domingo, 25 de dezembro de 2011

TRILHA ECO-CULTURAL E SOLIDÁRIO DE CURRAIS NOVOS/RN


FIQUE POR DENTRO DE CURRAIS NOVOS/RN 
Localizado na Mesorregião Central Potiguar, mas precisamente na Microrregião do Seridó Central, o município de Currais Novos está a uma distância de 172 Km da capital Potiguar.


Segundo o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, Currais Novos possui como suas principais características geográficas, um clima muito quente e semi-árido, com temperaturas médias na ordem 33,0°. Sua formação vegetal é composta de caatingas Hiperxerófila e Subdesértica típica do Seridó, sendo a vegetação mais seca do Rio Grande do Norte, tendo uma área de conservação de 970 há chamada de São Rafael.   

O revelo do município possui uma altitude de 341 metros acima de nível do mar, que esta inserido no Planalto da Barborema tendo como principais acidentes geográficos as serras do Chapéu, Vermelha, do Piauí, do Doutor e de São João. Ainda sobre o revelo, os seus solos são de origem Litólicos Eutróficos com uma boa fertilidade utilizados para a agricultura e principalmente para a pecuária.


Quanto aos seus aspectos Geológicos, Currais Novos esta inserido dentro do Embasamento Cristalino com rochas do Grupo Caicó de Idade do Pré-Cambriano superior a 1.000 milhões de anos e do Pré-Cambriana Inferior a Médio, entre 570 a 1000 milhões de anos.Geomorfologicamente, as principais ocorrências são respectivamente formas tabulares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de grandeza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmente por vales de fundo plano. Possui como principais minérios o berílio, calcário, enxofre, nióbio, tântalo, tungstênio, urânio, ouro, fluorita, moscovita, quartzo e feldspato.


Possui um sítio natural formado pela lagoa do Santo que apresenta tanques com fósseis de mamíferos e pinturas rupestres. Já a extração de minério é realizada no, importante sítio de jazidas minerais, bastante visitado por profissionais e estudantes interessados por geologia e extração de minerais, destacando-se as minas de scheelita Brejuí e Barra Verde.


Seus recursos Hídricos estão inseridos dentro dos aquiferos Cristalino e Aluvião, tendo uma Hidrologia composta pelos rios Currais Novos e Picuí, além dos riachos Bom Jardim e Pedra Branca das Areias. Todos inseridos dentro da Bacia Hidrográfica do rio Piranhas-Açu. Completam a Hidrologia de Currais Novos sete açudes públicos, com destaque para o açude Dourado que comporta 10.322.000 m³.


Quanto a história de criação do município, os primeiros registros são de 1688, quando o Governador Geral do Brasil mandou uma expedição à região com a finalidade de reprimir a revolta dos índios Canindés e Janduís, iniciada no ano anterior, que o Governo da Capitania do Rio Grande do Norte não conseguiu debelar. A expedição comandada pelo paulista Governador de Armas Domingos Jorge Velho, atravessou o sertão do Acauã e alcançou a localidade onde nasceu a povoação de Currais Novos.


Em 1755, o povoamento começou a se desenvolver com a presença do Coronel Cipriano Lopes Galvão que fundou uma fazenda de gado na Data Tororó.

Como pioneiro da localidade Cipriano Lopes, também exerceu indireta influência histórica na escolha do nome do povoado, quando construiu novos currais, principalmente, na época das apartações do gado, nas proximidades da confluência dos rios Tororó e Maxumaré, iniciando os trabalhos de uma outra fazenda para seu filho Sebastião Galvão. Tempos depois, a designação da localidade passou naturalmente a ser Currais Novos. Graças ao desenvolvimento da agricultura e da pecuária novos colonizadores chegaram e fixaram moradia, notadamente os oriundos do interior de Pernambuco.
 

Após o falecimento do Coronel Cipriano Lopes, sua viúva, dona Adriana de Holanda de Vasconcelos Galvão requereu, em 1764, novas concessões de terra, e seu filho Cipriano Galvão, então Capitão-Mor da ribeira do Seridó e proprietário dos Sítios Areia de Baixo e São Bento, requereu e recebeu em 1787, terras próximas a área pertencente a sua mãe. No ano de 1808, foi construída a capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana. O povoado de Currais Novos participou ativamente da campanha abolicionista, com a ação efetiva de um dos núcleos da Sociedade Libertadora norte-rio-grandense, tendo a frente Cipriano Lopes Galvão de Vasconcelos, Laurentino Bezerra de Medeiros e Juventino da Silva Borges, entre outros. Tiveram os curralenses o mérito de libertar o último escravo no dia 19 de março de 1888, três meses antes da promulgação da Lei Áurea.


