sexta-feira, 29 de abril de 2011

CASAL LALA E PEDRO LEVAM AS CORES DO GEOTRILHAS/RN MAIS UMA VEZ A CHAPADA DIAMANTINA


Casal Pedro e Lala no Momento Daniel San em pleno Vale do Pati
O mês de abril marcou a volta do GEOTRILHAS/RN a terras chapadeiras. Desta vez, o casal de geotrilheiro Lala e Pedro representaram o projeto por 30 dias na Chapada Diamantina/BA. A aventura desta vez, ficou por conta dos 66 km feitos em cinco dias no maior desafio do Brasil: O Vale do Pati. 

O trekking do Vale do Pati é considerado um dos mais bonitos do país. O percurso vai da Serra dos Três Irmãos até Andaraí, passando pela Cachoeira do Funil, Morro do Castelo e no final ainda visitaremos a Serra do Império.

Lindo, extenso e profundo, o Vale do Pati é considerado um dos vales mais bonitos do mundo. Esculpido em quartzito rosa, suas encostas são cobertas por mata atlântica, o que o torna mais especial.

Todo o trajeto foi acompanhado pelo guia vencedor do Prêmio GEOTRILHAS/RN: Os Melhores de 2010, Aércio Freitas, guia da agência Explorer Brasil, que fez toda o transporte e guiamento do grupo do GEOTRILHAS/RN durante a Expedição GEOTRILHAS/RN na Chapada Diamantina 2010.

O projeto GEOTRILHAS/RN parabeniza o casal amigo por mais uma superação dos limites. 

Confira o roteiro oferecido pela agência Explorer Brasil

ROTEIRO VALE DO PATI  

1º DIA - TRILHA DO PAI INACIO / CAPÃO
Passaremos todas as informações de como será o dia a dia deste trekking. Noite em Lençóis.
Começando nosso trekking pela Serra dosTrês Irmãos, partiremos em direção ao magnífico Morrão.
Aproveitaremos esta trilha centenária feita pelos garimpeiros
para o transporte de mercearias e diamantes em lombos de burros.
Teremos um percurso de 8 horas de caminhada com paradas em pontos estratégicos,como banho no Rio das Águas Claras e riachos. Noite no Capão.

2º DIA – INÍCIO DA TRILHA DO VALE DO PATI
Após o café da manhã, nossa viagem começa pelo Bomba,de onde partiremos em direção ao Vale do Pati.
Durante a caminhada, serras, montanhas, Rio Ancorado, Gerais do Vieira e do Rio Preto nos permitirão vistas incríveis da vegetação serrana (flores como bromélias e sempre-vivas), morros inexplicáveis, além do próprio Vale.
Ao chegarmos, seremos recepcionados pelo Sr. Wilson e D. Maria, nativos da região, que nos aguardam em sua casa para o jantar e nosso primeiro pernoite.

3º DIA - CACHOEIRA DO FUNIL E MORRO DO CASTELO
Depois de um belo café da manhã na casa do Sr. Wilson, iniciaremos nosso trekking por um bosque até chegarmos à maravilhosa Cachoeira do Funil, que nos convida a um banho interminável.
Saindo da cachoeira, partiremos em direção ao Morro do Castelo, do qual teremos uma vista surpreendente do Vale do Pati.
Dormiremos mais uma noite na Casa do Sr. Wilson.

4º DIA – VALE DO PATI E VALE DO CAHOEIRÃO
Neste dia, o nosso destino é o Cachoeirão.
Através de uma trilha criada por nativos, observamos os mais variados tipos de vegetação, até chegarmos a Serra do Cachoeirão, onde tomaremos um maravilhoso banho visualizando o Rio Pati.
À noite, já na casa do Seu Eduardo, outro nativo da região, nos deliciaremos com um belo jantar e uma boa noite de descanso.

5º DIA – SERRA DO IMPÉRIO E ANDARAÍ
Amanhecendo com sons de pássaros e do Rio Pati,começaremos a trilha que nos levará de volta para casa.
Nosso destino é a cidade de Andaraí de onde partiremos para Lençóis.
Ainda pelas margens do Rio Pati, subiremos até o topo da Serra do Império,
 e onde nos despediremos do Vale do Pati, observando o que é, sem dúvida,
uma das mais belas paisagens da Chapada Diamantina. Noite em Lençóis.

6º DIA - DIA LIVRE
Caso o cliente queira conhecer mais algum atrativo, poderá conversar conosco para conhecer as diversas opções para completar a semana.
Noite em Lençóis.

EXPLORER BRASIL    
Praça Maestro Clarindo Pacheco, 05
Cep: 46960-970
Lençóis - BA - Brasil
Tel.: (75) 3334-1183
Fax: (75) 3334-1960
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

PROJETO TREM BIKE INICIA NESTE PRÓXIMO SÁBADO COM VIAGEM PARA CEARÁ-MIRIM/RN


A Associação dos Ciclistas do RN – ACIRN, promoverá neste sábado, dia 30 de abril, a pioneira viagem de trem até a cidade de Ceará-Mirim, fruto da parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU/RN) onde estarão sendo transportado cerca de 40 ciclistas, num vagão exclusivo para os ciclistas e suas bicicletas.

O objetivo do projeto “Trem Bike” e a integração do ciclista com o transporte ferroviário e, também, possibilitar a visitação aos municípios vizinhos da capital potiguar.

Nesse primeiro projeto estaremos visitando a cidade de Ceará-Mirim que segundo Câmara Cascudo tornou-se um dos primeiros municípios da província do estado. A terra dos inúmeros engenhos que esconde tesouros históricos que é facilmente notado nos casarios, do início do século XIX.

Projeto Trem Bike
Destino: Cidade de Ceará-Mirim
Largada: Estação Ferroviária da Ribeira
Data: 30.04.2011 (sábado)
Horário: 6:30h
Retorno: 12:40 (em Natal)
Maiores informações pelo telefones: (84) 9927-6555, (84) 8803-5352 ou (84) 9982-8905
  

terça-feira, 26 de abril de 2011

TRADIÇÃO OU APENAS CURTIÇÃO? A POLÊMICA EM TORNO DO SÃO JOÃO DA PARAÍBA

Festejos Juninos em Campina Grande/PB
Com a proximidade dos Festejos Juninos, e com os cofres do Estado vázios, o Secretário de Estado da Cultura da Paraíba, o cantor e compositor Chico César, lançou uma polêmica ao defender o São João autêntico. Acompanhe os fatos da semana, e deixe sua opinião sobre o assunto. Ao final, o São João deve manter suas raízes e tradições com apenas bandas de forró pé-de-serra, ou também há espaço para as bandas de "forró elétrico", que já dispõe da mídia 365 dias por ano? Sua participação é de muita importância para nós.

Chico César é o atual 
Secretário de Cultura da Paraíba
O músico e também secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, disse na semana passada que o governo estadual não contratará shows com “bandas de forró de plástico e grupos sertanejos” na Festa de São João paraibana. “O governo do Estado não pretende pagar duplas sertanejas, não pretende pagar forró de plástico”, disse em entrevista a uma rádio.

O assunto repercutiu hoje na Assembleia Legislativa: o deputado Raniery Paulino (PMDB) disse que o secretário foi infeliz e que desrespeitou os artistas. Para ele, o governo não pode determinar as bandas que o povo deve ou não ouvir. A polêmica saiu da AL, foi parar na imprensa, e, claro, no Twitter. Chico César está nos trending topics Brasil desta terça-feira (19).

Há, na declaração do secretário, dois temas a serem discutidos: 1. O que é banda de forró de plástico? Não se trata de uma classificação pejorativa? e, 2. Pode o governo decidir o que a população vai assistir na festa, já que se trata de um investimento do Estado? E como fica o gosto popular?


O secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Chico César, emitiu nota nesta segunda-feira (18), esclarecendo que o objetivo do Governo não é proibir ou impedir que eventos sejam organizados com tendências musicais diversas, mas sim, direcionar os recursos públicos para incentivar o fortalecimento e o resgate da cultura paraibana e nordestina.


