quarta-feira, 30 de março de 2011

TRILHA ECOLÓGICA DA RESERVA BIOLÓGICA DOS GUARIBAS - MAMANGUPE/PB

REBIO Guaribas
Conhecida como a Capital do Vale, pela sua importância econômica, o município de Mamanguape esta localizado na região da Zona da Mata Paraibana, mais precisamente na microrregião Litoral Norte, o município de Mamanguape está a 50 Km da capital João Pessoa. Sua altitude é de 35 metros em relação ao nível do mar, com temperatura média anual na casa dos 25° C. A formação vegetal do município é composta por Vegetação de Campos, Vegetação de Pioneira, Mata de Restinga, Manguezais e Mata Úmida. Quanto aos problemas ambientais, o maior prejuízo a natureza está na poluição do rio Mamanguape, que sofre com os estragos provocados pelas usinas e plantações de cana, onde promovem o desmatamento das plantas ribeirinhas, e a construções de barragens em todo seu trajeto, onde ocasiona o assoreamento, provocando a lenta morte do rio.

Fundada em 25 de outubro de 1855, Mamanguape teve o início de sua história com o povoamento dos índios Potiguares, que teriam colocado este nome devido a grande quantidade e qualidade da água do lugar, tendo com significado da palavra Mamanguape, água boa de si beber, ou bebedouro. Devido os índios Potiguares serem bastantes dóceis, os franceses aproveitaram-se para conquistar as terras férteis, que naquela época eram repletas de pau-brasil. Mas que, com a ajuda dos índios Tabajaras, os portugueses conseguiram reconquistar o território perdido após muitas lutas. O município ainda foi palco de diversas batalhas, agora os holandeses, que invadiram a Baía da Traição, promovendo verdadeiras barbáries. Mamanguape possuia uma grande área do tamanho do vale do Mamanguape, que compreendia os atuais municípios de Rio Tinto, Baía da Traição, Marcação, Itapororoca, Jacaraú, Pedro Régis, Curral de Cima, Capim, Cuité de Mamanguape e Mataraca, contando com praias como Barra de Mamanguape e Praia de Campina, o que levou o município a ser a segunda cidade mais desenvolvida da Paraíba, com ruas calçadas e em cada esquina, um lampião de azeite para facilitar o trânsito noturno que lhe davam na época, prestígio e ar de metrópole, chegando a ofuscar a capital, com seu comércio intenso, graças a cana-de-açúcar e o algodão, que atraíram muitos exportadores com os seus armazéns de estivas, o que facilitou o comércio de cabotagem pelo porto de Salema. Todos estes fatores rendeu a Mamanguape, o privilégio de receber a visita do imperador D. Pedro II, o qual nunca foi concretizada.

Nos dias atuais, a economia do município baseada no comércio de roupas, eletro-eletrônicos, calçados, alimentos, agências bancárias, usinas de açúcar, álcool, cachaça e o gasoduto, faz com que o PIB local seja um dos maiores da Paraíba.

O turismo também contribui significativamente para esses números. Seus principais atrativos turísticos são: a Casa do Imperador, casas tombadas, o presídio as Igrejas São Pedro e São Paulo, do Rosário e de São Sebastião. Possui vastas matas virgens como por exemplo: Mata dos Guaribas, Bica do Sertãozinho, Reserva do Pau-Brasil e o Horto Florestal, além do Hotel Fazenda Camaratuba . Além de ter várias matas virgens como a Mata dos Guaribas, Bica do sertãozinho, reserva do pau - brasil e o Horto Florestal. Ótimos locais para a prática de Ecoturismo.


