quarta-feira, 1 de junho de 2011

ABAIXO-ASSINADO PELO REGISTRO DAS MATRIZES TRADICIONAIS DO FORRÓ COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL


Com a proximidade dos festejos juninos, o GEOTRILHAS/RN entra na campanha pelo Registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Este movimento que esta sendo realizado pela internet, por meio do site PetiçãoPublica.com.br, que fornece alojamento online gratuito para abaixo-assinados (petições públicas), que é bastante utilizado para as movimentações na rede em prol da democracia. 

O movimento tem o apoio da Associação Balaio Nordeste, de João Pessoa/PB; Sociedade dos Forrozeiros Pé de Serra e Ai, de Recife/PE; Associação Centro Histórico Vivo (ACHERVO), de João Pessoa/PB; Associação Cearense do Forró, de Fortaleza/CE; Kukukaia Produções e Eventos Ltda, de Fortaleza/CE; Restaurante Encontro dos Artistas Ltda (Arre Égua), de Recife/PE; Sala de Reboco Bar e Comedoria, de Recife/PE; Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE), de João Pessoa/PB, e outras associações de forró e comunidades forrozeiras interessadas.

Conheça mais sobre o forró

Forró é uma festa popular brasileira, de origem nordestina e é a dança praticada nessas festas, conhecida também por arrasta-pé, bate-chinela, fobó, forrobodó. No forró, vários ritmos musicais daquela região, como baião, a quadrilha, o xaxado, que tem influências holandesas e o xote, que veio de Portugal, são tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro (tocador de acordeon—que no forró é tradicionalmente a sanfona de oito baixos), um zabumbeiro e um tocador de triângulo.
Conhecido e praticado em todo o Brasil, o forró é especialmente popular nas cidades brasileiras de Campina Grande, Caruaru, Gravatá, Mossoró, e Juazeiro do Norte, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maceió, Recife, São Luís e Teresina, onde são promovidas grandes festas.
O termo "forró", segundo o folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo, estudioso de manifestações culturais populares, vem da palavra "forrobodó", de origem bantu (Tronco linguístico africano, que influenciou o idioma brasileiro, sendo base cultural de identidade no brasil escravista), que significa: arrasta-pé, farra, confusão, desordem.

Na etimologia popular (ou pseudoetimologia) é freqüente associar a origem da palavra "forró" à expressão da língua inglesa for all (para todos). Para essa versão foi construída uma engenhosa história: no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes abertos ao público, ou seja for all. Assim, o termo passaria a ser pronunciado "forró" pelos nordestinos. Outra versão da mesma história substitui os ingleses pelos estadunidenses e Pernambuco por Natal do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada nessa cidade.

O forró é dançado em pares que executam diversas evoluções, diferentes para o forró nordestino e o forró universitário:

O forró nordestino é executado com mais malícia e sensualidade, o que exige maior cumplicidade entre os parceiros. Os principais passos desse estilo são a levantada de perna e a testada (as testas do par se encontram).

Existem diversos artistas que, entre outras modalidades, também contribuíram, sejam como compositores sejam como intérpretes, com diversos gêneros do forró. Alguns dos mais destacados compositores brasileiros de músicas de forró são Alceu Valença; Alcymar Monteiro; Amazan; Dominguinhos; Dorgival Dantas; Elba Ramalho; Flávio José; Genival Lacerda; Geraldo Azevedo; Jackson do Pandeiro; Jorge de Altinho; Luiz Gonzaga; Marinês; Sivuca; Trio Nordestino e Zé Ramalho.

Confira o documentário cearense Forró: A voz de um povo, do diretor Leon Lopes, que conta a história por trás das letras de forro de Luiz Gonzaga, o ritmo e sua história e os novos ritmos.

PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5

1. Considerando a importância das referências culturais relacionadas à nossa musicalidade, especificamente as matrizes tradicionais do forró (baião, xote, xaxado, rojão, xamego, balanço, miudinho, forró-samba e quadrilha/arrastapé) para construção da identidade nordestina e nacional, especialmente no tocante aos seus gêneros, ritmos e modos de dança, transmitidos por várias gerações desde o início do século XX;

2. Considerando a importância das referências culturais relacionadas à nossa musicalidade características do forró para os músicos, compositores e demais interessados,

3. Considerando as citadas referências culturais como modos de fazer enraizados no cotidiano do povo nordestino e de várias comunidades espalhadas pelo Brasil, que tem o forró como marca de uma vivência coletiva do trabalho;

4. Considerando a atual situação sócio-econômica de alguns desses profissionais: compositores, intérpretes, sanfoneiros, pandeiristas, trianguleiros e zabumbeiros, estando os mesmos em condições de trabalho frágeis, não condizentes com a importância do saber tradicional que detêm;

5. E considerando ainda, o avanço dos processos industriais de fabricação e de homogeneização, em todos os aspectos da musicalidade, sobre as matrizes tradicionais do forró que põem em risco a qualidade musical e a diversidade cultural do nosso país;

Tendo em vista as considerações acima, as entidades envolvidas, visam solicitar ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura, o Registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil, conforme Decreto 3.551 de 2000 e Artigo 216 da Constituição Federal, a fim de reconhecer nacionalmente o patrimônio cultural referente ao nosso forró de raiz, bem como possibilitar a execução de políticas públicas de salvaguarda para os artistas e demais participantes que referenciam o citado bem cultural.

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