NOTA DE ESCLARECIMENTO DO SECRETÁRIO CHICO CÉSAR


“Tem sido destorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição.

São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava “Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.

Secretário de Estado da Cultura – Chico César


Fonte: Blog Nova Consciência


CONFIRA A ENTREVISTA DO SECRETÁRIO AO PROGRAMA CONEXÃO ARAPUAN


PARTICIPE VOTANDO NA NOSSA ENQUETE
 


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segunda-feira, 25 de abril de 2011

CAMPANHA NACIONAL CONTRA A REFORMA DO CÓDIGO FLORESTAL TERÁ MANIFESTAÇÃO EM NATAL/RN

Créditos: Globo Amazônia
 A coalizão SOS Florestas está convocando uma mobilização nacional da sociedade brasileira para pressionar deputados, senadores e o governo federal a rejeitarem o substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao PL 1876/99 que modificará o Código Florestal Brasileiro. A coalizão é formada por ONGs e entidades contrárias ao substitutivo do deputado Rebelo e, a partir desse momento, POR VOCÊ TAMBÉM. A estratégia é realizar uma jornada de atividades públicas em dezenas de cidades entre os dias 28 e 30 de abril de 2011 com divulgação nas mídias locais para exercer pressão direta sobre parlamentares em seus domicílios eleitorais. Leia abaixo a íntegra da proposta de mobilização. 

Está sendo discutido em Brasília o substitutivo ao PL 1876/99, que altera o Código Florestal. O Código Florestal é o conjunto de leis que ordena a ocupação e a preservação de florestas e outras áreas naturais no país. O relatório de autoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP) enfraquece as leis que protegem a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga. A proposta também incentiva a ocupação de áreas de risco como encostas de morros e margens de rios nas cidades brasileiras, abrindo espaço para mais tragédias em áreas até mesmo próximas às nossas cidades. Na prática, essa mudança da legislação vai aumentar o desmatamento, provocando mais emissões de gases que causam as mudanças climáticas e acarretando problemas no abastecimento de água das áreas urbanas, além de deslizamentos de terra e enchentes.
 
FILME DA CAMPANHA



Para pressionar deputados, senadores e o governo federal a descartarem o substitutivo de Aldo Rebelo, a coalizão SOS Florestas vai lançar um esforço de mobilização nacional da sociedade brasileira a partir do próximo dia 28 de abril. A coalizão é formada por ONGs e entidades contrárias a este projeto de lei e, a partir desse momento, POR VOCÊ TAMBÉM. A estratégia é realizar uma jornada de atividades públicas em dezenas de cidades entre os dias 28 e 30 de abril de 2011 com divulgação nas mídias locais para exercer pressão direta sobre parlamentares em seus domicílios eleitorais.

Todas as atividades vão utilizar as mesmas mensagens e imagens para fortalecer o movimento. O trabalho será feito de forma articulada com a Frente Parlamentar Ambientalista, que está mapeando os deputados favoráveis à aprovação do substitutivo ao PL 1876/99 para direcionar a pressão e engajando parlamentares contrários àquelas mudanças em apoio às ações de mobilização da sociedade.

Para dar unidade à campanha, a coalizão SOS Florestas está desenvolvendo uma plataforma digital de engajamento no endereço www.sosflorestas.com.br. Nesta página, em breve serão encontrados todos os materiais informativos da campanha, além de links para petições, vídeos, cartilhas, roteiros de idéias, modelos de cartas, textos para envio à imprensa, convites etc. Após a jornada de lançamento entre 28 e 30/04, estes materiais deverão ser usados em escolas, faculdades, centros comunitários e outros espaços coletivos para sustentar a campanha.

SIM, vamos precisar de ajuda para levar a campanha para dentro desses espaços, atraindo mais gente para o debate sobre o futuro das florestas e das cidades brasileiras. O site também vai funcionar como uma vitrine dessa mobilização, reunindo fotos e vídeos das ações realizadas por você e pelos outros parceiros em uma MARCHA VIRTUAL para manter a pressão sobre o governo até que o substitutivo ao PL 1876/99 seja descartado de vez.

Fonte: SOS FLORESTAS

MANIFESTAÇÃO EM NATAL/RN
Data: 28/04/2011
Local: Pça Kennedy (Av. Rio Branco esq. Rua João Pessoa)

Horário: 15:00 às 18:00 horas

Organização local: Aspoan e SOS Ponta Negra

Apoio:  SOS Florestas, SOS Mata  Atlântica, Reação Periférica e Ong Baobá

Assine o manifesto http://www.avaaz.org/po/peticao_codigo_florestal/?sos e diga não às alterações no Código Florestal Brasileiro.

Precisamos de 200 mil assinaturas em nossa petição. Ela ajudará evitar que substitutivo ao projeto de lei n° 1876/99 - que prevê mudanças no Código Florestal seja aprovado. A votação está prevista para breve no Congresso Nacional.

Você tem papel decisivo para que possamos proteger nosso maior patrimônio.

TROPA DE ELITE 2 SERÁ EXIBIDO NO CINECLUBE KUPAIWANA EM BANANEIRAS/PB

Tropa de Elite 2 fecha a programação de abril do Cineclube Kupaiwana
A Associação de Jovens da Arte e Cultura do município de Bananeiras/PB (AJAC), convida a todos os moradores e visitantes da cidade, para se fazerem presentes neste próximo sábado dia 30 de abril para mais uma exibição de um filme no Cineclube Kupaiwana, localizado no Espaço Cultural Prof. Oscar de Castro (ambiente de mais de 1.700 metros quadrados de área construída, com teatro, salão de eventos, biblioteca, oficina de artesanato, galeria de artes e escola), a partir das 19h:30. 
Desta vez, Capitão Nascimento invade a tela do cineclube, para dar continuidade a sua missão, no dos maiores campeões de bilheteria de 2011: Tropa de Elite 2.
Tropa de Elite 2 bateu recorde de bilheteria nacional, com mais de 1,25 milhão de espectadores em seu primeiro final de semana. Essa abertura foi a quinta maior da história brasileira e a maior do ano e de um filme nacional, até então.Duas semanas após sua estréia, havia sido visto por 4,14 milhões de pessoas nos cinemas brasileiros, arrecadando cerca de R$40 milhões. Na terceira semana, acumulou R$57 milhões, com um público de 5,9 milhões, conseguindo ser o terceiro filme nacional mais visto da história do país - ficando atrás de A Dama do Lotação (1978), com 6,5 milhões, e do primeiro lugar Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), que teve 10,7 milhões. No total, 736 salas em todo o Brasil exibiram o longa, com 331 ainda exibindo no início de dezembro de 2010.


Cinco semanas após a estréia, dia 8 de outubro, o filme obteve 9,6 milhões de espectadores, ultrapassando o público de 9,1 milhões que assistiu a Avatar, de James Cameron. Tropa de Elite 2 superou também o filme A Era do Gelo 3, que alcançou 9,2 milhões de espectadores, tornando-se a bilheteria mais bem sucedida no Brasil dos últimos doze anos. Com esses resultados, o filme ficou apenas atrás de clássicos como Titanic, de 1998, com 16 milhões e de Dona Flor e seus dois maridos, de 1976, com 10,8 milhões.Porém, em 7 de dezembro, Tropa de Elite 2 conseguiu ser o filme nacional mais visto da história do país, quando chegou a marca de 10.736.995 espectadores, superando assim o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos.Esse desempenho permitiu que o ano de 2010 fosse o ano mais rentável para os cinemas brasileiros, pois ultrapassaram a marca dos 22 milhões de espectadores, alcançada em 2003.


Nas pré-vendas também foi um recorde, em termos de filmes nacionais nos Cinemas Severiano Ribeiro/Kinoplex, com vendagem de mais de 50.600 ingressos antecipados, sendo a maior marca já registrada pela empresa. Fonte: Wikipédia

SINOPSE

Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma mal sucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Contudo, ele descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Seus problemas só aumentam, porque o filho Rafael (Pedro Van Held) tornou-se adolescente, Rosane (Maria Ribeiro) não é mais sua esposa e seu arqui inimigo Fraga (Irandhir Santos) ocupa posição de destaque no seio de sua família. (RC)

TRAILLER
O Cineclube Kupaiwana, assim como os demais cineclubes do Brasil,  é uma associação sem fins lucrativos que estimula os seus membros a ver, discutir e refletir sobre o cinema.