A Lei Provincial no 893, de 20 de fevereiro de 1884, criou o distrito de Currais Novos. Em 15 de outubro de 1890, através do Decreto Estadual no 59, Currais Novos desmembrou-se de Acari tornando-se município do Rio Grande do Norte.

Fonte: IDEMA

PONTOS TURÍSTICOS
  • Açude Totoró;
  • Canion dos Apertados;
  • Cristo Rei;
  • Comunidade Negros do Riacho;
  • Mina Brejuí;
  • Serra do Chapeú;
  • Serra do Doutro;
  • Serra Vermelha. 


GEOTRILHAS/RN EM CURRAIS NOVOS

A visita do Grupo Geotrilhas/RN a Currais Novos ocorreu na última semana do mês de julho, nos dias 30 e 31 respectivamente. A missão Currais Novos tinha como objetivo não só a visitação aos principais pontos de Ecoturismo do município, mas também, a nossa obrigatoriedade com o próximo. 

Desta forma, ao chegarmos pela BR – 226 no sentido Natal/Seridó, ao contrario dos turistas tradicionais, entramos a esqueda na famosa panela gigante de barro. Seguimos 06 Km por estrada de barro para conhecermos os verdadeiros responsáveis pela tradição das peças de cerâmicas da região. A Comunidade Quilombola dos Negros do Riacho foi escolhida pelo grupo, para realizarmos uma ação social com a distribuição de leite em pó. 

Ao chegarmos de surpresa na comunidade, os moradores olhavam para o comboio formado por seis veículos com muita desconfiança e de certa forma esperançoso por algo que havia chegado a comunidade. Ao desembarcarmos, fomos logo em busca do líder comunitário conhecido com “João Negão”, que na ocasião estava trabalhando numa outra atividade bastante típica do lugar- a fabricação de carvão vegetal. Aos nos recebeu, o Seu João contou ao grupo um pouco da história da origem da comunidade, e também dos problemas sociais existentes ali. 

Na medida em que íamos conversando, o grupo percebia que a comunidade ainda carece de muita coisa, principalmente de uma orientação básica de controle da natalidade, pois encontramos famílias com mais de dez filhos. As condições sanitárias são outro problema que encontramos no local, pela falta de banheiros nas antigas casas de taípa, como também nas casas recentemente construídas com alvenaria. Já no final de nossa visita, muitas pessoas já se aglomeravam em frente a casa de Seu João, quando começamos a fazer a distribuição do leite. 

Devido ao quadro social por qual a comunidade passa, devido a falta de emprego, e até mesmo pela cultura da mendicância, presenciamos uma das cenas mais fortes já vistas pelo nosso grupo. A disputa de uma lata de leite pelas famílias, que quase se disputavam, nos retomando as tristes imagens na memória das batalhas por comida no mundo. Muitos de nossos geotrilheiros, ao verem tal situação até chegaram a se emocionar com o episódio, mas infelizmente não podíamos fazer muita coisa com o pouco que nos trocemos. Ao nos despedirmos da comunidade, partimos com destino a sede do município, onde faríamos uma outra ação social ainda pela manhã. 

Por volta das 11h:30, o grupo chegou a Casa do Pobre. Uma instituição filantrópica que cuida de crianças e moradores de rua da cidade. Ao chegarmos no local, infelizmente não encontramos a Irmã Ananília, presidente-fundadora, que havia saído para recolher alguns donativos. Mesmo assim, o grupo conheceu as instalações e um pouco do trabalho que foi relato pelos funcionários que estavam em seu expediente. Efetuamos a entrega de 26 unidade de leite em pó, que servirá para suprir as necessidades das crianças por pelo menos uma semana, de acordo com a funcionário que nós recebeu. 

Já era por volta de meio-dia e meio, quando chegamos ao Restaurante Quintal da Vila, onde fomos recepcionados pelo proprietário Walter Dantas, que ofereceu um buffet composto por pratos requintados, com destaque para a carne de sol na nata, do restaurante que vem ganhando a admiração dos moradores locais. 

Após o término do almoço, seguimos para o Hotel Pousada Marize Dantas que seria o local de nossa hospedagem na cidade. Terminando o grupo de se acomodar no recinto, partimos por voltas das 14h:30 com destino a Mina Brejuí, mas precisamente para a igreja, onde o grupo de pastoril infantil formado por filhos dos trabalhados da mina, estavam a nossa espera para realizarem sua apresentação. A criançada encantou ao nosso grupo, que no final redeu muitas foros com o elenco do pastoril. Em seguida o guia oficial da mina nos conduziu para o interior da capela, onde iniciou a contar sobre a história do lugar. A capela da Mina Brejuí é uma das mais belas da região devido ao seu requinte nos detalhes com peças banhadas a ouro e pelo mármore importando da Europa na época áurea do scheelita. O lugar é o preferido para os casamentos dos moradores de Currais Novos, que movimentam a capela mais do que a igreja matriz, quando se trata de casamentos. 