GEOTRILHAS/RN EM MAMANGUAPE/PB

A organização da visita ao município de Mamanguape, foi até agora a mais difícil de ser concretizada. Por muito pouco não seria possível esta atividade, devido a total falta de comprometimento, e interesse das autoridades do executivo local. A Prefeitura de Mamanguape não possui se quer um site atualizado do município, bem como, o acesso ao número do telefone da prefeitura, só é possível se for por meio do site da Federação dos Municípios da Paraíba. Não bastando isso, ao entrarmos em contato diretamente com uma pessoa, que se denominava secretaria de turismo local, a mesma não demonstrou nenhum interesse em ao menos indicar uma pessoa que trabalhasse com guia, para fazer a condução do grupo durante a visita. Tal fato prejudicou em parte a nossa visitação, pois além da trilha ecológica, tínhamos em mente a visitação aos prédios históricos da cidade, o qual levou-a a ser há tempos atrás, a segunda maior cidade em termos de importância da Paraíba. Isto realmente mostra como que pessoas não possuam nenhum interesse em trabalhar pelo bem da sua cidade, aja vista que a visita dos Ecoturistas na cidade, trariam inúmeros benefícios, pois estariam consumindo produtos e serviços de Mamanguape durante a estadia, bem como de uma divulgação positiva do município a outros Ecoturistas, que com certeza seriam atraídos pelos demais potenciais locais, não só ficando restrito a faixa litorânea, dando oportunidades para os munícipes aos redores dos demais atrativos turísticos. Foi realmente lamentável.

Por outro lado, a visita a Mamanguape foi salva graças ao interesse demonstrado pela administração da Reserva Biológica Guaribas, na pessoa da Srª Marina Pinheiro Klüppel, que gentilmente abriu as portas dos 4.028,55 hectares de matas pertencentes a reserva, para nos receber em mais uma atividade de Ecoturismo ligada a Educação Ambiental.

A Reserva Ambiental dos Guaribas esta que totalmente localizada dentro do município de Mamanguape, tendo apenas menos de 9% pertencentes ao município de Rio Tinto. Criada em 1990 por meio do Decreto Federal nº 98.884, a REBIO Guaribas tem como objetivo proteger um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica da Paraíba, além de áreas de transição com o Cerrado, com a presença de elementos do Bioma Caatinga, em que, no geral, abrigar espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção, sendo um dos últimos grupos de macacos guariba.

Toda a administração é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma autarquia brasileira, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, integrando o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), que tem por objetivos fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental para a proteção das unidades de conservação federais.

Após termos saído de Natal viajando cerca de uma hora pela BR-101, chegamos a REBIO Guaribas por volta das 08h:00 da manhã do dia 27 de fevereiro.

Ao chegarmos, fomos recepcionado pelo Sr. Severino, mais conhecido como Seu Bill. Funcionário da REBIO responsável por nossa condução pela mata. Seu Bill iniciou as atividades, levando o grupo a conhecer as instalações físicas da REBIO, que conta com escritórios, garagem, refeitório e alojamentos para os pesquisadores interessados em estudar o local. O funcionário ainda falou sobre a atuação da REBIO na preservação e fiscalização de toda a área.

Em seguida, o grupo seguiu juntamente com Seu Bill, e o Chicó, que também é funcionário local, para a primeira trilha do dia. Seguimos mata a dentro, onde observamos como os pesquisadores são bastante atuantes no local, devido a grande presença de armadilhas para coleta de espécimes, e várias demarcações nas arvores.

A medida que íamos passando da área de transição de tabuleiro, para a floresta de Mata Atlântica, Seu Bill falava de como se deu a criação da reserva. Segundo ele, boa parte daquela área teria sido desmatada para a comercialização de madeira, e posteriormente loteamento das terras. Numa tentativa de barrar a destruição do local, o Governo Federal criou a reserva, retirando todos os poceiros, reitegrando assim a as terras a União, bem como de recuperá-las. Mas para isso era necessário formar recursos humanos para ser os agentes de fiscalização. Sendo assim, o Governo Federal decide contratar boa parte os antigos moradores para serem os fiscais da área, o que deu certo. Seu Bill era um antigo morador do local, que presenciou todo esse processo. O seu pai foi um dos primeiros fiscais da REBIO, o que lhe orgulha por dar continuidade ao trabalho do seu genitor.

Seguindo a trilha, começamos a sentir o micro-clima presente no lugar, onde a medida que caminhávamos por meio das imensas árvores, a temperatura caia. O que mais nos chamava a atenção, é que por onde nós passávamos, um dia teria sido um canavial. A folhagem no chão parecia um imenso tapete, que nos levava a conhecer mais a dentro a floresta. Inúmeras bromélias embelezavam por onde passamos, e os pássaros nos davam as boas vindas. Após duas horas de caminhada, chegamos uma área de canavial fora da reserva, que contrastava com a imensa floresta ao lado. Caminhamos ao lado do Gasoduto Nordestão, até chegar a rodovia estadual que levava novamente a sede da reserva.