A clasificação do filme é a para o público a partir dos 16 anos.

Maiores informações: (83) 9129-2692, ou pelo e-mail ajacarte@yahoo.com.br 

domingo, 24 de abril de 2011

CIRCUITO DO BREJO PARAIBANO 2011 - 2ª PARTE - AREIA/PB

Centro Histórico de Areia
O município de Areia esta a uma distância de 122 Km de João Pessoa, e a 192 Km de Natal/RN. Localizado Mesorregião Agreste na e Microrregião do Brejo Paraibano, possui uma altitude em relação ao nível do mar de 618 metros, o que proporciona ao município um clima ameno com temperatura média de 23° C, e que no inverno chega a incrível marca dos 8° C. Possui uma vegetação de Mata Úmida de altitude e a Mata Subcaducifólia, que cerca os seus limites com muito verde, com destaque para a Reserva Estadual da Mata de Pau Ferro, São 607 hectares de mata que funciona como um refúgio para animais ameaçados de extinção como o pássaro pintor, a cobra jararaca entre outros. O revelo é pertencente ao Planalto da Borborema, com inúmeras serras. Já a hidrográfia areiense possui como principal curso d’água o rio Bananeiras, possuindo uma adutora que abaste a cidade. Além dos riachos Mandaú, Pitombeira, Pedregulho, Mazagão e Fechado e os açudes Vaca Brava, Queimada, Jussara e Mundo Novo.


Sua história tem início com a ocupação de suas terras pelos índios pertencentes à tribo Bruxaxá, ligado aos índios Cariris. A primeira noticia da exploração do território data do ano de 1625, quando o português Manoel Rodrigues capitaneando sua gente adentrou aqueles sítios, voltando para Mamanguape impressionado com a amenidade do clima, a fertilidade do solo e disposto a colonizar a promissora zona do Brejo; plano que foi transtornado pela invasão holandesa. Em 1648, a mando de Maurício de Nassau, a expedição de Elias Herckman, governador holandês da Paraíba em busca de recursos minerais, percorreu e ultrapassou o território de Areia sem nada encontrar. Todavia, assentamentos mais precisos dão que, em meados do século XVII, desbravadores portugueses percorreram a região tendo um deles, de nome Pedro, se fixado no local à margem do cruzamento de estradas que eram caminho obrigatório de boiadeiros e comboieiros dos sertões, com destino a Mamanguape e à Capital. Ali construiu um curral e uma hospedaria conhecida como “Pouso do Bruxaxá” e seu dono “Pedro Bruxaxá”, dada a amizade que fez com os nativos. 

A região foi por muitos anos denominados Sertão de Bruxaxá. O movimento de viajantes pelo local atraiu habitante e em breve surgiu uma povoação que recebeu o nome de Brejo do Riacho de Areia, devido a um córrego que abrejaria suas margens, constituídas de uma vasta riqueza. O nome foi logo abreviado para Brejo de Areia e, posteriormente, apenas Areia. A primeira sesmaria que se sabe requerida no Sertão do Bruxaxá deve ter sido a que foi concedida a João Morais Valcácer em 1672, no lugar denominado Jardim. Outros lhe seguiram o exemplo e decorrer dos anos, as sesmarias foram divididas em centenas de propriedades, desbravando um esforço pioneiro as terras inicialmente cobertas de matas virgens. Surgiram várias culturas – algodão, fumo, mandioca, cereais, etc. O pequeno núcleo de povoamento expandiu-se e mais para o fim do século XVIII a agricultura e o comércio prosperavam novas famílias provenientes da Capital e de Pernambuco ali se estabeleciam. 

Atraídas pela prodigalidade da terra. O escoamento dos produtos tornou-se mais fácil com a melhoria das vias de comunicação. O povoado foi elevado à categoria de vila em 30 de agosto de 1818 e, em 18 de maio de 1846, tornou-se cidade. 

 Com o desenvolvimento da lavoura canavieira na Região do Brejo, no século XIX, a cidade de Areia tornou-se o maior município da região, mas tal proeminência econômica começou desde o século anterior, XVIII, com a precedente lavoura do algodão. 

A campanha abolicionista no município teve a liderança de Manuel da Silva e Rodolfo Pires, e a cidade libertou o último escravo pouco antes da Abolição da Escravatura em todo o país, no dia 3 de maio de 1888. Areia participou ativamente das Revoluções do século XIX, tais como a Revolução Pernambucana, em 1817, a Confederação do Equador, em 1824 e a revolta do Quebra-Quilos, em 1873.  

Os personagens históricos mais conhecidos de Areia são o pintor Pedro Américo (pintor do Segundo Império), José Américo de Almeida (ex-governador da Paraíba, escritor e importante político nacional), Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques (primeiro arcebispo da Paraíba), Abdon Felinto Milanês (músico erudito), Abdon Milanês (político da Primeira República e pai do compositor) além de Elpídio de Almeida (médico e ex-prefeito da cidade de Campina Grande), Álvaro Machado (fundador do Jornal A União), entre outros.


O desenvolvimento economico de Areia teve a partir da utilização de suas terras férteis e bem irrigadas, a amenidade do clima, as chuvas constantes e bem distribuídas cooperavam com o homem no amanho da terra, permitindo colheitas compensadoras. Areia constituía-se numa espécie de celeiro do sertão abastecendo aquela zona com sua abundância de cereais, farinha de mandioca, rapadura, etc.  A cultura do algodão foi durante muitos anos a base da vida econômica de toda região, mas meados do século XIX vai perdendo terreno para a cultura da cana-de-açúcar que passa daí por diante, a ocupar o primeiro lugar na ordem de produção agrícola, conquanto não se abandonasse o cultivo do algodão que continuou pesando em sua balança comercial. Nas várzeas de massapé proliferavam os canaviais e os engenhos se sucediam próximos uns aos outros havendo no final do século mais de cem estabelecimentos do gênero em Areia. De inicio eram simples almanjarras, movidas a tração animal. Fabricavam somente açúcar no começo, mas como a rapadura passou a ser o artigo mais vendável e de mais rápida fabricação, todos os senhores deram preferência a este produto. O engenho Jussara, o mais antigo do município, foi também o primeiro a instalar, em 1888, o vapor como força motriz (locomóvel), seguido dos engenhos Saboeiro e Mundo Novo. Nascida da cana-de-açúcar surge uma burguesia rural que muito iria abrilhantar a vida social, política e cultural da cidade. As pragas e outras circunstâncias contribuíram para a crise canavieira que cedeu a primazia a outro tipo de cultura – a do café – que trouxe nova prosperidade a Areia. Esta chegou a competir com Bananeiras, o maior centro cafeeiro do Estado. No inicio do século XX uma praga dizimou os cafezais do Brejo acarretando a ruína econômica da região. Surgiu então o Sisal, cultura inédita ali, que levantou os ânimos e a economia decaída. Entretanto a cana-de-açúcar tem sido em todos os tempos, a cultura intermitente, que nunca foi totalmente abandonada, persistindo até hoje como produto básico da economia local.

Areia teve como os demais municípios, suas fases áureas e as de depressão, baseadas essencialmente nos ciclos econômicos aos quais se subordinava seu desenvolvimento. Município fundamentalmente agrícola, sua principal fonte de divisas sempre foi, desde as origens, a lavoura.


