segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

CIRCUITO SERRANO POTIGUAR

O Circuito Serrano Potiguar é um roteiro de turismo ecológico elaborado pelo GEOTRILHAS/RN, com o propósito de se parte das comemorações alusivas de um ano da criação do grupo. O roteiro é formado pelas serras dos municípios de Portalegre e Martins, localizados na Região do Alto Oeste Potiguar.

Possui como principais atrativos o lindo cenário das serras, que podem ser observadas pelos mirantes das duas cidades; as cachoeiras do Pinga e de Martins, a Bica de Portalegre, além dos museus, igrejas, casas de farinha dos dois municípios. Não poderíamos de deixar de citar as lindas e emocionantes trilhas ecológicas, dotadas de belezas ímpares por todo o seu percurso.

Conheça você também o Circuito Serrano Potiguar, e venha ver o que o Alto Oeste Potiguar possui de mais bonito.

TRILHAS DA PEDRA DO LETREIRO E DAS TORRES (Portalegre/RN)



As trilhas da Pedra do Letreiro e das Torres, somando os seus dois percursos, ficam em torno de 3Km. O caminho para as trilhas é bem próximo da cidade, podendo ser percorrido a pé. Ao chegar no local de início da trilha, o visitante passa por uma casa de farinha artesanal, onde é explicado o processo de fabricação da farinha de mandioca. Dando continuidade ao percurso, o trilheiro percorre trechos com vários pés de caju e de jacas, dentro do bioma de serras.

O clima ajuda bastante durante o trajeto, diminuindo assim, o desgaste físico. Ao chegar na bifurcação da trilha, é necessário escolher qual das duas trilhas o visitante deseja conhecer primeiro. A primeira é a Trilha da Pedra do Letreiro, que vai levar até a uma caverna onde, contém algumas figuras rupestres escavadas nas rochas. O espaço é bastante reduzido, sendo necessário que, no máximo, apenas duas pessoas entrem por vez. A vista da Pedra do Letreiro é muito bonita, dando para os vales de Portalegre e para a serra de Martins, num enquadramento perfeito da paisagem. Regressando até a bifurcação, vamos até o local denominado de Torres.

Duas rochas lado a lado que parecem terem deslizados do alto da serra, dando a característica de duas torres. Deste local é possível observamos as cidades de Brejo do Cruz e Viçosa, também no Alto Oeste Potiguar. Ainda do alto das torres, o visitante pode descer mais alguns metros para visitar o abrigo de rochas formado pela união das duas torres.

Estando ainda em Portalegre, não deixe de visitar a Cachoeira do Pinga (uma queda d’água com aproximadamente 30 metros de altura), o Terminal Turístico da Bica (local da nascente da Cachoeira do Pinga), e o Mirante da Boa Vista, que possui uma vista panorâmica da subida da serra.

GEOTRILHAS/RN EM PORTALEGRE



Nossa chegada ao município de Portalegre ocorreu por volta das 10h:00 da manhã do dia 15 de janeiro, após sairmos de Natal por volta das 04h:30, cruzando a Região Central do estado e descendo pelo Alto Oeste Potiguar.

Ao chegarmos na cidade fomos logo fazer contato com o nosso guia – Neto – que já estava na praça central nos aguardando. Foi realizada uma breve preleção antes do início das atividades, onde foram discutidos os pontos a serem visitados pela cidade, e outras recomendações pertinentes ao bom andamento das atividades. Ao final da preleção, o grupo posou para a foto oficial da chegada, em frente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Em seguida fomos até o Hotel Portalegre (uma pequena e simples pousada familiar), onde aos cuidados de Dona Elma, realizamos a nossas acomodações. Logo após, descemos a serra com destino a Cachoeira do Pinga, uma queda d’água com 30 metros de altura, onde se forma uma pequena piscina natural, e duas bicas artificiais, cerca das de muito verde. Tomamos um gostoso e gelado banho para espantar o sono da cansativa viagem, e darmos prosseguimento as atividades.

