sábado, 25 de dezembro de 2010

TRILHA ECOLÓGICA DA LAGOA DO PIATÓ - ASSÚ/RN

Lagoa do Piató
Localizado na microrregião do Vale do Açu, situada na Mesorregião do Oeste Potiguar e no Pólo Costa Branca, o município de Assú esta a uma distância de 210 km da capital do estado, com altitude de 27 metros acima do nível do mar.

O surgimento do município tem início por volta do século XVIII com a exploração das terras férteis pelo homem branco, que disputavam a região com os índios janduís. Primeiros habitantes do lugar.  Nesta época, Assú foi palco da guerra dos Bárbaros, que teve início em 1687 e perdurou até o ano de 1697.

Já no ano de 1696, foi criado na marge, esquerda do rio Açú o Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres pelo então Governador da Capitania potiguar Bernardo Vieira. O objetivo deste arraial era ser um ponto de apoio para garantir o estabelecimento dos colonos na região, que consequentimente passou a se chamar povoado de São João Batista da Ribeira do Céu.

Daí então o povoado passou a ser referencia com suas oficinas de carne seca e a indústria de extração da cera de carnaúba, que passou a ser a base na economia da região.

A criação propriamente dita do município ocorreu em 22 de junho de 1766, por meio de Ordem Régia, que determinou o nome do município como Vila Nova da Princesa em homenagem à princesa Dona Carlota Joaquina de Bourbon, que se casou com D. João VI em abril de 1785.

Em 1845 teve a mudança do nome em definitivo para Açú, de acordo com a Lei Provincial nº 124 de 16 de outubro. Seu nome vem de “Taba-açú”, que significa Aldeia Grande.

Hoje em dia ainda há a controvêrcia quanto a verdadeira gráfia do nome do município. Pela Lei Provincial, a gráfia correta seria “Açú”, enquanto as placas de sinalização, e todo material com referencia a cidade, é escrito como “Assu”. Para completar ainda mais a confusão, a prefeitura municipal tem em seus prédios e no timbre de seu documentos a gráfia como “Assú”.

A geografia local é definida com um clima do tipo muito quente e semi-árido com temperaturas máximas de 33,0 °C e mínimas de 21,0 °C, e índice de Pluviométrica Anual de 588,8mm. Sua formação vegetal é composta por vegetação de Caatinga Hiperxerófila com características seca, com grande abundância de cactácea e plantas de porte mais baixo e espalhado, como a jurema-preta, mufumbo, faveleiro, marmeleiro, xique-xique e facheiro. Além de uma vegetação de Carnaubal onde a espécie predominante é a palmeira, a carnaúba. Os carnaubais são espaçados e iluminados.
Os solos são compostos por Litólicos Eutróficos, com fertilidade natural alta, textura média, fase pedregosa e rochosa, relevo suave ondulado e forte ondulado, rasos,muito erodidos, bem a acentuadamente drenados e Bruno não Cálcico com fertilidade natural média a alta, textura arenosa / argilosa e média / argilosa, fase pedregosa, relevo suave ondulado, bem drenado, relativamente raso e muito susceptível a erosão. Os seus usos estão associados à pecuária extensiva de maneira extremamente precária e a pequenas áreas onde são cultivados milho e feijão, além da criação de galináceos e no cultivo de tomate e algodão arbóreo.

O revelo de Assú possui uma altitude média de 100 metros, estando incluso na Chapada do Apodi, Depressão Sertaneja e nas Planície Fluviais. 

Geologicamente o município abrange terrenos pertencentes do Embasamento Cristalino e da Bacia Potiguar. A sede do município situa-se em solos aluvionares recentes que recobrem localmente os arenitos conglomerados e siltitos da Formação Açu (Bacia Potiguar) composta por arenitos finos a grossos, localmente conglomeráticos, de cor cinza claro, amarelada ou avermelhada, com intercalações de folhelhos e argilitos sílticos, com Idade do Cretáceo Inferior, 100 milhões de anos.

A Oeste encontram-se elementos da Formação Jandaíra composta de calcarenitos e calcilutitos bioclásticos, cinza claros a amarelados, com níveis evaporíticos na base, depositados em extensa planicie de maré e numa plataforma rasa, carbonática, elaborada por processos de pediplanação. Paleocascalheiras compostos paraconglomerados com seixos de quartzo, sílex e fragmentos líticos de matriz areno-argilosa avermelhada também são encontrados a oeste da sede municipal.

No vale do Rio Açu ou Piranhas encontram-se depósitos aluvionares compostos de areias e cascalhos, com intercalações pelíticas, associados aos sistemas fluviais atuais, formando uma planície fluvial, área plana resultante da acumulação fluvial sujeita a inundações periódicas. Margeando a Lagoa do Platô encontram-se depósitos de lagoas, composto de pelitos arenosos e carbonosos. Geomorfológicamente trata-se de uma área plana resultante de acumulação fluvial eventualmente sujeita a inundações periódicas ligadas sem ruptura de declive a patamares mais elevados.

As principais ocorrências minerais são argila para cerâmica vermelha; calcário; gipsita; gás natural e petróleo.

Quanto aos recursos hídricos Assú possui uma Hidrogeologia composta pelo Aquifero Jandaíra; Aquifero Aço; Aquifero Cristalino; Aquifero Aluvião e Arenito Açu, com águas em geral boas, podendo ser utilizadas para consumo humano, animal, industrial e outros, não havendo portanto limitações quanto à qualidade. Já a Hidrologia esta inserida quase que totalmente na Bacia Hidrográfica do rio Piranhas/Açu, ficando a outra parte inserida na Bacia Hidrográfica Apodí/Mossoró. Estão inclusos os rios Trairi; Açu; Paraú, dos Cavalos e Panon. E os riachos dos Tanques e Pedra Lisa.