O comércio de Areia era próspero e refinado importando artigos diretamente da Europa. A cidade orgulhava-se de possuir um sortimento dos mais variados e completos havendo casas comerciais cujo estoque era orçado em vinte contos de réis, quantia avultada para época. Havia até um comerciante que alugava casaca, camisa de peito duro e chapéu de claque para os elegantes saraus dançantes da cidade; A feira de Areia gozou da reputação de ser a maior da Paraíba. Ali se permutavam os produtos da região agrícola pelos da zona pastoril. Os negociantes areenses eram, via de regra, além de ricos, homens honrados, de mentalidade esclarecida, integrados em todas as iniciativas da comunidade, tendo prazer em educar seus filhos. Areia foi considerada por muito tempo como "Terra da Cultura" tendo seu teatro - o "Theatro Minerva" - sido edificado 50 anos antes que o da capital do Estado da Paraíba. Para aquela cidade hospitaleira, de invernos rigorosos, convergiam estudantes de todo o Nordeste, sendo expoentes deste tempo a Escola de Agronomia do Nordeste, o Colégio Santa Rita (Irmãs Franciscanas, alemães) e o Colégio Estadual de Areia (antigo Ginásio Coelho Lisboa). Seus filhos se destacavam em todos os concursos de que participavam. Carminha Sousa e Laura Gouveia eram reconhecidas pela capacidade de educar e formar pessoas na língua portuguesa. 

O município é também muito conhecida por suas riquezas culturais, particularmente o Museu de Pedro Américo, com inúmeras réplicas dos quadros do mais célebre cidadão areiense - entre elas a famosa obra "O Grito do Ipiranga", encomendada a ele por Dom Pedro II, e o Museu da Rapadura, localizado dentro do Campus da UFPB na cidade, onde o turista pode observar as várias etapas da fabricação dessa iguaria e dos outros derivados da cana-de-açúcar, como a cahaça, sendo a areiense muito conhecida exteriormente por seu incomparável sabor.

Principais Pontos Turisticos
  1. O SOBRADO DE JOSÉ RUFINO;
  2. CASA DE PEDRO AMÉRICO;
  3. MUSEU REGIONAL DE AREIA;
  4. MUSEU DA RAPADURA;
  5. IGREJA DO ROSÁRIO DOS PRETOS ;
  6. IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO;
  7. TEATRO MINERVA;
  8. O QUEBRA;
  9. VILA NEUZA;
  10. COLÉGIO SANTA RITA;
  11. PARQUE ESTADUAL DA MATA DE PAU FERRO;
  12. BALNEÁRIO FURNAS
  13. ENGENHOS - (Triúnfo, Bruxaxá, Serra de Areia, Turmalina, Jardim, entre outros)       


GEOTRILHAS/RN EM AREIA/PB


Grupo reunido na Praça Central

Chegamos em Areia por voltas das 18h:30, ainda no dia 26 de março, onde nos encontramos com a outra metade do grupo, que nos aguardava na praça central da cidade. Estando agora o grupo integrado, partimos com destino ao Colégio Santa Rita, pertencente a Ordem Franciscana, onde seria o local da nossa hospedagem. 

Ao chegarmos no colégio, fomos bem recebidos pelas irmãs franciscanas, que nos alojaram nos confortáveis quartos do complexo. O colégio foi construindo no ano de 1910, pelo Vigário Cônego de Odilon Benvindo de Alemida e Albuquerque, que foi, e ainda é a escola tradicionalista que educar a elite da cidade. Ainda na escola, pudemos ver o mirante para a entrada da cidade, os belos jardins, e o marco do ponto mais alto do município, que fica justamente dentro da escola. Após termos nos situado na hospedagem, formos tratar de jantar. Fomos até a Padaria e Lanchonete Capricho, onde o casal Lala e Pedro já conheciam em outra oportunidade, quando visitaram Areia. Conhecemos o Sr. Wilson, proprietário do estabelecimento, e de uma das casas mais lindas da cidade, onde preserva ainda a arquitetura clássica da época áurea do município. Na padaria do Sr. Wilson, situada no centro histórico da cidade, pudemos provar de vários tipos de pães e bolachas, que não tínhamos mais notícia, como o pão brote. Acompanhado de uma boa xícara de café, o Sr. Wilson prosava com o grupo, na medida em que nós jantávamos. Muitas histórias e curiosidades de Areia foram relevadas. Após o jantar, uma parte do grupo resolveu conhecer a noite de Areia, enquanto outra, que já estava bastante cansada por causa das trilhas de Bananeiras, resolveram dar um pequeno passeio no centro histórico. Conferimos algumas fachadas antigas, e depois fomos provar o delicioso pastel de carne de charque na Lanchonete Solanche. Depois de uma conversa bastante animada e amistosa com o proprietário, o qual no momento não recordo o nome, nos recolhemos no Colégio Santa Rita, por volta das 21h:00, para se preparar para as atividades de trilhas do dia seguinte.


Início da Trilha do Cumbe
No dia seguinte, acordamos cedo mais uma vez para observarmos a enserração cobrindo a cidade. E neste caso, em Areia o fenômeno foi mais perceptível. Descemos para o café da manhã, na padaria do Sr. Wilson, e já percebemos que a segunda parte do grupo não se encontrava. Com certeza a noite de Areia regada a produção de cachaça local, impediram a participação nas atividades matinas. Com isso, os heróis de Bananeiras, após o café da manhã, se encontraram com a nossa ilustre guia Luciana Balbino, que fez a condução do grupo no ano de 2009. Luciana potuamente chegou ao local combinado, e passou a programação do dia. A primeira parada seria uma trilha na Reserva da Mata de Pau Ferro. Mais uma vez, contratamos alguns mototaxistas para nos levar até a comunidade de Chã, onde é localizada a reserva, Chegando ao local, Luciana nos levou até a área de recepção dos turistas, onde contou sobre o trabalho realizado na reserva, onde existe uma associação de moradores que fabricam polpa de fruta e fazem artesanato com a folha da bananeira. O grupo adquiriu algumas peças, e seguiu para entrada da trilha do Cumbe. Desta vez, o destino final será a Barragem da Vaca Brava. Realizamos o mesmo percurso de 2009, passando entre várias árvores, que neste ano, tinham identificação quanto à espécime. Na trilha também bastante placas sobre a educação ambiental. Uma ótima iniciativa, que ajudará as pessoas a se conscientizarem da importância da preservação. Passamos por uma antiga ruína de engenho, onde Luciana contou a história, assim como, da estrada que passávamos, que serviu para a construção da barragem. 

Barragem Vaca Brava com capacidade mínima
Chegamos exatamente ao ponto final da trilha de 2009. Uma bica que vinha dentro da mata, mas não era o nosso destino. Seguimos mata a dentro, passando por alguns trecho de relevo acidentado, até chegar a um estradão cercado de cajueiros, que nos levaria até a barragem. Ao chegarmos na barragem, o cenário era bastante desolador. Ela estava praticamente seca, onde não tinha nem se quer 20% de sua capacidade máxima. Resultado da escassez de chuvas na região. Fato que esta prejudicando as cidades circunvizinhas, que voltaram a utilizar os carros-pipas. Fomos até a torre de marcação do nível da água da barragem para dar uma conferida, e notamos que há uma imensa área sem água, e sem dúvida alguma, estando cheia a barragem, é um espetáculo de se ver. Seguimos em frente, passando por uma área de colonos, e de antigos engenhos abandonados, repletos de mangueiras e oliveiras. Chegamos ao ponto de encontro, onde um pau de arara estava a nossa espera para nos levar até o Engenho Triunfo. 

Maria Júlia recebendo o grupo
Por volta das 10h:30, chegamos no Engenho Triunfo, local de fabricação da considerada melhor cachaça de Areia (Triunfo). Já se encontravam a nossa espera, a segunda métade do grupo, que não compareceu as atividades das primeiras horas da manhã. A proprietária do engenho, a Srª Maria Júlia, nos recepcionou mais uma vez. Diferentemente de 2009, desta vez o engenho estava a todo vapor. Pudemos observar o processo de fabricação na cachaça, desde a moenda a destilação. Maria Júlia nos contou sobre a fundação do engenho, que era um antigo sonho de seu marido. No final da visita, fomos convidados para um degustação dos produtos Triunfo. Visitamos a lojinha do engenho, onde os participantes adquiriram alguns produtos. Ainda no engenho, o grupo realizou a entrega do certificado aos proprietários, pela conquista do Prêmio GEOTRILHAS/RN Os Melhores de 2009, na categoria melhor tradição cultural. Mais uma vez o grupo se separou, onde os trilheiros de Bananeiras permaneceram em Areia para o restante da programação do dia, enquanto a outra parte seguiu de volta para Natal/RN. 

