário Oficial da União traz a portaria de nº 80, do ICMBio, que aprova o plano de manejo da RPPN Serra do Lucindo, localizada no município de Bela Vista do Toldo, em Santa Catarina. 
 
A aprovação não exime o proprietário de seguir todos os trâmites técnicos e legais necessários à aprovação de projetos, programas e planos junto aos órgãos ou instituições ambientais competentes, em atendimento à legislação vigente e aos usos permitidos na RPPN, conforme Decreto nº 5.746, de 06 de abril de 2006.O plano de manejo da RPPN Serra do Lucindo ficará disponível na sede da unidade e no Centro de Documentação do ICMBio, em Brasília. 
 
Conservar a biodiversidadeA Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma unidade de conservação de domínio privado, com o objetivo de conservar a diversidade biológica. Gravada com perpetuidade, por intermédio de Termo de Compromisso averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis, o proprietário assume espontaneamente o compromisso pela preservação da propriedade por tempo indeterminado. 
 
Como tem caráter permanente, mesmo no caso de venda, a área continua sendo uma unidade de conservação e deve ser preservada.Essa categoria só pode ser utilizada para o desenvolvimento de pesquisas científicas e visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais previstas no Termo de Compromisso e no seu plano de manejo. Exemplo disso, em 1990 foi criada a RPPN Vagafogo, localizada no município de Pirenópolis, no estado de Goiás. Com apenas 14 hectares, a reserva disponibiliza diversos serviços e atividades voltadas ao ecoturismo.
 
A Bahia lidera. O estado com o maior número de RPPNs federais é a Bahia, com 93 unidades, seguido de Minas Gerais (88) e Rio de Janeiro (64). O bioma Mata Atlântica é o que concentra a maior parte das RPPNs Federais (55%). Já o Pantanal tem a maior extensão de área protegida pela categoria, com cerca de 244 mil hectares. “A criação de RPPNs é fundamental porque significa a compreensão e o apoio da sociedade civil ao esforço público de conservação da biodiversidade. 
 
O dever de conservar deve ser de cada um de nós, cidadãos brasileiros. Mas aqueles que tem a oportunidade de destacar parte de sua propriedade particular à perpetuidade na forma de uma reserva particular estão contribuindo significativamente para a conservação ambiental deste país”, destaca o diretor de Criação e Manejo de UCs, Pedro Cunha e Menezes.Como criar uma RPPNOs interessados em ter seu imóvel transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural devem acessar o Sistema Informatizado de Monitoria de RPPN (SIMRPPN) no site do ICMBio, para preenchimento do requerimento. Os procedimentos que antes eram realizados manualmente agora são realizados via internet, tornando o processo mais simples e transparente.José Luciano de Souza, técnico da Coordenação de Criação de Unidade de Conservação, esclarece que o sistema documenta cada etapa do processo de criação e realiza cerca de 70% da analise que antes era executada manualmente. “O SIMRPPN fornece informações sobre o andamento do processo, permitindo o acompanhamento tanto pelos técnicos do Instituto como pelo proprietário da reserva proposta”, afirma Luciano.
 
Os procedimentos para a criação de uma RPPN estão disponíveis na publicação “Roteiro para criação de RPPN Federal, que pode ser acessada aqui
 
Fonte: GUTO NEWS
 
 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

GEOTRILHAS/RN NA ROTA DA FARINHA - Vera Cruz/RN


FIQUE POR DENTRO DE VERA CRUZ/RN

 
O município de Vera Cruz/RN está distante a 37 Km da capital Natal, situado na Microrregião do Agreste Potiguar. 

