terça-feira, 8 de outubro de 2013

PROJETO UNE PATRIMÔNIO IMATERIAL E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DE JOVENS PARAIBANOS

Imagem: TJPB
As comunidades tradicionais de João Pessoa (PB), dos bairros Novais, Roger, Rangel, Mandacaru, Paratibe e Vale do Gramane, são o fio condutor do projeto Patrimônio Vivo de João Pessoa que tem como objetivo inventariar os bens do patrimônio imaterial destas localidades. Ricas em manifestações culturais, as comunidades convivem com baixos índices de qualidade de vida e um número muito alto de analfabetismo. 

O projeto Museu Vivo de João Pessoa se constitui em um espaço de pesquisa, discussão e promoção do patrimônio imaterial com o foco na formação de jovens em agentes culturais para elaborar inventários dos bens culturais identificados. 

A ação foi vencedora da etapa nacional da 26ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na categoria Patrimônio Imaterial. Criado em 1987, o prêmio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) é um reconhecimento a ações de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. 

As atividades começaram em 2012 com a participação de seis bairros tradicionais identificados por suas festas, celebrações, mestres, brincadeiras populares e manifestações. O projeto é financiado pelo Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa e apresenta uma proposta de educação, cultura e inclusão social por meio do mapeamento, identificação, registro e salvaguarda do patrimônio imaterial. 

O ponto de partida é um curso de capacitação de agentes culturais comunitários que é dirigido a 12 jovens bolsistas moradores dos bairros selecionados. Cada inscrito recebe uma bolsa de R$ 300,00. Eles têm aulas de português, educação patrimonial, direitos culturais, economia criativa, fotografia aplicada à pesquisa de campo, informática e elaboração de projetos. Após a capacitação, os jovens iniciam o inventário mapeando o maior número possível de bens imateriais presentes nas comunidades identificadas pelo projeto. 

A metodologia utilizada na pesquisa de campo segue os mesmos preceitos técnicos do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), desenvolvido pelo IPHAN para produzir conhecimento sobre os domínios da vida social aos quais são atribuídos sentidos e valores e que, portando, constituem marcos e referências de identidade para determinado grupo social. 

Desde sua formulação, o projeto procurou envolver os grupos tradicionais que detêm o conhecimento do patrimônio imaterial nos bairros e a comunidade dando a oportunidade para que eles mesmos contem suas histórias, falem de suas referências e mostrem o que realmente tem significado simbólico agregando, desta forma, um compromisso de pertencimento coletivo entorno do patrimônio cultural. Atuando como agentes culturais, os jovens passam a conhecer seu cotidiano e as tradições culturais de seus bairros e podem desenvolver ações e projetos de fomento de salvaguarda dos bens imateriais presente nas comunidades. 

O Museu ainda utiliza várias ferramentas de comunicação para promover o trabalho que é desenvolvido nos bairros e nas comunidades. O projeto mantém um blog, uma página no facebook, uma coluna semanal no jornal impresso e virtual A União. 

O Museu Vivo de João Pessoa não tem um espaço físico. É composto de pessoas, lugares, narrativas, calendários festivos, expressões e manifestações culturais presente nas comunidades. Para visitar o Museu, basta ir aos bairros e participar das brincadeiras, das festas populares, falar com as pessoas e aprender com os mestres que fazem parte do patrimônio cultural da cidade.

Fonte: Defender

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