Grupo no Museu da Rapadura
Os remanescentes, seguiram para a o Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, localizado no município. Ao chegarmos na primeira escola agrícola do Nordeste, conhecemos as instalações físicas, onde o moderno e o tradicional vivem em harmonia. O campus é dotado de muito verde, que chamou a atenção dos participantes, que já na pequena trilha do orquidário, se encantaram com tamanha beleza. Ao final da trilha, fomos visitar dentro da própria UFPB, o Museu da Rapadura, sub-dividido no engenho, onde contém vários objetos da época áurea do ciclo da cana-de-açúcar, e a Casagrande, onde estão vários objetos dos senhores de engenhos que habitavam em Areia. O Museu da Rapadura agora conta com uma nova forma administrativa, onde jovens pertencentes a um projeto estão acompanhando os turistas. No final da  visita ao museus, houve mais uma entrega de certificado. Desta vez, foi na categoria Melhor Museu de 2009, que o museu faturou. 

Prosseguimos adiante por dentro do campus, até a chegarmos na Churrascaria Castelo, onde iríamos almoçar. Chegando lá, logo o alegre Seu Castelo nos recebeu, e tratou de nos acomodar. A Churrascaria Castelo, também  foi uma das vencedoras do prêmio Os Melhores de 2009. Ela foi a grande vencedora na categoria Melhor Restaurante. O Seu Castelo ficou bastante feliz a premiação, e logo foi comemorar junto com o grupo, em mais uma degustação de cachaça local. A medida que íamos almoçando, o Seu Castelo contava várias histórias engraçadas sobre como abriu o estabelecimento, e sobre a fama de mulherengo. Com certeza, as histórias nos renderam bastante risadas. 

Grupo reundido em frente a entrada da UFPB
Após o término do almoço, nos despedimos do Seu Castelo, e seguimos de volta para a cidade, onde fizemos uma pequena parada numa sorveteria para saborear o sorvete de rapadura. Logo em seguida visitamos o Casarão de José Rufino, que possui vários objetos das oligarquias areienses, e está temporariamente sediando o Museu Pedro Américo. Com algumas obras que foram transferidas do local antigo, devido a reformas no prédio. Em seguida partimos pelas ruas do centro até a igreja do Rosário dos Pretos, onde a guia Luciana nos contou a história da construção, e de alguns casos ocorridos na igreja, que era um local de esconderijos dos escravos em fuga. Depois fomos até o Teatro Minerva, que devido ao avanço da hora, já se encontrava fechado, mas ficando inseto de sua história se contada pela guia. 

Grupo no Museu de Pedro Américo
O último ponto foi o mirante da prefeitura, de onde deu para contemplarmos o por do sol por trás do vale. Ainda houve tempo de uma parada numa loja de artesanato para adquirimos algumas lembranças de Areia, antes de nos despedir de Luciana, que mais uma vez ficou feliz em poder conduzir o GEOTRILHAS/RN em mais esta atividade em Areia. 

Antes de regressarmos de volta ao Colégio Santa Rita, fizemos uma paradinha novamente na padaria do Sr. Wilson para um cafezinho, e levar alguns produtos, além de nos despedirmos do simpático comerciante. Retornamos ao colégio para higienização pessoal e arrumação das malas, e ao término, nos despedimos das irmã franciscanas que nos receberam muito bem, e partimos de volta para Natal/RN por volta das 18h:30, levando consigo muitas lembranças positivas da nossa magnífica estadia nestes três dias dentro do brejo paraibano, e com o desejo de um dia voltar novamente a este local encantador.            


VÍDEO DA TRILHA

Raio-X

Nível de Dificuldade – Leve
Localização do Parque – Bom
Disponibilidade de Socorro Médico – Ótimo
Apoio Logístico - Bom

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves e confortáveis;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores, frutas, sementes, ramos, mudas, lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos.
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar no parque com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Jogar seu lixo nas lixeiras, seguir os painéis informativos e obedecer às instruções dos funcionários do Parque.

Onde comer
Churrascaria Castello
Fone: (83) 8824-6859 & (83) 3362-2299 

Onde ficar
Colégio Santa Rita
Fone: (83) 3362-2206 & (83) 3362-2881 (Irmã Rosa Maria)

Contatos para realização de trilha
Luciana Balbino
Fone: 83 8826-8208
e-mail: lucbalbino@yahoo.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2011

CIRCUITO DO BREJO PARAIBANO 2011 - 1ª PARTE - BANANEIRAS/PB

Bananeiras/PB
O município de Bananeiras está localizado a 141 Km de João Pessoa, e a 150 Km de Natal/RN. Situado na Mesorregião do Agreste Paraibano, e na Microrregião do Brejo Paraibano, encravado em plena serra da Borborema a uma altitude de 526 metros do nível do mar, dando as características do brejo de altitude, o que proporciona a cidade um clima frio úmido, com temperaturas na casa dos 28°C no verão e 10 °C no inverno.

O revelo é bastante acidentado, com vales profundos e estreitos dissecados, típicos do Planalto da Borborema. Já vegetação é composta por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica, típicas do agreste e a Mata Úmida de altitude. Quanto a hidrografia, está inserido dentro da bacia hidrográfica do rio Curimataú, tendo como principais afluentes os rios Curimataú, Dantas e Picadas e os riachos Sombrio e Carubeba, todos de regime intermitente. Conta ainda com os recursos do açude da Piaba.

A história de Bananeiras tem início com a colonização das terras a partir da metade do século XVII, a partir das semarias doadas a Domingos Vieira e Zacarias de Melo, que viviam em Mamanguape. A origem do nome vem justamente desta época, onde quando os donatários chegando às terras próximo a uma lagoa, que corria no fundo de um vale, observaram a existência de muitas pacoveiras (uma bananeira rústica), que produzia frutos inadequados para o consumo humano, ficando o local conhecido como vila de Bananeiras.  A vila pertencia à jurisdição de São Miguel daBaía da Traição. Em 1822, passou à jurisdição de Areia/PB. Em 1835 foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Livramento. 

O distrito de Bananeiras foi criado pela lei provincial nº 5, de 26 de maio de 1835. Foi elevado à categoria de vila pela resolução do conselho do Governo e sede municipal de 9 de maio de 1833, Instalado em 10 de outubro de 1833.

A região foi primeiramente produtora decaba-de-açúcar e depois de café. Em 1852, a produção cafeeira chegou a ser a maior da Paraíba e a segunda do Nordeste, com uma produção de um milhão de sacas ao ano. Isto tornou a cidade uma das mais ricas daquela região, riqueza esta expressa na arquitetura de seus casarões, resultado da opulência vivida pela aristocracia rural. O dinheiro do café permitia a construção de palacetes, com ladrilhos importados. O fausto do café acabou em 1923, com a praga Cerococus paraibensis que contaminou as plantações. A cana-de-açúcar, o fumo, o arroz e, posteriormente, o sisal, passaram a figurar como produtos estratégicos da economia regional.

O padre José Antônio Maria Ibiapina (Ex-Deputado, que abandonou a vida civil para seguir  catolicismo, que percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras) passou pela região, percorrendo diversos povoados vizinhos. A primeira igreja, dedicada a Nossa Senhora do Livramento, foi concluída em 1861, após 20 anos. Sua construção foi incentivada pelo padre Ibiapina e contou com o apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas “pé de moleque” ou “imperiais”.