Depois do banho de cachoeira, subimos novamente a serra com destino a pousada, para trocarmos de roupa e seguir para o almoço, que foi realizado no Restaurante Pão Nosso, no centro da cidade. A equipe do restaurante comandada pela proprietária – Dona Maria Pereira, a Lília – tinha preparado uma bela mesa para nos recepcionar. A disposição dos pratos, copos, talheres e guardanapos nos chamou bastante a atenção pela excelente organização, a altura dos melhores restaurantes da capital. Somando-se a isso, os pratos servidos, que variaram entre um gostoso creme de galinha, e grelhados de filé de carne com queijo, devidamente servidos com um delicioso feijão tropeiro, arroz solto, macarrão parafuso e salada.

Ao final do almoço retornamos para a pousada, onde ficou acertado que retomaríamos as atividades a partir das 14h:00. Chegando ao horário combinado, seguimos até o Hotel Portal da Serra para conhecer suas instalações. O hotel foi construído inspirado na arquitetura européia, situado bem próximo ao desfiladeiro da serra, que proporciona uma bela vista das serras. O hotel possui piscina, salão de festas, de jogos, biblioteca, além de uma loja de artesanato, que foi bastante visitada pelos integrantes do grupo. Logo após, fomos até o mirante mais famosos da cidade – o Mirante da Boa Vista – onde podemos relaxar apreciando a bela paisagem, e registrar várias fotos.

Dando continuidade, fomos até o Terminal Turístico da Bica, em que conhecemos a nascente da Cachoeira do Pinga, e a tradicional Bica de Portalegre, onde até hoje vários moradores da cidade ainda tomam banho por lá. O local é bastante bonito, com muitas flores e rosas. Logo após, fomos até o centro histórico da cidade conhecer um pouco mais da história do loca. Forma visitadas a Câmara e Cadeia Pública da cidade, a Igreja Nossa Senhora da Conceição, e a praça da cidade.

Seguimos de volta para a pousada para higiene pessoal, e em seguida, regressamos ao Restaurante Pão Nosso, para o jantar a base de pizzas, sanduíches e tapiocas. Retornamos ao Terminal Turístico da Bica, para um gostoso banho de bica, antes de nos recolhermos definitivamente a pousada, dando por encerradas as atividades do primeiro dia do circuito.

Ao amanhecer, logo após do café, o grupo se reuniu na praça central para darmos início as trilas da Pedra do Letreiro e das Torres. Seguimos a pé com destino a zona rural, onde quando chegamos, nos deparamos com um macaco prego que brincava em sua casa da árvore. Fizemos uma parada na casa de farinha, localizada na entrada da trilha para as primeiras recomendações sobre as trilhas.

Prosseguimos adiante, onde passamos por uma área repleta de cajueiros, jaqueiras e do rico bioma das serras. Infelizmente passamos por uma área devastada para o plantio da mandioca, que deve ser observada com cuidado pelo poder público, para não degradar ainda mais o local. Continuamos até chegarmos a bifurcação das trilhas, em que escolhemos primeiramente fazer a Trilha da Pedra do Letreiro, passando a beira do precipício, onde o vento das serras se encarregou de moldá-los, formando uma belíssima paisagem com as serras ao fundo.

Ao chegarmos no local, entramos em duplas ao interior da caverna, em que podemos observar vários desenhos esculpidos em baixo relevo. Enquanto isso, no lado de fora, o restante do grupo que aguardava entrar na caverna, tiravam lindas fotos da paisagem.

Seguimos em frente para a Trilha das Torres, voltando pelo caminho anterior. A trilha possui uma maior dificuldade devido ao irregularidade do terreno, mas que vale a pena, pois chegando no alto, podemos observar as cidades de Viçosa e Brejo do Cruz, numa paisagem indescritível. Fomos ainda até abaixo das rochas, que formar as duas torres, onde tiramos mais algumas fotos. Voltamos com destino a cidade, onde fomos direto para a pousada para higiene pessoal e arrumar a bagagem para seguirmos viagem para o município de Martins. Encerramos as atividades em Portalegre por volta das 11H:00, horário exato da descida da serra rumo a Martins.