Com 94 metros de altura em relação ao nível do mar, o município possui um revelo composto de tabuleiros costeiros com baixa altitude, composto por solos de baixa fertilidade (Podzólico Vermelho Amarelo Abrúpto Plinthico e Latosolo Vermelho Amarelo Distrófico), com um clima muito quente e semi-árido, com temperaturas médias anuais em torno dos 25,6º C. Sua formação vegetal é composta por Floresta Subcaducifólia, com vegetação com queda de folhas durante o período seco; Caatinga Hipoxerófila, com arbustos e árvores com espinhos. Os recursos hídricos da região são formados pela hidrogeologia dos Aquiferos Barreiras e Cristalino, o que garante uma ótima área de irrigação para os produtores. Sua hidrologia é composta pelos afluentes das bacias hidrográficas do rio Potengi e do rio Trairi, com destaque para os rios Grande, Trairi e Taborda e os riachos Vera Cruz, Riachão, Taborda, Pituba, Umburemas e Ponta da Várzea. O município conta ainda com as lagoas Grande, dos Patos, Jacaré, Jenipapo, dos Porcos, Cruz e Euzébio.

A história do município, de acordo com o IDEMA, é do início do século XIX, e a localidade inicialmente chamada de Periperi, que ficava às margens do riacho Vera Cruz, teve como primeiro proprietário o fazendeiro Antônio de Vasconcelos. O seu sucessor, Alexandre Rodolfo de Vasconcelos construiu uma ampla casa e uma capela, atraindo muitos trabalhadores do campo para morarem no local.

Em 1855 a capela foi demolida e no local iniciou-se a construção da Igreja do Divino Espírito Santo, pelo capitão Teodósio Xavier de Paiva e a participação do padre Bernardino de Sena, que só após quarenta anos foi concluída pelo padre Antônio Xavier de Paiva.

A povoação se expandiu e destacou-se dentro dos limites do município de São José de Mipibu pelas atividades agrícolas e pastoris. Em 1874 recebeu o nome definitivo de Vera Cruz, nome do riacho que banha suas terras. Em 24 de novembro de 1953, o povoado foi elevado à categoria de vila. Dez anos depois, no dia 26 de março de 1963, através da Lei nº 2.850, Vera Cruz foi desmembrada de São José de Mipibu, tornando-se município do Rio Grande do Norte.

GEOTRILHAS/RN EM VERA CRUZ
Geotrilheiros e o guia Edilson Borges acompanhado do seu irmão
A visita ao município de Vera Cruz ocorreu no dia vinte de maio, contando com a participação de oito geotrilheiros, mais cinco integrantes da equipe de jornalismo do programa Tela Rural, produzido pela TV UFRN, que acompanhou o grupo para registrar a nossa atividade em Vera Cruz. 

Equipe do Tela Rural em entrevista
Ao iniciarmos o percurso entre Natal e Vera Cruz, acompanhamos a mudança da paisagem de forma transitiva do urbano para o rural, até que quando atingirmos o distrito do Cobé, o rural já dominava a paisagem, com suas áreas de cultivo irrigado e suas casas de farinha. A nossa primeira parada foi na residência dos pais do nosso guia, o Sr. Edilson Borges, que nasceu e se criou no distrito, onde além de guia nas horas vagas, também é professor de português na comunidade. Em sua companhia, estava a secretária de educação e cultura do município, a Srª Maria de Fátima Viegas Gomes, que também nos recepcionou e acompanhou o grupo durante a visita.


Na residência de família Borges, o grupo teve a oportunidade de conhecer uma criação de abelhas uruçu, que na região é muito conhecida pelo mel de propriedades medicinas. Na presença do pai e irmão do Sr. Edilson, os geotrilheiros receberam algumas informações sobre a atividade da apicultura, como também, tiveram a chance de colherem o mel, e posteriormente provar o delicioso produto. Ainda na propriedade da família Borges, fomos até o local destinado a criação de suínos, e um outro onde são criados algumas cutias em cativeiro.

Geotrilheira na roça

Seguimos adiante até o local de cultivo irrigado, onde conhecemos as culturas de milho, feijão e batata, além da tradicional cultura da mandioca. Neste momento, o Sr, Edilson falou sobre como a agricultura irrigada vem se tornando um ótimo negócio no município,na medida em que aproveita o grande potencial do lençol freático disponível no subsolo do Cobé.



