quarta-feira, 27 de outubro de 2010

GEOTRILHAS\RN NA CHAPADA DIAMANTINA - 4º Dia

Grupo reunido em frente a uma das casas dos antigos garimpeiros
Gostariamos de abrir esta matéria nos desculpado com os nossos leitores, que estão acompanhando as notícias direto da Chapada Diamantina, que devido as fortes chuvas que cairam na cidade de Lençóis nesta última terça-feira, que ocasionaram um blackout no provedor local de internet. Fato que infelizmente ontem não postamos essa matéria. Mas que agora vocês poderam acompanhar ela na integra.
  
O quarto dia da expedição GEOTRILHAS\RN na Chapada Diamantina, começou com uma bela homenagem no café da manhã a nossa querida Dona Fátima Lima, que completou mais um ano de vida nesta terça-feira. Numa mesa onde com um cardápio bem reforçado, os integrantes do grupo cantaram parabéns para a nossa aniversariante. Homenagens feitas, seguimos para mais um dia repleto de atividades.

O ponto de partida foi de frente a Explore Brasil, em que os dos veículos iriam nos conduzir até o município Igatu, onde conhecemos o centro da cidade, e logo após a Toca do Morcego, por onde passa o rio Paraguaçu, que abastece a capital Salvador. Depois seguimos pela antiga estrada do garimpo, com cerca de 7 Km, até chegarmos a cidade dos garimpeiros, conhecida por Xiqui-Xiqui do Igatu. No local conhecemos a antiga cidade que era o local de residência dos garimpeiros, que nos impressionou pelas características das construções, todas em rochas maciças, e pela sua posição voltada para a frente de um vale, com o rio Paraguaçu, e a cordilheira de fundo . As ruínas da antiga cidade de Luis dos Santos, nome com era conhecida, denunciava a existência de um movimentado centro comercial, que segundo os guias, possuía mercearias, local de comercialização de escravos, e até filarmônica. Uma outra construção também nos chamou a atenção, que foi a Igreja do povoado construída no estilo bizantino, com os túmulos construídos no jardim do templo. Ainda na cidade dos garimpeiros, conhecemos o museu particular do artista plástico Mili Genestreti, que além de suas obras de arte, expõe vários objetos de uso diário dos garimpeiros daquela época, encontrados aos arredores da cidade.

Grupo reunido no banho do Poço Azul
Finalizamos a nossa visita ao local, e partimos com destino ao local do Poço Azul, distante cerca de 38 Km de Igatu. Ao chegarmos ao local, recebemos as instruções necessárias para adentrarmos ao poço. Após tomarmos uma ducha para retirarmos o excesso de suor e protetor solar, para diminuir o impacto sobre a água do poço. Caminhamos em seguida por uma pequena trilha, até encontramos a rocha do poço. Silenciosamente entramos no poço, por causa de um enxame de abelhas, que habita no lado de fora do poço. Descendo pelos degraus naturais na rocha, ficamos impressionados por tamanha beleza que estava a nossa frente. O Poço Azul possui águas cristalinas, e devido a composição natural das rochas em seu interior, somadas ao raios solares, dar uma pigmentação azulada em seu interior, mas que não impede o reflexo do fundo do poço, que esta a 21 metros de profundidade, revelando toda a sua geologia. Sem dúvida alguma, uma das mais belas paisagens já presenciadas em todo esse tempo de projeto, arrancando elogios de todos os participantes que estão nesta expedição. Mas o melhor ainda estava por vim nesta visita. Os participantes puderam entrar no poço, utilizando coletes salva-vidas e óculos de mergulho, para apreciar todo o fundo do poço, num gostoso banho com água a temperatura de 24⁰C, sendo uma experiência ímpar na vida de um verdadeiro trilheiro.

Depois de termos realizado o nosso sonho, voltamos a área do sítio onde almoçamos no restaurante local, antes de seguimos viagem de retorno para Lençóis, já às 17h:00.

O quarto dia de atividades foi fechado com a comemoração do aniversário da nossa querida Dona Fátima Lima, que aconteceu no bar A Fazendinha, reunindo a nossa equipe na confraternização a nossa companheira.

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