Em 1922, Bananeiras é contemplada com a inauguração o ramal ferroviário que contava suas serras, com primeiro trecho entregue em 1910, mas na verdade, o trem só chegou em 1925. Foram 15 anos para entregar 35 quilômetros, Deveria avançar mais outros 35-40 km para atingir Picuhy, o que jamais aconteceu. O marco inaugural foi com a construção do túnel da Serra da Viração, no governo de Solon de Lucena, um ilustre filho da terra. Este homem dizia que 'o trem chegaria a Bananeiras nem que fosse por baixo da terra'. A tecnologia anglo-brasileira teve de perfurar um túnel de 202 m, na pedra maciça, para que o trem atingisse Bananeiras, após passar pela vila de Camucá, a atual Borborema.A bela estação de Bananeiras foi inaugurada em 1925 pela Great Western, como ponta de linha do ramal de Bananeiras. A estrada na época se chamava E. F. Independência ao Picuhy, e deveria ligar a estação de Independência (hoje Guarabira), saindo pela estação de Itamataí, na linha Norte da Great Western, à localidade de Picuhy. O trem para de circular em 1966, e em 18 de abril de 1970, o rama é oficialmente desativado.

Uma das maiores atrações de Bananeiras é o “Caminho do Frio”, que ocorre no mês de julho. Neste período a cidade vira palco desta Rota Cultural, que envolve outras cinco cidades do Brejo paraibano com a realização de eventos, festivais e outras atividades que envolvem a população nativa e os turistas. Umas das atividades é a “Aventura e Arte na Serra” com a realização de oficinas, apresentações artísticas e a promoção de passeios e trilhas pelas ladeiras, áreas rurais e cachoeiras que embelezam a pequena cidade que está a 552m acima do nível do mar. Existem ainda exposição de Artes, festival gastronômico da banana, tilápia e cachaça, apresentações teatrais e de música instrumental.

Para os turistas que desejarem visitarem Bananeiras no restante do ano, o município oferece bastante opções de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Confira os principais pontos turísticos:

O Cruzeiro de Roma
Surgiu em 1899, construído por um proprietário rural, que pretendia marcar a passagem do Século XIX para o Século XX. A capelinha e a construção anexa têm 106 anos de existência e situam-se a 507m de altura. O conjunto arquitetônico religioso localiza-se no distrito de Roma, na zona rural, a 12 Km do centro de Bananeiras. É parada obrigatória dos romeiros que cumprem o roteiro “Nos passos de Ibiapina”. Se constitui na trilha rotineira dos peregrinos que se dirigem a pé para o Memorial de Frei Damião, em Guarabira, ou que seguem em demanda do monumento de Padre Cícero, em Juazeiro (CE).

Cachoeira do Roncador
É um lençol d’água que desaba de uma altura de 45m, graças a uma depressão formada no curso médio do rio Bananeiras. A flora nativa em redor da cachoeira mostra uma natureza exuberante, onde permenecem angelins, sucupiras, pau d’arcos, sapucaias e pirauás. O local é adequado para caminhadas ecológicas e a prática de camping selvagem. O Ibama descobriu nesta mata uma colônia de quatís-papa-mel, talvez a única do Estado.
O Túnel do Trem – Construído em 1922, permitiu que a estrada de ferro chegasse a Bananeiras. Antes, o trem só ia até a Vila de Camucá (Borborema), a 12 Km de distância. Há planos para transformar túnel  em área de lazer.

Há ainda as seguintes Trilhas Ecológicas:

Trilha Ecológica Goiamunduba

Ponto zero Igreja matriz
Percurso 12 km (carro ou a pé) de ida e volta
Estrada para o Engenho da Cachaça Rainha.

Atrativos do Percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Plantações
Vegetação densa dos fragmentos de mata atlântica e Serrana
Relevo da região
Nascentes do rio Goiamunduba
Lagoa do Encanto
Lendas do local
Frutas de época
Ruínas da Casa do Senhor de Engenho
Casa de Farinha
Levar lanche, Grau de dificuldade em escala de 0 a 10= 3 em caso de acidentes, fácil acesso.


Trilha da Cacimba e Bica das Almas
Percurso 5 km ida e volta (a pé)
Atrativos do Percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Um dos afluentes do rio Bananeiras
Relevo
Resquício de mata serrana
Lendas do local
Levar lanche
Grau de dificuldade escala de 0 a 10 = 6
Em caso de acidentes, difícil acesso 


Trilha do Umiraí – Inscrições e Pinturas Rupestres
Percurso  48 km ida e volta (600 metros a pé)
Atrativos do percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Passagem pelo distrito do Tabuleiro onde podemos lanchar e almoçar R$ 6,00
Passagem pelas canoas (possível sítio paleontológico)
Frutas de época (caju, pinha, castanha, torrada, umbu).
Pedra do letreiro – Inscrições e pinturas Rupestres.
Grau de Dificuldade escala de 0 a 10=4
Em caso de acidentes, fácil acesso.


Trilha do Trem
Percurso  7 km de ida e volta (a pé)
Atrativos do Percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
História do túnel
Antiga Estação, hoje Hotel Pousada da Estação.
Mirante vista parcial da cidade
Fabrica do fumo
Vegetação
Criações na UFPB (gado, galinha, porcos, abelha, rãs)
Rapel > 27 metros
Frutas da época (cajú, manga, jaca, cajá).
Nascente do rio Bananeiras.
Levar lanche grau de dificuldade de 0 a 10=01
Em caso de acidentes, fácil acesso.  


Trilha das Árvores Centenárias
Percurso 5 km de ida e volta
Atrativos do Percurso:
História da cidade Incluindo parte do casario
Campus III da UFPB
Abatedouro > criações de porcos, coelhos, abelha, peixe.
Levar lanche
Grau de dificuldade 0 a 10 = 02
Em caso de acidentes, difícil acesso.


Trilha do Cruzeiro de Roma
Percurso  24 km pela lagoa de Mathias-estradão (ida e volta)
32 km Roma-Asfalto (A carro ou a pé)

Atrativos do percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Mata Atlântica (Goiamunduba)
Engenho da cachaça Rainha
Canaviais
Rio Goiamunduba
Plantação de flores tropicais
Lagoa de Matias
Piscultura (tilápia)
Piscinão de Roma
Frutas de época
Rappel – 30 metros
No distrito de Roma podem- se comprar frutas, lanches, água etc.
Grau de dificuldade de 0 a 10 = 03 em caso de acidentes, difícil acesso.


Trilha da Bica do Gato
Percurso 5 km de ida e volta (a pé)
Atrativos do Percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Plantações
Paisagens
Cacimbas de água potável
Rapel – 15 metros
Banho de bica
Frutas da época (manga, banana, laranja, cajú, cajá)
Levar lanche
Grau de dificuldade de 0 a 10 = 03
Em caso de acidentes, médio acesso.


Trilha do Moura
Percurso 25 km ida e volta (a carro ou a pé)
Atrativos do Percurso:
Paisagens
História da cidade incluindo parte do casario
Plantações
Frutas de época (manga, banana, cajá).
No distrito de Roma podem-se comprar frutas, lanches e água.
Grau de dificuldade de 0 a 10=07
Em caso de acidentes, difícil acesso.


Trilha da Caverna
Percurso 10 km ida e volta (a pé ou de carro)
Atrativos do Percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Fragmentos de mata atlântica
Paisagens
História do local
Levar lanche e água
Grau de dificuldade de 0 a 10 = 05
Em caso de acidentes, fácil acesso.


Trilha da Gruta dos Morcegos
 
Percurso  30 km ida e volta (de carro ou a pé)
Atrativos do percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Plantações da cultura regional
Casarão de Sólon de Lucena
Capela do sagrado coração de Jesus
Frutas de época (manga, cajú, cajá).
Rapel de 20 metros
Pinturas rupestres
Levar lanche
Local propício para acampamento
Grau de dificuldade de 0 a 10 = 04
Em caso de acidentes, fácil acesso.


Trilha da Bica dos Cocos
Percurso 8 km de ida e volta (a pé ou de carro)
Atrativos do Percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Antiga Estação
Paisagem do túnel da viração
frutas da época
Pode ser feita pela antiga trilha do trem
Túnel da viração
Bar e Restaurante
Banho de bica
Grau de dificuldade de 0 a 10 = 03
Em caso de acidentes, fácil acesso.