Ao chegarmos na base, o grupo almoçou e descasou até a hora marcada para a segunda trilha. Quando o relógio marcou 14h:00, decidimos reiniciar as atividades com a segunda trilha do dia, que contemplava o outro lado da reserva.

Seguimos novamente pelos tabuleiros repletos de mangabeiras, até atingirmos novamente a floresta. Desta vez, fomos em busca do macacos guaribas, que dão nome a reserva. Enquanto não encontrávamos o macacos, Seu Bill falava deu sua infância no local. Ele retratava como a vida era mais difícil, onde tinha que andar vários quilômetros para encontrar água. Ele nos levou até a velha cacimba, onde apanhava água com seu avô. No local hoje retomado pela floresta, existe apenas o velho buraco tomado pela vegetação. Seu Bill ainda falou de como era a sobrevivência. As famílias tinham uma roçado onde produziam produtos para serem vendidos na feira de João Pessoa. Outras famílias sobreviviam de coletas de frutos, como a mamgaba e o murici. Seu Bill ainda nos mostrou várias plantas e árvores utilizadas na medicina popular, falando sobre as indicações. O mateiro ainda falou de vários “causos” da roça envolvendo os habitantes do lugar. Ainda dentro da trilha, fomos observando pegadas de vários animais, inclusive de porte médio, como a cutia, e tocas de outros animais como o tatu.

Chegamos no local mais propicio de ver o raro macaco, mais depois de algum tempo não logramos êxito, por o animal ser bastante esperto. Voltamos para a sede, ainda se divertindo com os “causos” contados pelo Seu Bill, passando pela área de apreensão de madeira da REBIO.

Ao chegarmos na sede, os funcionários ainda mostraram algumas armadilhas utilizadas pelos caçadores , que foram apreendidas, gaiolas de pássaros trazidas pelo IBAMA, que utiliza a reserva para soltar os animais apreendidos.

Ao termino da visita, agradecemos pela oportunidade de termos conhecido o local e parabenizamos o trabalho da equipe da reserva. Nos despedimos do simpático Seu Bill, e regressamos ao entardecer novamente para Natal.

Raio-X


Nível de Dificuldade – Fácil

Localização da Trilha – Ótimo

Disponibilidade de Socorro Médico – Bom
Apoio Logístico - Ótimo

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;

- Utilizar bastante protetor solar;

- Levar cantil com bastante água;
- Levar repelente contra insetos;

- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;

- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;

- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;

- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do condutor.



Onder comer

Alojamentos da REBIO Guaribas (Levar Alimentação)


Onder ficar

Alojamentos da REBIO Guaribas


Contatos para marcação de visita

Marina Pinheiro Klüppel

Fone: (83) 3292 1186

E-mail: marina.kluppel@icmbio.gov.br

 VÍDEO DA TRILHA

5 comentários:

  1. Oi gente! não sabia que vocês tinham um blogue, muito bom!!! só não pode dizer que o IBAMA solta os animais apreendidos na Reserva, porque eles não fazem isso não! Kkkk, é proibido! Kkkk! Que bom que gostaram da visita! Abração,
    Marina Kluppel

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    1. Marina,como eu faço pra fazer uma visita a reserva? Sou professora de biologia e gostaria muito de marcar uma visita.
      grata

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  2. eai galera da geotrilhas eu sou josenildo felix ex; brigadista da reserva biologica guaribas pb foi nos eu eo seu bio que gueamos voçes valeu galera.

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  3. Bom dia galera em particular Marina.
    Sou Tereza professora de biologia e gostaria muito de marcar uma visita a trilha e conhecer a reserva. Porém, não estou conseguindo entrar em contato com vocês. Como faço?
    Grata,

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  4. Bom dia galera em particular Marina.
    Sou Tereza professora de biologia e gostaria muito de marcar uma visita a trilha e conhecer a reserva. Porém, não estou conseguindo entrar em contato com vocês. Como faço?
    Grata,

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