Raio-X

Nível de Dificuldade – Baixa
Localização da Trilha – Bom
Disponibilidade de Socorro Médico – Baixa
Apoio Logístico - Bom

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;
- Levar cantil com bastante água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores, frutas, sementes, ramos, mudas, lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do parque;
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do guia.

Onde comer
Restaurante Pão Nosso
Fone: 84 3377-2113 8866-1153 ou 8866-1150

Onde ficar
Pousada Portalegre
Fone: 84

Contatos para realização de trilha
Francisco Neto - Guia
Fone: 084 9983-1219

Confira o vídeo da trilha




TRILHA DA CASA DE PEDRA (Martins/RN)



A Trilha da Casa de Pedra é uma aventura em particular, não sendo recomendas para pessoas sedentárias, pois exige bastante esforço físico, principalmente na subida da serra. O percurso é repleto de rochas soltas pelo caminho, o que obriga ao trilheiro ter bastante cuidado para evitar torções de tornozelos e joelhos. Preocupações a parte, o trajeto é digno de um filme, por causa de sua magnífica paisagem, tendo de plano de fundo as serras do Alto Oeste Potiguar, assim como os vales e a própria Casa de Pedra.

Ao chegar na Casa de Pedra, o visitante fica logo deslumbrado pela semelhança com que a formação rochosa possui em seu interior com uma casa. Quartos, salas, sobrado, e até uma banheira são algumas das curiosidades encontradas em seu interior, como também, as formações de calcário que ainda estão em processo de formação. na parte de trás da rocha, chamada de quintal, encontramos outras formações rochosas constituídas de mármore. Uma das curiosidades é a existência de uma árvore em cima das rochas, em que suas raízes medem mais de 15 metros rocha a dentro até o solo. No quintal da Casa de Pedra, há também, uma bela vista para as demais serra, e da pedra do sapo.

Estando em Martins, não deixe de também visitar os mirantes do Canto e da Carranca, a Cachoeira de Martins, o Museu Municipal, a Casa de Cultura e o Hotel Serrano.

GEOTRILHAS/RN EM MARTINS



O nosso grupo deu início a subida da serra de Martins por volta das 12H:30, vindo de Portalegre. Ao vencermos as curvas da serra, com os carros bastantes pesados, seguirmos direto para a Pousada Martinense, onde fomos logo tratar de almoçar. Aos cuidados da simpática proprietária da pousada – Dona Socorro – que preparou um divino almoço para o nosso grupo, arrancando elogios de todos, não deixando faltar nada.

Logo após, seguimos tratamos logo de nos alojar nas dependências da pousada. Com aposentos de primeira qualidade dotados de suítes com TV, além de frigobar em cada corredor, e uma varada voltada para o jardim, a Pousada Martinense deixou o grupo bastante satisfeito. Após devidamente acomodados, tratamos de entrar em contato com o guia contratado para fazer o guiamento do grupo durante as atividades na cidade.

Infelizmente o profissional contratado, se é que podemos chamar de profissional uma pessoa que não honra com seus compromissos firmados, se aproveitando da situação para extorquir mais dinheiro do grupo , numa atitude anti-profissional, e acima de tudo anti-ética, fato que prejudica a imagem turística do município. Por intermédio de Dona Socorro e Sousa do Mirante do Canto, fizemos contato com um guia chamado de Darildo, o qual foi acertado o guiamento do pessoal de uma forma justa, mostrando extremo profissionalismo, além de ter dado um show no guiamento da Trilha da Casa de Pedra, que será abordado mais adiante.

Após a contratação do novo guia, fomos até a casa de uma das novas amigas do GEOTRILHAS/RN, Tereza Rochelli, que a partir de então, fez o papel de guia durante o restante do dia. Ela foi encarregada de nos orientar durante toda a tarde. Visitamos os mirantes do Canto e da Carranca, no dois extremos da cidade. O primeiro possui bastante verde e vários objetos que decorram todo o jardim, e a vista do Médio Oeste Potiguar. Já o outro, possui uma vista das cidades do Alto Oeste , em especial do município de Lucrecia , logo abaixo do mirante. Ao termino da visita aos mirantes, escolhemos o Mirante do canto para ser o local da comemoração do aniversário de um ano da criação do grupo, ficando marcado paras as 20H:30.