Ainda quanto a Hidrográfia, Assú possui dois destaques a nível estadual: A lagoa do Piató com uma área de superfície de 54.000.000 m³, com 18 Km de extensão, recebendo águas principalmente do rio Piranhas/Assú. O outro destaque é a barragem Engº Armando Ribeiro Gonçalves, com uma capacidade de armazenamento de 2 400 000 000 m³, sendo abastecida também pelo rio Piranhas/Assú. Existe ainda outros três açudes públicos (Do Limoeiro, Mendubim e Volta dos Tanques garantem o abastecimento do município.

GEOTRILHAS/RN EM ASSÚ

Daniela, Roberto, Lázaro, Jonatas e Miguel

O embarque para o município de Assú aconteceu na tarde do dia 18 de dezembro, onde os cinco geotrilheiros encarregados de realizar a última trilha do ano enfrentaram um grande temporal até chegar em Assú. Ao chegar à cidade dos velhos poetas, tratamos logo de entrar em contato com o nosso guia Joumar Jackson, que já nos aguardava próximo a pousada 22 de Dezembro. Local onde parte do grupo iria ficar hospedado. Após a primeira parte do grupo se estabelecer na pousada, seguimos com destino ao Centro de Comércio Justo. Local onde iríamos jantar, e que a outra parte do grupo ficaria acampada. Depois de servido o jantar, e uma hora de prosa, nos recolhermos para acordar bem cedo e enfrentar a trilha que prometeria bastantes emoções.

Há exatas 04h:30, foi dada a alvorada, quando seguimos para a pousada 22 de Dezembro, para pegar o restante da equipe, e seguirmos para a comunidade do Piató.

Caminhanda a beira da lagoa
Às 05h:00 da manhã, com o sol ainda saindo timidamente, partimos beirando a lagoa em busca dos famosos baobás de Assú. Pela lagoa, o nosso outro guia – Genival – ia nos dando apoio com uma canoa, levando água e comida. À medida que caminhávamos, o sol vinha aparecendo e revelando a beleza da imensa lagoa, aonde os pescadores já vinham recolhendo as suas canoas com o pescado do dia.

De fundo estavam várias aves típicas do lugar, e a floresta de carnaúba se perdendo a nossa vista. Às 06h:00 da manhã foi servido o café na beira da lagoa, que foi essencial para retornamos a caminhada. Seguindo em frente, passamos por várias propriedades onde foi necessário transpormos várias cercas, para chegarmos ao nosso objetivo. As margens da lagoa ainda encontramos vegetação de caatinga, bem como algumas formações de falésias, bem como um grande número de conchas, que em alguns trechos cobriam todo o chão. Era bastante interessante o formato da lagoa, que até parecia um mar. Encontramos algumas ilhas e deltas, em que os populares chamavam de “suvaco”.


Daniela vislumbra o Baobá
 Após cerca de três horas de caminhada, avistamos a primeira copa de um dos baobás, mas que ainda estava muito distante. Passamos ainda por uma área de plantações de subsistência até chegarmos na fazenda com a maior concentração de baobás do Brasil. Eram sete árvores bastante imponentes com cerca de 25 metros de altura. Nos impressionava a quantidade de frutos pelo chão, e a espessura da árvore, onde foi necessário sete pessoas para efetuar um abraço simbólico. Segundo alguns moradores do local, os baobás foram plantados de forma involuntária pelas fezes dos pássaros que cruzavam o Oceano Atlântico vindo da África, e tenham a área da lagoa do Piató para descansar, isso muito anos antes da chegada dos primeiros colonos na região.

Grupo voltando de canoa
Após termos nos refrescado nas águas da lagoa, aguardamos a chegada do Joumar Jackson com a outra canoa, para seguirmos de volta para a comunidade. O passeio de canoa foi bastante proveitoso, na medida em que conhecemos mais ainda a lagoa. Chegamos na comunidade após termos enfrentado uma forte chuva durante o percurso de volta, que deu mais emoção a jornada. Regressamos para o Centro de Comércio, onde um farto almoço a base de carneiro nos esperava. Após terminarmos a refeição, seguimos as margens da BR-304 onde efetuamos mais um plantio da campanha “Trilhando o Verde!”. Desta vez a oportunidade foi dada a profª. Daniela Cândido e ao amigo Miguel, que estava de férias no estado e decidiu nos acompanhar em mais esta aventura.

Depois de termos desarmado acampamento nos despedimos da turma amiga de Assú que nos acolheu, e seguirmos com destino a Natal com a sensação de mais um ano realizado com muitas trilhas e lembranças inesquecíveis, e com a perspectiva que 2011 será com a mesma intensidade de trilhas, e a certeza de fazer novos por amigos por onde passarmos.

Raio-X


Nível de Dificuldade – Médio

Localização da Trilha – Ótimo

Disponibilidade de Socorro Médico – Bom

Apoio Logístico - Ótimo


Recomendações necessárias para trilhar

- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;


- Utilizar bastante protetor solar;


- Levar cantil com bastante água;


- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;


- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;


- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;


- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do condutor;


- Usar colete salva-vidas.


Onder comer

Restaurante do Centro de Comércio Justo


Fone: 84 3331-1792 (Joumar Jackson)


Onder ficar

Pousada 22 de Dezembro

Fone: 84 3331-1792 (Joumar Jackson)

Contatos para realização de trilha

Joumar Jackson
 
Fone: 84 3331-1792


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