Trilha do Sítio Mijônia
 
Percurso  20 km de ida e volta (de carro ou a pé)

Atrativos do Percurso:
História da cidade incluindo parte do casario
Paisagens do caminho
Plantações
Frutas de época (manga, cajú, banana, jaca).
Pesque e pague
Banho de açude
Banho de bica
Passeio de canoa
Trilha ecológica
Bar e Restaurante
Grau de dificuldades de 0 a 10 = 03
Em caso de acidentes, fácil acesso. 

GEOTRILHAS/RN EM BANANEIRAS/PB    

GEOTRILHAS/RN na Mata da Goiamanduba
Depois de uma eleição feita no Projeto GEOTRILHAS/RN, para saber os melhores do ano de 2009, onde na categoria Melhor Trilha de 2009, o Circuito do Brejo Paraibano foi o ganhador, percebemos que as maravilhosas lembranças das visitas feitas em Bananeiras e Areia marcaram bastante os participantes do projeto (Clique aqui e confira como foi o Circuito do Brejo Paraibano 2009). Pensando nisso, embarcamos depois de um ano meio, para novamente aproveitar os que estas fantásticas cidades têm de melhor. 

A nossa primeira parada foi novamente em Bananeiras/PB, onde chegamos na manhã do dia 25 de março, por volta das 09h:00 vindos de Natal/RN. Como da primeira vez, fomos direto para o marco zero da cidade. Localizado na igreja matriz, onde encontraríamos novamente com o nosso guia que fez a condução do grupo em 2009, o Joilson Custódio, mas que para a nossa surpresa, não pode comparecer devido esta na data conduzindo um curso de guias de turismo. Uma das medidas de qualificação do município oferecido aos jovens de Bananeiras. Em seu lugar, com a missão de conduzir o nosso grupo nos dois dias de permanência, foi escalado o companheiro de Movimento Escoteiro, Adriano Bezerra, que faz parte do Grupo Escoteiro e Grupo Ambientalista Anjos Noturnos. 

Início da Trilha
Após nos apresentarmos, seguimos para a Pousada da Estação, onde nos hospedamos. O local foi a antiga estação ferroviária da cidade, que passou por uma restauração, que conservou todos os seus traços. O complexo possui ainda um restaurante para atender os hospedes e visitantes. Depois do almoço, também realizado na pousada, partimos com destino ao Cruzeiro de Roma, numa trilha com percurso de 15 Km, que teve início pelas ruas antigas de Bananeiras, onde conhecemos alguns casarões e sobrados. Seguimos ao lado da igreja matriz, por ruas com imensas ladeiras, até se distanciarmos da zona urbana. 

À medida que caminhávamos começamos a perceber que a especulação imobiliária atingiu a pacata Bananeiras. Passamos ao lado de um imenso condomínio dotado de lojas comerciais e até campo de golf, que contrastava nos imensos e profundos vales. A nossa caminhada foi bastante agradável, pois o dia estava nublado. Chegamos a ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico de Goiamunduba), uma grande área de Mata Atlântica encravada no Agreste. Entramos no interior da mata, onde podemos observar várias árvores, onde os pássaros e cigarras davam o tom no final da tarde. Dentro da reserva, o clima era mais ameno devido ao micro-clima formado. Descemos por uma parte da reserva, onde existem alguns colonos que praticam agricultura de subsistência. Numa relação harmoniosa com o meio ambiente. 

Por dentro da ARIR Goiamanduba
Ao chegarmos numa propriedade, escutamos de longe um barulho de uma queda d’água. Era uma pequena cachoeira que passava no local, que logo se situamos próximo a ela para lanchar e descansar um pouco. Notamos que pela marcas d’águas, a chuva da noite anterior foi bastante forte, devido a quantidade de galhos e pelo capim amassado que se encontrava no local. Seguimos adiante, subindo ao lado da cachoeira, por um ponto bastante acidentado. Com muito cuidado, partimos em busca de uma das nascentes que forma a cachoeira do Roncador, que iríamos visitar no dia seguinte. Caminhamos por uma pequena área de pasto, ao lado do gado, que nos observava com um olhar bastante curioso. Entramos em seguida pelo um pomar de mangueiras, que dava nos fundos de outras casas de colonos. Chegamos a um grande estradão, que nos levaria a uma pequena capela da comunidade. Chama-nos a atenção, o belo jardim repleto de flores, nos fundos da capela. Passamos pelo um portal que nos velaria a um outro trecho da reserva. A curiosidade no local se dava pelo sistema de abastecimento da comunidade. Uma pequena barragem no alto da reserva levava a água por meio da gravidade para os moradores. Os canos eram feitos de bambus, que vinham da própria mata, que possuía um imenso bambuzal. Adentramos mais uma vez na mata fechada, onde depois de quinze minutos de caminha, finalmente chegamos a nascente do Roncador. Um pequeno olheiro protegido pela mata ciliar, que em gota em gota, forma uma das maiores cachoeiras do Nordeste. Fizemos um copo com algumas folhas, usando as técnicas escoteiras, para saborear a água  cristalina. 

Rumo ao Cruzeiro de Roma
Retornamos novamente ao estradão, para seguir caminho para o Cruzeiro de Roma. A paisagem do final da tarde era bastante bela, com os vales e as casas isoladas nos altos da serra, faziam com que o grupo se empolgasse cada vez mais para chegar ao destino. Pelo caminho notamos alguns marcos, que o guia Adriano nos informou que eram do caminho das missões do Padre Ibiapina, para orientar os romeiros que faziam o mesmo percurso no chamado Caminhos do Fogo. Uma trilha de dois dias e meio que sai da cidade de Guarabira até Solânea. A dica foi bastante aceita pelo grupo, que de ante mão já pré-agendou para o ano que vem. Voltado à trilha atual, chegamos a uma área de canaviais, com uma vila aos arredores. De longe observamos uma fazenda com uma antiga construção. Estávamos chegando ao Engenho Goiamunduba, produtor da famosa Cachaça Rainha. 

Portal de entrada do Cruzeiro de Roma
No local, pudemos entrar para observarmos a parte da moeda, que estava desativada devido a entre safra da cana-de-açúcar. Adriano explicou que o engenho passa uma parte do ano moendo e outra parada. Observamos ainda o local de destilação e armazenamento da cachaça. Seguimos em frente, com a noite já caiando, atingimos o açude que abastece a cidade, e já dava para observarmos o alto do Cruzeiro de Roma. Passamos por uma comunidade que a atividade típica do local era a criação em cativeiro de tilápias, antes de chegar ao pé da serra, para encarar a subida. Por uma estrada pavimentada, seguimos subindo, com uma parte do grupo já bastante cansado, mas que não arredaram o pé. Após cerca de sete horas de caminhada, finalmente cruzamos o portal de entrada do Cruzeiro de Roma, bem no alto da serra. Segundo o guia Adriano, e de acordo com a cresça popular, ao passar pelo portal, o visitante pode fazer um pedido, o que ocorreu de forma individual. No alto do cruzeiro, a vista era deslumbrante das cidades circunvizinhas de bananeiras, ao ponto de poder observar até a cidade de Nova Cruz/RN. O memorial de Frei Damião, localizado em Guarabira, também era possível de ser visto do alto. Os raios que cortavam a serras, denunciavam que a chuva estava próxima. 

Após as orações individuais de agradecimento pelo momento, nosso grupo foi conduzido de volta a cidade, por uma equipe de mototaxista, comandado pelo Seu Dido, pai do Adriano, que proporcionou uma experiência ímpar para alguns membros do grupo, que nunca tinham utilizado deste meio de transporte tão comum nos pequenos municípios do Nordeste. Depois de cerca de 15 minutos de viagem, chegamos novamente a pousada, de onde nos despedimos da equipe de apoio e o guia, já combinando o horário da partida da trilha da manhã seguinte, o famoso Roncador. O grupo jantou no restaurante da Pousada Estação, e experimentou a famosa Cachaça Rainha, que sem dúvida realmente deve ser a rainha das cachaças pelo seu alto teor alcoólico. Encerramos as atividades do primeiro dia as 20h:30, e nos recolhemos para o pernoite, na expectativa do dia seguinte para enfrentar os 9 Km até o Roncador.