No horário combinado, seguimos para o mirante, onde jantamos e comemoramos o aniversário do grupo. Após um breve discurso de um dos diretores do grupo – Lázaro Freire – que lembrou o inicio da criação do grupo, o objetivo do “Projeto Trilhas Para o Desenvolvimento”, além de lembrar os aniversariantes do mês de janeiro, a Profª. Nubelia Moreira, professora orientadora do projeto, e Juliano Faheina, integrante do grupo, os quais não poderão participar das atividades do Circuito Serrano Potiguar. E Rita de Cássia, que estava presente nas atividades. Ao término dos parabéns, o bolo foi cortado, e o três primeiros pedaços foram distribuídos aos pioneiros do grupo, que estavam presentes na primeira trilha realizada a um ano atrás, no Parque das Dunas em Natal/RN. Foram eles Eline Soares, Davi Lima, Kathiuscia Fernandes e Lázaro Freire. Fechando a noite, já na Pousada Martinense, uma boa conversa entre o grupo, regado a um pouco de vinho, ficando uma boa expectativa para as atividades do dia seguinte.

O dia 17 de janeiro começa muito bem, com um café da manhã bastante reforçado na Pousada Martinense, para os trilheiros agüentarem o tranco da Trilha da Casa de Pedra. A concentração para trilha foi feita em frente a igreja matriz de Martins, de onde seguirmos de carro até o início da trilha, próximo ao Mirante do Canto. Enfrentamos num primeiro momento um percurso de descida acentuada, pelo um caminho com bastante pedras soltas, nos obrigando a ter muito cuidado. Escorregões a parte, a descida até a Casa de Pedra foi bastante prazerosa, na medida que a paisagem em volta era belíssima, e o sol ainda não tinha saído. Ao chegarmos na Casa de Pedra, tratamos logo de conhecer o seu interior.

Nos surpreendeu a forma de como é bem o interior da rocha parece realmente com o interior de uma casa. As formações de calcário, também é bastante impressionante, pela forma que as duas extremidades principais da rocha querem se unirem. Percorremos o interior da casa, por corredores escuros repletos de morcegos, até chegarmos ao quintal da casa. Um local repleto de mármore, onde fizemos uma escala nas rochas mais altas, para tirar ótimas fotos. Fizemos uma breve parada para recarregar as energias e enfrentar a serra acima.

A volta ao topo foi bastante sofrida, devido ao terreno íngreme, e o sol que apareceu de vez, castigando o grupo. Algumas pessoas tiveram que ter uma atenção especial, devido ao forte desgaste, provocando um atraso no grupo, mas necessário para o sucesso do término da trilha. A base de banana, cocorote, rapadura batida e muita água, chegamos finalmente ao final da trilha, apreciando mais uma vez a bela paisagem, recompensando tanto esforço. Retornamos a pousada para higiene pessoal, e em seguida, fomos até o Hotel Serrano para o almoço, de onde partimos com destino de volta a Natal.

O Circuito Serrano Potiguar vai nos deixar saudades, por toda a beleza contidas entre as serras potiguares do Alto Oeste. É sem dúvida alguma, um convite para retornamos em um futuro próximo, para novas aventuras.

Raio-X

Nível de Dificuldade – Altissima
Localização da Trilha – Bom
Disponibilidade de Socorro Médico – Bom
Apoio Logístico - Bom

Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;
- Levar cantil com bastante água;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não colher flores, frutas, sementes, ramos, mudas, lenha ou troncos;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do guia.

Onde comer e Ficar
Pousada Martinense
Fone: 84 33912-424 ou 8846-1552

Contatos para realização de trilha
Darildo - Guia
Fone: 084 9968-0254 ou 8838-6371

Vídeo da Trilha

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