Casa de Farinha dos Anjos
Após a visita nas áreas de cultivo irrigado, seguimos em frente para conhecer uma casa de farinha local. Na Casa de Farinha dos Anjos, fomos recebidos pelo proprietário, Sr. Jânio dos Anjos, que abriu as portas de seu empreendimento considerado modelo de empreendedorismo pelo SEBRAE RN, por atender todas as normas do mercado consumidor, Conhecemos todo o processo de fabricação da famosa farinha do Cobé, desde a raspagem da mandioca até o empacotamento. O Sr. Jânio ainda falou sobre a história da casa de farinha, que passou de uma pequena fabricação artesanal, para uma industria de pequeno porte, que abastece o mercado natalense e outras praças comerciais do estado. Um outro fator de destaque na Casa de Farinha dos Anjos é a reutilização da “manipueira” (liquido da mandioca produzido durante o processo de produção), que antes era descartado no meio ambiente, que agora é utilizado como fertilizante na própria roça de mandioca.

Visita ao Gulandim
Seguirmos adiante com destino a uma pequena área de preservação ambiental, conhecida como Gulandim. Neste local existe uma área de mata e vários olhos d’águas, que formam um pequeno riacho assoreado devido, devido ao desmatamento desgovernado da área. Para o Sr. Edilson, o Gulandim representa uma resistência das lembranças dos antigos moradores do Cobé, onde em tempos passados, era o local de lazer das crianças, como também, considerado o principal ponto que atraiu a povoação no distrito, que infelizmente nos dias atuais esta sendo degradado pela atividade da pecuária, e sua vegetação vem sendo esconderijo para usuários de drogas.

Grupo reunido com o Pastoril de Vera Cruz
É no Gulandim que o grupo se despede do Sr, Edilson e seguimos como a Srª Fátima rumo a sede do município de Vera Cruz, onde acompanhamos na sede do Pró-Jovem local, uma apresentação do Pastoril de Vera Cruz, formado por crianças da rede pública d ensino do município. Numa apresentação com cerca de quarenta minutos, conferimos o talento dos jovens artistas, tendo a oportunidade de presenciarmos esta apresentação artística, antes esquecida, que foi apenas deslumbrada por nossos pais e avós. Sem dúvida, foi um momento de emoção ímpar, demonstrado nas palavras do companheiro Robson do Carmo, que externou seus sentimentos aos lembrar dos relatos de sua mãe sobre a cultura do pastoril.

Geotrilhas/RN em frente ao Projeto Mulheres de Fibra
Após várias fotos com o elenco do Pastoril de Vera Cruz, seguimos para o Projeto Mulheres de Fibra para conferir o trabalho das cooperadas com a fibra da palha do coqueiro. Lá encontramos as mulheres trabalhando o seu lindo artesanato, ao mesmo tempo em que explicavam como é feito o processo de fabricação das peças. Estavam em exposição várias peças, que foram adquiridas com muito gosto pelos geotrilheiros.

Grupo reunido ao final da visita
Para finalizar a nossa visita a Vera Cruz, seguimos para a Fazenda Uruçu, onde na Casa Grande, foi oferecido um delicioso almoço regional ao grupo, com direito a um passeio pela propriedade, que conserva os traços originais da arquitetura do início do século passado.
Na sombra de uma mangueira, o grupo se despediu de todos os nossos anfitriões, e seguimos novamente para Natal, com ótimas lembranças que nos fizeram regressar ao tempo em que éramos crianças, e passávamos as férias nos sítios de nossos avós no interior, na época que a roça se mostrava uma ótima opção de lazer, descanso e cultura, que reencontramos neste momento em Vera Cruz.     

Raio-X

Nível de Dificuldade – Baixo
Localização da Trilha – Ótimo
Disponibilidade de Socorro Médico – Ótimo

Apoio Logístico - Ótimo
Recomendações necessárias para trilhar
- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;
- Utilizar bastante protetor solar;
- Levar cantil com bastante água;
- Levar repelente contra insetos;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores;
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do condutor.

Onder comer
Fazenda Uruçu
Fone: (84) 9908-7041 ou (84) 8833-2510 – Dona Luzimar

Onder ficar
Fazenda Uruçu
Fone: (84) 9908-7041 ou (84) 8833-2510 – Dona Luzimar

Contatos para realização de trilha
Fone: (84) 8859- 3442 – Edilson Borges