O segundo dia de atividades começou logo cedo em bananeiras. Logo nas primeiras horas da manhã, quando acordamos e abrimos as janelas dos quartos, a paisagem estava linda, onde uma imensa nevoa descia do alto da serra e cobria a cidade. Descemos para o café da manhã pontualmente às 06h:00, onde o serviço do restaurante da pousada nos serviu um café bastante reforçado, para agüentarmos mais um dia de caminhada. 

Chegada ao túnel Viração
Às 07h:30 da manhã, o guia Adriano, e a equipe de mototaxistas vieram nos buscar para levarmos até a cidade de Borborema, de onde partiríamos em busca do Roncador. Mas antes, fomos até o túnel da Viração, localizado próximo a pousada. Chegando lá, Adriano contou a história, e apontou algumas curiosidades do túnel que agora tem utilidade rodoviária. Segundo ele, o túnel já foi hotel e local da realização do famoso Forró do Túnel em Bananeiras. O túnel possui um olho d’água que vai dar numa caixa d’água, em que os moradores das proximidades utilizam para matar a sede com a água cristalina que brota das paredes do túnel. Seguimos pelo centro de Bananeiras, até a Casa do Turista de Bananeiras, onde conhecemos a marina, responsável pela casa, e conhecemos um pouco do artesanato do local, Depois dissos partimos até chegar a PB – 105, até o entroncamento com a PB – 103, de onde seguimos para Borborema, passando por belas paisagens repletas de vales e fazendas. 

Chegando a Borborema, combinamos o ponto e horário dos mototaxistas nos pegarem para voltarmos para Bananeiras. Após isso, partimos pelo centro de Borborema, onde ainda fizemos uma parada ao lado do mercado público para tomar um caldo-de-cana com pastel, e experimentar o suco de coco. Isso mesmo suco de coco, e não água de coco. O suco de coco é uma receita típica do lugar, onde é feito a partir da polpa, ou carne do coco passado no liquidificador, assemelhando-se ao leite, mas menos concentrado. 

Seguindo pela velha estrada-de-ferro
Depois de termos experimentado os quitutes paraibanos, seguimos pela zona rural do município, onde logo de cara vimos uma pequena hidrelétrica desativada, que segundo o guia, fornecia energia elétrica inclusive para Bananeiras, há tempos atrás. Prosseguimos adiante, pelas as estreitas picadas ao lado da serra, onde um dia passava os trilhos da estrada de ferro. No outro lado, os vales e algumas ruínas de velhos engenhos. O mato dificultava a nossa progressão, devido às chuvas que renovaram a vegetação. Mais a frente encontramos com um ciclista solitário, que vinha fazendo o caminho inverso ao nosso, que nos alertou da existência de marimbondos, numa área cercada por rochas. Com os cuidados redobrados, seguimos por uma imensa área que foi aterrada para a passagens dos trilhos. Segundo Adriano, a operação foi toda realizada no lombo de jumentos, devido à impossibilidade de acesso de caminhões na época. Depois desta informação, refletimos o por quê da demora da construção da estrada de ferro. 

Chegamos ao ponto crítico da trilha, justamente onde o ciclista nos alertou. Haviam várias casas de marimbondo, onde foi necessário o grupo passar bastante repelente, e se proteger com toalhas. Decidimos dividir o grupo em dois, para passar aos poucos. O primeiro grupo ainda receberam algumas picadas, por passarem muito devagar, e por terem batido em algumas casas. Já o segundo depois de muita espera, e agilidade na corrida, não sofreram nenhum ataque. Aos que foram atacados, foram dados os primeiros atendimentos com antialérgico, o que amenizou os possíveis sintomas adversos. 

Grupo passando pelo túnel Samambaia
Depois deste contratempo, chegamos ao túnel Samambaia, o maior túnel em curva do Brasil, por onde o trem passava. Seguimos por escuro e úmido túnel, onde haviam bastantes morcegos. Após a passagem pelo túnel, seguimos ainda por um trecho da antiga estrada de ferro, até atingir um estradão, de onde caminhamos mais meia hora, até ouvir o barulho da cachoeira do Roncador, que ainda estava longe. Entramos numa área de granjas, até chegar ao Restaurante do Roncador, onde encontramos com a Dona Lourdes e o Seu José, proprietários do local. Encomendamos a famosa galinha de capoeira, especialidade da casa, e formos em seguida para o roncador, por dentro dos bananais. A medida que se aproximávamos, o barulho ficava mais intenso. 

Cachoeira do Roncador
Ao avistarmos as primeiras águas, observamos que as chuvas das noites anteriores fizeram que o volume das águas aumentassem bastante, deixando a água um pouco barrenta. Fomos em direção a queda d’água, que se revelava por trás da vegetação, numa linda imagem feita pelo especatulo das águas. Diante dela, não perdemos tempo, e logo fomos mais uma vez experimentar as águas geladas do Roncador, numa merecida hidromassagem após dois dias de caminhada. A cachoeira do Roncador é sem dúvida um dos locais mais lindos visitados em dois anos de projeto GEOTRILHAS/RN, o que cativou a maioria do grupo, que resolveu mais uma vez, conferir a cachoeira. Após as energias serem recarregadas, voltamos para o restaurante, saborear a galinha de capoeira, que se assemelha a nossa galinha caipira. Num papo descontraído, o grupo experimentou uma outra cachaça da região, conhecida como Serra Limpa, que demonstrou ser mais suave que a da noite anterior. 

Escalada ao lado do Roncador
Depois da refeição feita, o grupo se despediu da Dona Lourdes e Seu José, doando um boné do Grupo Escoteiro do Mar Artífices Náuticos, para a coleção do restaurante. Seguimos ao lado da cachoeira do Roncador, subindo a serra, até chegar numa área de plantação de bananas, onde seguimos por uma estrada até chegar vinte minutos depois, ao campo de futebol da comunidade, onde esperamos experimentando uma outra iguaria da Paraíba, o vinho de caju, por nossos mototaxistas, que chegando ao local, nos conduziram de volta para a pousada em Bananeiras, de onde fizemos a entrega do certificado de Melhor Trilha de 2009 ao guia Adriano, que representava a Casa do Turista. 

Ao encontro dos mototaxistas
Nos despedimos dos nossos companheiros que nos acompanharam nestes dois dias em Bananeiras, e nos recolhemos para higienização pessoal e arrumação de malas, para seguirmos as 17h30 para o município de Areia, segunda parte do roteiro do Circuito do Brejo Paraibano, onde outra parte do grupo já estava a nossa espera vindos de Natal/RN. A medida que Bananeiras ia ficando no retrovisor do carro, o desejo de voltar já estava renovado para o próximo ano, pois a cidade fará parte do percurso da Trilha do Padre Biapina, que será organizada pelo GEOTRILHAS/RN. Sem dúvida, Bananeiras mais uma vez mostrará que é uma cidade que quem visita, fica com a vontade de voltar.

VÍDEO DA TRILHA 

Raio-X

Nível de Dificuldade – Alta
Localização do Parque – Bom
Disponibilidade de Socorro Médico – Ruim
Apoio Logístico - Bom

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves e confortáveis;
- Usar calçados tipo tênis ou botas;
- Levar cantil com água;
- Levar lanche de fácil disgetão;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores,lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Não mascar folhas, frutos, sementes, raízes ou cogumelos desconhecidos.
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Não entrar no parque com armas, explosivos, faca, facão, machado, tinta, spray ou similares;
- Jogar seu lixo nas lixeiras, seguir os painéis informativos e obedecer às instruções dos funcionários do Parque.

Onde comer
Pousada e Restaurante Estação Antiga
Fone: 83 3367-1339
Restaurante do Roncador
Fone: (83) 8745-7044 ou (83) 8745-7035

Onde ficar
Pousada e Restaurante Estação Antiga
Fone: 83 3367-1339

Contatos para realização de trilha
Adriano Bezerra
Fone: (83) 9661-9762