Depois da visita a capela, seguimos para a área de mineração,passando antes pela comunidade de Brejuí, que foi construída aos arredores da mina. Uma verdadeira cidade numa escala menor. Após os integrantes do grupo se equiparem com capacetes, fomos conduzidos por um trator até a entrada da mina, onde entramos pelo túnel cerca de 800 metros adentro da mina por túneis e salões, onde o guia foi nos explicando um pouco de como é realizada a extração do minério.  

Em seguida o grupo foi levado a uma grande duna formada pelo rejeito da produção da scheelita, que se confundia com uma extensão da serra. Voltamos para a área da comunidade, onde visitamos o Memorial Tomaz Salustino. Um lugar onde conta a história da mina e do seu antigo proprietário que leva o nome do museu. Toda a história da Mina Brejuí se confundi com a própria história de Currais Novos, devido a grande dependência econômica do município, que cresceu determinada pela atividade mineradora. 

Após a visita ao memorial, no lado de fora havia uma outra novidade para o grupo. Uma palestra sobre agricultura orgânica, com degustação de produtos. Neste momento, os integrantes do Geotrilhas/RN souberam como a agricultura orgânica vem desempenhando um papel importante para os moradores da comunidade. 

Ao regressarmos para a cidade, o grupo ainda visitou o centro de artesanato de Currais Novos, em que foi possível adquiri produtos típicos do lugar, como artesanato em madeira e em minérios, além dos famosos licores de Currais Novos. Regressamos a pousada, por volta das 19h:00, seguimos novamente para o Restaurante Quintal da Vila para o jantar, antes de darmos por encerradas as atividades do primeiro dia no município.


O segundo dia começou bem cedo para o grupo, que após o café-da-manhã servido na pousada, os integrantes foram apresentados aos guias Edio e Galeguinho, que foram os responsáveis por conduzirem o grupo até uma das maravilhas do Rio Grande do Norte – O cânion do Apertados. 

Com uma caminhada pelas estradas carroçais da zona rural, e também passando por áreas de subida de serras, o grupo chegou após horas de caminhadas sob o sol forte do Seridó até a Fazenda Aba da Serra, onde esta inserida beleza. Depois do pagamento de um valor referente ao pedágio, que por sinal vem rendendo inúmeros protestos dos próprios moradores de Currais Novos devido ao seu alto valor sem nenhuma estrutura , o grupo chegou ao entroncamento dos rios Picuí e Currais Novos. 

Devido ao período do ano, infelizmente não haviam os famosos poços para banho, porém, a beleza da flora da caatinga encantava os participantes pela conjuntura presente com a fauna, principalmente de vários pássaros que escoltavam o grupo.


Após a contemplação dos lugar, o grupo retornou para a cidade, onde partiu para o almoço no Restaurante Quintal da Vila, que serviu um almoço digno de despedida, para o grupo ficar na vontade de visitar novamente a cidade. 

Seguimos para a pousada, e por volta das 16h:30 partirmos de volta com destino a Natal levando consigo não só o sentimento de alegria de mais uma trilha realizada com sucesso, mas também renovados com o espírito da solidariedade em prol dos nossos irmãos mais necessitados. 

CONFIRA O VÍDEO DA TRILHA

Raio-X

Nível de Dificuldade – Médio

Localização da Trilha – Regular

Disponibilidade de Socorro Médico –Regular

Apoio Logístico - Ótimo

Recomendações necessárias para trilhar
- Usar roupas leves, confortáveis e fechadas;
- Utilizar bastante protetor solar;
- Levar cantil com bastante água;
- Levar repelente contra insetos;
- Utilizar chapéu ou boné para se proteger do sol;
- Não escrever, desenhar ou danificar as árvores do Parque;
- Evita incêndios, apagando cigarros e charutos antes de descartá-los;
- Guadar seu lixo e obedecer às instruções do condutor.

Onder comer
Restaurante Quintal da Vila
Fone: (84) 9621-7551 - Walter Dantas

Onder ficar
Hotel Pousada Marize Dantas
Fone: (84) 3412-2444 

Contatos para realização de trilha
Edio
Fone: (84) 9962-5027

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